Adoptar um estilo de vida saúdavel

Aceitação ou resignação?

Não é fácil falar de aceitação. A ideia de aceitar algo faz-nos sempre pensar em conformismo, frustração, submissão, desistência. E não é assim que nós concebemos o mundo nem a existência humana.

O Ótimismo Trágico de Viktor Frankl

O que significa ver a vida com um otimismo trágico? O que nos leva a manter a esperança, a sanidade mental, sobrevivendo em circunstâncias extremas?

Obesidade: a Epidemia Global do Século XXI

A obesidade é a epidemia global deste século e está comprovadamente associada ao aumento da probabilidade de sofrermos de problemas cardiovasculares, cancro, entre outros.

Escolha ser feliz!

“A felicidade é uma escolha”. A afirmação é forte e aparentemente pretensiosa. Como considerar que ser feliz depende de uma escolha consciente e deliberada, quando a existência nos atropela tantas vezes com condicionalismos e limitações que não desejámos nem escolhemos?

Ligue os seus “botões mentais”

O desenvolvimento da nossa personalidade no sentido da “excelência” ou da “otimização” da pessoa que somos e de como tomamos decisões e nos comportamos está muito dependente da nossa vontade. Muitas vezes temos perfeita consciência de que há aspetos em que poderemos francamente melhorar mas vamos adiando a hora de iniciarmos uma mudança efetiva. É praticamente como deixar um vício: vamos sucessivamente adiando para amanhã…. num eterno adiar. Infelizmente, até na prevenção da saúde isso acontece. O segredo talvez esteja em começarmos por pequenas operações que, a pouco e pouco, se vão-enraizando na nossa mente, estabelecendo novas configurações. Na verdade, é um processo de aprendizagem e, como tal, a melhor maneira de o fazermos é definir metas alcançáveis e introduzindo pequenas estratégias. O cérebro é nosso amigo! Afinal, ele é nosso. É nele que temos “guardadas” coisas como a nossa autoconsciência (a consciência de quem somos), a nossa memória, os nossos saberes, as nossas emoções e tudo o mais que nos permite viver plenamente! Iniciar a Mudança O investigador Ken Robinson lançou, em 2009, o livro que levaria o título de “O Elemento” na edição portuguesa (2010). Ele chama de “elemento” o ponto onde a nossa aptidão natural e a paixão pessoal se encontram. As pessoas que conseguem estar no seu “elemento” são levadas para além das experiências comuns de prazer e felicidade. Diz o autor: «quando entramos no nosso “elemento”, ligamo-nos a algo fundamental para a nossa identidade, o nosso desígnio e o nosso bem-estar. Recebemos um sentido de auto-revelação, compreendemos quem realmente somos e o que é suposto fazermos das nossas vidas». Todo o caminho de mudança passa pela conjugação de três verbos: ter, adorar e querer. “Ter” é a capacidade para fazer algo. Envolve os nossos recursos como a inteligência, a motivação, a capacidade de realizar algo, um talento ou um saber. “Adorar” é aplicar outra capacidade: a de gostar muito de algo que pode fazer-nos felizes, como o próprio desejo de crescimento pessoal. Está ligada à motivação e ao prazer de conseguirmos algo porque nos apaixonamos por ela. Finalmente, o “querer” afeta o nosso carácter, a autoestima, a perceção que temos de nós mesmo e dos outros, bem como as expetativas deles em relação a nós. Os “Botões Mentais” Imagine que temos uns botões mentais em que podemos mexer. É assim que eu faço quando quero mudar algo em mim. Tenho o “botão da saúde”, o “botão das emoções”, etc. Poderá parecer muito racional, mas não é. É uma questão de auto-disciplina pois a nossa mente é um bocado caótica se não a organizarmos. Eis os principais botões: Competências > traduz a capacidade da pessoa para lidar com os desafios e obrigações da vida e que lhe permitam ser autónomo. Envolve variáveis de tipo cognitivo, emocional e social. Com elas valorizamo-nos! Cognição > diz respeito às atividades do pensamento, do raciocínio, da perceção, da memória, da aprendizagem, da criatividade e da inteligência, entre outras. Com ela podemos desenvolver ainda mais o nosso “poder mental”! Sabedoria > forma de conhecimento extenso que depende da experiência de vida, envolvendo alguma combinação entre inteligência e criatividade, e que permite obter um discernimento pragmático sobre os problemas e situações do dia-a-dia e/ou profissionais e sociais. É mais do que simplesmente “conhecer” e torna a pessoa cativante! Saúde > estado geral do indivíduo e que está associado à noção de bem-estar. É fundamental para que a nossa vida siga reforçada por um bom funcionamento do organismo! Satisfação de Vida > avaliação que permite às pessoas refletir sobre as discrepâncias percebidas entre as aspirações e a realizações conseguidas. Bem-estar Psicológico > sentimento de satisfação que envolve a autoestima, o ânimo, o equilíbrio afetivo, a autoimagem e outras dimensões. É determinante!

Tenha a coragem de exprimir o que sente!

Na sequência dos artigos anteriores, este mês continuamos a reflectir acerca dos 5 maiores arrependimentos verbalizados por doentes terminais acompanhados pela enfermeira australiana Bronnie Ware. A razão pela qual este estudo se tem revelado tão impressionante é o facto de nos permitir reflectir acerca de questões importantes que afectam a nossa qualidade de vida e bem-estar mas que, infelizmente, temos dificuldade em aprofundar quando tudo corre, aparentemente bem. Em contrapartida, a proximidade com uma experiência limite torna mais clara a nossa visão sobre essas questões. Então, aproveitemos para preventivamente fazer esta reflexão pois, no final o que realmente importa é a qualidade da vida que escolhemos ter, apesar das circunstâncias. Assim, o terceiro maior arrependimento verbalizado pelos doentes de Bronnie foi a falta de coragem para exprimirem os seus sentimentos de um modo franco. Muitas pessoas reprimem as suas emoções para conseguirem manter relações mais pacíficas, não desiludindo ou contrariando os outros, contudo, o resultado acaba por ser a aceitação resignada de uma existência medíocre e a sensação de nunca terem sido capazes de se assumirem como realmente são. Esta repressão, muitas vezes conduz à doença pois deste modo a vida vai sendo vivida com o peso da amargura e do ressentimento. Por trás desta decisão de sacrificar o bem-estar pessoal em prol dos outros está, muitas vezes, a crença na inevitabilidade de recuperar do sofrimento causado pela perda dos laços afectivos com os outros, aqueles a quem não se quer desiludir ou magoar. Contudo, é também sacrificada a oportunidade de construir relações realmente gratificantes para todos os intervenientes, pois tratar-se-ão, de relações assentes em alicerces frágeis. Por outro lado, também se compromete o desenvolvimento pessoal na medida em que ocorre um lamentável desperdício de tempo e energia, investidos em relações patológicas e nada gratificantes, as quais eventualmente só não se transformam em algo novo pela dificuldade de arriscarmos sermos nós próprios. A verdade é que muitas vezes é possível descobrir, agradavelmente, que os outros têm muito mais disponibilidade para aceitarem o nosso verdadeiro eu do que julgávamos, desde que o façamos com a capacidade de aceitar também no outro os seus próprios sentimentos. É esse o verdadeiro teste ao amor que temos por quem nos é próximo e, acima de tudo, ao nosso amor-próprio, tão ou mais importante do que qualquer outro. Então, arrisquemos a sermos nós próprios e a exprimirmos os nossos verdadeiros sentimentos reconhecendo o mesmo direito a quem amamos. [fonte]Créditos da imagem: http://www.bloglovin.com/blogs/cubicle-refugee-2227519?blog=2227519&post=2409967713&viewer=true [/fonte]

Na próxima refeição, coma com atenção!

No passado dia 4 de Fevereiro celebrou-se o dia mundial do cancro e um pouco por todos os meios de comunicação social, se fez referência a este autêntico flagelo que mata, só em Portugal, um em cada 4 portugueses, segundo o que ouvi anunciado numa rádio nacional. É muito preocupante! Mas no Stop Cancer Portugal temo-nos vindo a focar nas soluções e não no problema e por isso aqui estamos todos juntos a contribuir com todos os meios possíveis para que um dia possamos erradicar definitivamente o cancro. Entre as diversas recomendações oficiais que têm vindo a ser divulgadas para a prevenção do cancro, encontram-se os hábitos de vida saudáveis e entre estes, muito especialmente os hábitos alimentares saudáveis. E a este respeito muito tem sido feito no Stop Cancer Portugal e, por isso, pode por aqui encontrar informação muitíssimo rica, variada e sobretudo especializada e fidedigna a respeito de alimentação saudável. Contudo, e não sendo essa a minha área de trabalho e estudo, venho também falar-vos de alimentação mas numa perspetiva um pouco diferente. Falo de “alimentação em atenção plena” ou “Mindful Eating”. Uma das grandes dificuldades em manter uma alimentação saudável, para além do nosso ritmo de vida acelerado, o qual nos impede muitas vezes de dispormos de tempo para cozinhar e comer de modo saudável, é a chamada “fome emocional”, ou sejam, as motivações afetivas e emocionais do acto de comer. Quantos de nós não enfrentaram já momentos em que sentimos necessidade de comer porque procuramos conforto, porque queremos recompensar-nos, porque tivemos um dia stressante e cansativo ou porque estamos sós, aborrecidos ou deprimidos? Comer deveria de ser um acto natural, saudável e prazenteiro com vista à satisfação da fome, conforme nos é referido aqui, contudo, na nossa cultura de abundância, é cada vez mais um acto que realizamos apressadamente e sobretudo sem plena atenção e consciência de qual deveria de ser a verdadeira motivação do acto de nos alimentarmos. Assim, e por este motivo, surgiu este verdadeiro “movimento” chamado “Mindful Eating” ou “Alimentação em Atenção Plena”. Em que consiste este movimento? A “alimentação em atenção plena”, inspirada nas práticas orientais da meditação em atenção plena, consiste, segundo o “Center for Mindful Eating”, em permitir a cada um de nós tornar-se desperto para as oportunidades positivas e nutritivas que estão disponíveis a partir do acto de seleção e preparação dos alimentos, respeitando a nossa sabedoria interior. Esta prática pretende ajudar-nos a mudar a nossa relação com a comida, aprendendo a usar todos os nossos sentidos, escolhendo comer alimentos que nos satisfaçam e que ao mesmo tempo sejam nutritivos para o nosso corpo e reconhecendo as nossas reações à comida: o que gostamos, o que não gostamos, o que nos é indiferente, sem julgamentos e adquirindo cada vez mais consciência do que é realmente a nossa fome física (e não a nossa fome emocional) e das pistas que nos indicam que já estamos saciados e, assim, guiarmos as nossas decisões do início ao fim de uma refeição. Segundo Leo Babauta no seu livro “52 Changes”, comer em atenção plena ajuda-nos a comer mais devagar e a saborear mais plenamente os alimentos, em lugar de os devorarmos. Deste modo, ficamos saciados mais rapidamente e não comemos tanto. Este autor sugere o seguinte exercício para iniciar uma mudança gradual para uma alimentação em atenção plena: Escolha uma refeição por dia e assuma para consigo próprio(a) o compromisso de comer essa refeição em atenção plena, todos os dias durante uma semana. Durante a refeição escolhida, não olhe para o seu telemóvel, nem para o computador ou para a televisão e não leia ou tenha qualquer espécie de entretenimento. Limite-se a comer. Escolha um sítio específico para comer. À mesa e sem mais nada a não ser um copo de água ou uma chávena de chá. Olhe para a comida e disfrute da “beleza” do que se prepara para comer. Saboreie cada garfada, mastigue devagar e prove os alimentos plenamente. Desfrute dos sabores e das texturas. Uma dentada de cada vez. Deglute os alimentos e inspire antes de sequer considerar devorar a próxima garfada. Repare nos seus “gatilhos” emocionais antes de comer e enquanto está a comer. Quando estiver quase a terminar, faça uma pausa de 5 minutos. Perceba se está satisfeito, vá fazer qualquer outra coisa e coma mais, apenas se ainda sentir fome após 5 ou 10 minutos. Leo Babauta, propõe ainda que continue a praticar durante todo o ano. Poderá fazê-lo em eventos sociais e em festas poderá “abusar” um pouco pois só comerá uma pequena quantidade, já que comerá mais devagar. Preparados para o desafio? [fonte] Fontes de informação: http://www.thecenterformindfuleating.org/; http://amihungry.com/what-is-mindful-eating/; Babauta, Leo. 52 Changes (Ebook) Fonte da imagem: http://www.intuitivelywell.com/change-from-within-mindful-weight-management/[/fonte]

Este ano, não se esqueça de celebrar cada dia!

O ano novo começa com festa e celebração, para muitos de nós, e fazemo-lo já quase sem reflectirmos no porquê. É espontâneo e habitual, por isso não questionamos. Mas a verdade é que celebrar a chegada de um novo ano é celebrar a oportunidade de recomeçar.

TER OU NÃO TER SORTE NA SAÚDE

sorte

Para muitas pessoas, o fator sorte tem um grande peso na saúde. Ou seja, para elas esta depende muito de circunstâncias que escapam ao seu controlo. E daí a sua influência por vezes dramática nos diferentes domínios da vida.

Proteger-se em casa

Alguns tratamentos oncológicos implicam internamento por um determinado período de tempo, quer se deva ao procedimento em si, à distância do hospital ou à necessidade de uma vigilância mais apertada.

O simples prazer de uma sesta

Sabe o que apenas vinte minutos diários de sesta podem fazer por si? Não? Então surpreenda-se, pois este simples prazer permite-lhe maior rendimento no trabalho, conduz a uma maior harmonia do seu ritmo biológico e diminui o stress.

Saúde: o Fator Estilo de Vida

O estilo de vida resulta das preferências adotadas e dos hábitos adquiridos, no seu conjunto. Curiosamente, cada estilo de vida envolve aspetos que se repercutem numa série de acontecimentos. Por exemplo, um estilo de vida sedentário traduz-se por uma forma passiva de viver, com pouquíssima atividade física, mesmo que modesta, hábitos alimentares crivados de erros e dependências diversas (televisão, computador, etc.).