Adoptar um estilo de vida saúdavel

Simplicidade e Bom Senso

Já se interrogou, por que razão emerge um número sem fim de anedotas e piadas na sequência de acontecimentos trágicos? E já lhe aconteceu ficar impávido e surpreendido perante a capacidade que algumas pessoas têm de rirem de si mesmas, às vezes em situações muito dramáticas? Há uma explicação para isto.
Por vezes, tudo parece correr mal e ficamos absolutamente sem saber o que fazer e o que dizer. Tudo parece estar perdido e só resta rendermo-nos mas fazemos tudo para conter as lágrimas que teimam em querer correr pelo nosso rosto. E os que nos rodeiam, provavelmente munidos das melhores intenções, encorajam-nos a não chorar.
A contemplação e criação artística é essencial aos seres humanos enquanto expressão do seu mundo interior, daí a importância de alimentarmos esta nossa dimensão e é possível fazê-lo com absoluta simplicidade. Podemos dar-lhe alguns exemplos: comece pela simples contemplação do mundo natural.
Alguma vez abraçou uma árvore? Talvez lhe pareça estranho! Ou, talvez, nunca tenha pensado nisso... Pois experimente! Talvez seja mais provável que tenha uma sensação de familiaridade do que de estranheza.
Passado um ano do “nascimento” da rubrica “Simplicidade e Bom Senso” é altura de balanço. É altura de parar, fazer uma retrospetiva e relembrar o objetivo que nos levou a decidir trilhar este caminho. Depois, então, perceber onde viemos dar e para onde queremos prosseguir.
“Cá dentro inquietação, inquietação… é só inquietação, inquietação…” Assim, se ouve no refrão desta canção de José Mário Branco e assim identificamos uma emoção que sendo natural poderá ser muito nefasta quando constatamos que se instala em nós de forma demasiado frequente. Falamos da ansiedade.
Para os seus criadores o Yoga tinha uma finalidade complexa que permite classificá-lo mais como uma filosofia ou prática com vista ao desenvolvimento da espiritualidade dos seus praticantes, já que visava atingir o samádhi, um estado de hiperconsciência e autoconhecimento.
E se passar férias em sua própria casa? Assim de repente não parece muito tentador mas poderá ser surpreendentemente agradável e relaxante. Pois a ideia de umas férias em casa, ou "staycation" (fusão dos termos "stay" e "vacation") como os americanos lhe passaram a chamar, é exatamente o contrário de fazer o mesmo de sempre.
O refrão da canção de António Variações, ouvida vezes sem conta nos anos 80, é o mote perfeito para nos levar a refletir sobre uma atitude que nos afeta a todos, em maior ou menor grau. Por vezes com grande desconforto e grandes consequências: a procrastinação.
Sabe o que apenas vinte minutos diários de sesta podem fazer por si? Não? Então surpreenda-se, pois este simples prazer permite-lhe maior rendimento no trabalho, conduz a uma maior harmonia do seu ritmo biológico e diminui o stress.
Estávamos no verão de 1957 quando Donald Winnicott apresentou numa reunião da Sociedade Britânica de Psicanálise um artigo com uma das teorias mais interessantes e marcantes a respeito dos processos de maturação emocional dos seres humanos: “A capacidade de estar só”.
A busca por uma vida mais simples e frugal, do ponto de vista material, aparece desde há muito tempo em várias culturas mas é especialmente evidente na cultura tradicional japonesa, particularmente na filosofia zen que associa os conceitos de desapego e liberdade na busca pela essência da vida.
Há alguns meses, num programa de televisão sobre jovens músicos prodigiosos, perguntava-se a uma criança que aprendia a tocar violino o que sentia quando tocava. A menina respondeu simplesmente: "Sinto uma grande alegria". Estando a lançar-me no desafio da compreensão da linguagem musical e a tentar aprender a tocar um instrumento, senti uma identificação profunda com estas palavras.
“O caminho faz-se…caminhando”. Esta frase do poeta espanhol António Machado mostra como o simples ato de caminhar pode simbolizar a vida e ser muito mais do que uma forma de exercitar o seu corpo. Então, porque não caminha simplesmente?