Adoptar um estilo de vida saúdavel

Um Ano de Simplicidade e Bom Senso

Passado um ano do “nascimento” da rubrica “Simplicidade e Bom Senso” é altura de balanço. É altura de parar, fazer uma retrospetiva e relembrar o objetivo que nos levou a decidir trilhar este caminho. Depois, então, perceber onde viemos dar e para onde queremos prosseguir.

De dentro para fora do ecrã

Parece fácil usar a bicicleta como meio de transporte na cidade e em percursos de rotina. E é fácil! Aconteceu durante décadas, no nosso País, as pessoas deslocarem-se de bicicleta para o trabalho, todos os dias. Hoje as condições são melhores e em mais cidades: Porto, Lisboa, Aveiro, Coimbra, Braga, Almada, Castelo Branco, Viana do Castelo, Gaia e nas cidades planas e solarengas do Algarve. Além de prático e económico, substituir o carro pela bicicleta é, acima de tudo, útil para a saúde. Permite, com regularidade, introduzir níveis de atividade física acima dos que são recomendados pela Organização Mundial de Saúde: 30 minutos diários de atividade física moderada ou intensa para os adultos e 60 minutos diários para os jovens. A televisão desempenha um papel informativo muito importante. No entanto, a “injeção” de anúncios, a que somos sujeitos nos sofisticados ecrãs, tem, claramente, o propósito de moldar os nossos padrões comportamentais. As marcas querem desesperadamente ganhar um lugar nas nossas vidas e, por isso, gastam somas absurdas para influenciar o modo como vivemos fora do ecrã. Há marcas que se refugiam em conceitos débeis, exacerbando a qualidade de produtos que não precisamos. Outras já perceberam que não sobrevivem se os potenciais clientes adotarem estilos de vida sedentários e passivos. Vejamos o exemplo das calças de ganga: de que serve comprar umas calças que foram idealizadas para vidas ativas e preenchidas de movimento, para dar “aquele estilo”, se quando as veste nem se consegue mexer? Pense nisso! Procure estilos de vida que na realidade são bons, que lhe trazem benefícios e, esses sim, passe-os de dentro para fora do ecrã! [fonte] Referências: Gorn, Gerald J, & Goldberg, Marvin E. (1982). Behavioral evidence of the effects of televised food messages on children. Journal of Consumer Research, 200-205. Créditos do video: Levi’s® COMMUTER. Form. Function. Cycling. (Japan) Créditos da imagem:”Girl On Bike” by Cristian Lee: http://bit.ly/1mTmDht [/fonte]

Stop Cancer Portugal celebra 3 anos

Três palavras resumem e definem o trabalho desenvolvido ao longo destes três anos na prevenção do cancro: determinação, compromisso e rigor.

Nova rubrica: “Mimos de mãe, nutrição a dois”

O espaço “mimos de mãe, nutrição a dois” é dedicado a todas as mulheres que são ou pretendem ser mães. Atualmente a nutrição é parte integrante da promoção da saúde e na prevenção da maioria das doenças crónicas.

Frio faz toda a diferença!

O frio instalou-se e regelou os corpos. Já há muito que Lisboa não vivia um Inverno tão rigoroso. Chuva e frio têm sido o tom de cada acordar, de cada regresso ao lar. Anseia-se pelo calor da lareira, da roupa confortável e…  (ui!) pela mantinha que nos envolve. A cada novo dia equipamo-nos para enfrentar este frenesim. O metabolismo vai-se adaptando a esta nova (falta de) dinâmica e a balança teima em alertar as mentes mais friorentas e aponta a diferença no registo… É neste monólogo que há que atender. Procurar o eco das ações de hoje num Verão inquietante e amargurado. Não se deixe mirrar debaixo desta onda de frio e chuva, faça-se à rua e vá caminhar. Procure fazer 5 minutos de caminhada moderada seguidos de um minuto de corrida lenta (levante os pés, não receie) e volte a fazer mais cinco minutos de caminhada moderada. Lance-se de novo no desafio de mais um minuto de corrida lenta e termine com dezoito de caminhada moderada. Rapidamente vai sentir o corpo a aquecer e vai perceber que o frio é bom pois faz-nos superar e acreditar. Eis a nossa motivação para o frio! Premeie-se com um duche regenerador e a visão de um Verão a abraçar. Vá para a rua e premeie-se!

O caminho faz-se caminhando…

“O caminho faz-se…caminhando”. Esta frase do poeta espanhol António Machado mostra como o simples ato de caminhar pode simbolizar a vida e ser muito mais do que uma forma de exercitar o seu corpo. Então, porque não caminha simplesmente?

Devagar se vai ao longe!

Há alguns anos atrás decidi, sem pensar muito sobre o assunto, deixar de usar relógio e por exagerado que pareça, senti que me estava a libertar. O acto de olhar continuamente para o meu relógio de pulso fazia-me sentir aprisionada e ansiosa. Era como ter uma voz ao ouvido que irritantemente me dizia: “já são horas disto”, “já são horas daquilo”, “já estás atrasada”, “não vais ter tempo”.

Tenho uma bicicleta na garagem

Num destes finais de tarde, já com o frio a entrar pelas costas, fui fazer uma caminhada sem contar tempo, distância ou atender ao percurso. Apenas fui, por entre ruelas e caminhos. Estava dentro de um espaço delimitado, é certo, mas fui andando. Deparei-me com inúmeras pessoas, umas com identificação clara alusiva a um ou outro clube mas muitas outras iam surgindo sem qualquer identificação. E o curioso é que, à medida que a noite se instalava ouviam-se, aqui e acolá, toques de campainhas! Pois é, há quanto tempo não ouvia este som??? Campainhas das mais variadas tipologias de bicicletas! No mesmo asfalto em que os ciclistas faziam o seu treino fluíam também crianças com as suas bicicletas que iam acompanhando os seus pais/parentes que percorriam o trajecto correndo. Há muito que não via assim uma afluência de ciclistas! Hoje em dia muitas autarquias fizeram obras nos municípios criando as ciclovias. Porque não dar uma volta e testar a sua bicicleta? Talvez não seja possível fazer o caminho para o emprego nela … e ao fim-de-semana? Que tal ir passear de bicicleta e sentir o frio do Outono a passar na cara? Pequenos prazeres que nos fazem revigorar, acredite.

Chegou o frio

Chegam os dias de outono e o frio já se faz sentir na pele! A mudança traz sempre consigo momentos de balanço e de reflexão. Nestas alturas não há como partir em busca do nosso tempo, do nosso bem-estar. A sugestão de hoje conduz-nos por um destes espaços de meditação… caminhando ao longo do paredão da Costa de Caparica. Há quanto tempo não vai até à Costa onde certamente estão imagens suas de descontração e simples prazer? Toda aquela zona de paredão foi remodelada criando um passadiço lado a lado com a praia e, nesta altura do ano, com as ondas. O trajeto é, como se pode depreender, plano, liso, confortável e bem regenerador! De um extremo do paredão ao outro e regresso são aproximadamente 4,5 quilómetros em cerca de 40 a 45 minutos. Vai ver que lhe vai saber tão bem que nem vai dar conta do acréscimo de tempo/km. Desfrute e conte-me a sua experiência.

Nova Rubrica: Simplicidade e Bom Senso

A partir de 15 de Outubro o Stop Cancer Portugal passará a ter uma nova rubrica: “Simplicidade e Bom Senso”, à terceira segunda-feira de cada mês. O objetivo desta rubrica é ajudar os leitores a refletirem a respeito dos seus estilos e filosofia de vida, contribuindo para que possam definir atitudes e comportamentos que vão no sentido da vivência de experiências de maior simplicidade, serenidade e satisfação e, em consequência, mais saúde e bem-estar.

“O essencial é invisível aos olhos”

A forma como os outros olham para nós é algo que marca. Pela positiva ou pela negativa, mas marca. Reequacionar modos de vida é algo que tem de partir de cada um para que essa tomada de decisão seja assumida em plenitude e “adotar um estilo de vida saudável” entranha-se no corpo com lugar de destaque no íntimo pessoal e intransmissível porque “o essencial é invisível aos olhos“. A motivação não está no que os outros vêem mas no que sinto; não está em comentários de terceiros mas na leveza com que os meus passos se sucedem; não reside no alheio mas em perceber que o meu organismo responde a excessos com pequenos alertas que nos fazem abraçar este modo de viver. A forma como o nosso corpo se levanta e desempenha os movimentos básicos com naturalidade, sem estar ‘preso’ sem se ‘prender’ libertando-se e responsabilizando-se como sendo único dá-nos liberdade para cativar. Há sempre uma forma de cuidar e é em pequenas decisões que podemos fazer a diferença e a amplitude do bem querer pessoal espelha o modo de olhar.

Pistas para se manter ativo

Hoje dei por mim feliz. A tarde do dia anterior fora passada na praia. Com vento é certo mas tranquila, educacional e de alguma catarse! Tranquila pois o espaço era imenso e o barulho de terceiros inofensivo. Educacional porque assistimos à “chegada do peixe” e presenciámos todo o ritual inerente. De catarse porque me senti bem! E hoje descubro um artigo da Escola de Saúde Pública de Harvard. Após analisar as 20 pistas aí descritas para se manter ativo deparo-me com o facto de que as havia descoberto simplesmente porque acreditei! Algumas orientações para quem se quer manter ativo Aqui ficam algumas: Escolha atividades que gosta Reparta o exercício (caso não o consiga fazer de seguida sempre é melhor fazer por três vezes) Faça-o com um amigo (é das que mais gosto) Mantenha um ritmo ‘vivo’ (pense numa música algo mexida) Lanche em movimento (uma peça de fruta, por exemplo) Experimente um pedómetro Use as escadas Desligue TV, computador ou o telemóvel e mexa-se pela casa (ligue o rádio, aparelhagem … e circule!) Se usa os transportes públicos saia na paragem anterior e vá a pé Se anda de automóvel estacione um pouco mais longe e ande Considere adquirir um aparelho de ginásio para casa (em tempos de crise eu optaria por usar os jogos eletrónicos de família ou em fazer um pouco da tradicional “ginástica sueca”) Divirta-se e torne o exercício num ato social. Que tal os parques municipais com ginásios ao ar livre e com percursos de bicicleta/caminhada? E, após 4 alternativas que implicam o aumento do orçamento familiar vêm as duas últimas: Introduza o exercício na sua agenda diária Recompense-se participando em marchas/corridas solidárias ou adquirindo um adereço desportivo para mais prática física! Aqui fica um exemplo de uma das pistas referidas (Faça-o com um amigo), à boa maneira portuguesa.