Cancro da pele não-melanoma: a influência dos nutrientes

Numa altura do ano em que o cancro da pele é abordado com regularidade, o que diz a ciência cerca dos nutrientes a restringir ou a suplementar, na prevenção e controlo do do cancro da pele não-melanoma?
Cancro colo-retal: a nutrição na recorrência e sobrevivência

É importante caracterizar os fatores nutricionais que influenciam o risco de cancro colo-retal e as probabilidades de recorrência desta doença.
Dez recomendações para a prevenção do cancro

O American Institute for Cancer Research (AICR) publicou dez recomendações para a prevenção do cancro, as quais são o resultado de muitos anos de estudo, sendo suportadas por forte evidência científica.
Cancro do pâncreas: o papel da nutrição

A nutrição tem um papel muito importante na prevenção, tratamento e controlo do cancro do pâncreas. Neste post são abordadas algumas recomendações.
Dia Mundial da Alimentação 2017: investir no futuro

O Dia Mundial da Alimentação 2017 representa uma importante oportunidade de difundir a mensagem: podemos acabar com a fome para ser a Geração Fome Zero.
O microbioma e a sua influência no tratamento do cancro

O microbioma e a composição da flora intestinal modela a resposta à radioterapia e à quimioterapia e na reparação dos danos induzidos pelo tratamentos.
Um retrato do mundo: 7 biliões de pessoas representadas por 100

100 pessoas: um retrato do mundo é o projeto educativo global “100 People: A World Portrait”, idealizado para representar a população mundial como se o mundo fosse composto apenas por 100 pessoas.
A vitamina D no tratamento do cancro

A administração de vitamina D no tratamento do cancro, quando adaptada à terapêutica oncológica está a ser estudada, revelando ser um aspeto importante.
Intervenção dietética no controlo da dor em doentes oncológicos

Uma intervenção dietética adequada pode influenciar a perceção da dor e da qualidade de vida. A maioria dos doentes com cancro avançado apresentam dor de média ou grande intensidade. A frequência, consistência e textura da dieta são alguns dos fatores que influenciam a dor, devendo ser adaptados a cada situação.
Consulta de nutrição e atividade física no tratamento oncológico

Tanto a cirurgia, como a radio e a quimioterapia podem alterar as necessidades nutricionais dos doentes, as quais variam consoante, por exemplo, a idade, o género, a atividade física, os tratamentos e a fase da doença. A determinação das necessidades nutricionais tem por base uma correta avaliação do estado nutricional, por um profissional da área da nutrição e que deverá integrar a equipa que acompanha o doente. Caso isto não aconteça, é importante que o doente discuta com o médico o encaminhamento para as consultas de nutrição na instituição onde realiza os tratamentos ou que procure um profissional credenciado para o fazer numa unidade privada. Se um doente não é capaz de satisfazer as necessidades através da alimentação, é preciso perceber a razão, para uma correta intervenção. Esta intervenção pode ir desde a fortificação nutricional da dieta do doente, à inclusão de produtos ricos em energia, em proteínas, até outros tipos de nutrição, isto é por sonda ou por via endovenosa. Relativamente aos suplementos vitamínicos e minerais, muitos profissionais são contra o seu uso, tendo em conta que não existe evidência científica de que a toma minimize o risco de recorrência do cancro, uma vez que muitos desses suplementos ultrapassam as necessidades do organismo, ou então por conterem componentes que podem interferir com o tratamento oncológico. Assim, muitos doentes são aconselhados a não tomar qualquer suplemento alimentar, sem indicação de um profissional qualificado e com conhecimento da situação clínica. No entanto, há exceções, nomeadamente, quando o doente revela alguma carência específica. Os tratamentos podem afetar os hábitos alimentares e a forma como o organismo digere os alimentos, absorve e utiliza os nutrientes. Assim, torna-se importante garantir um aporte adequado de nutrientes e energia, de modo a manter um peso saudável, evitando-se a perda de massa muscular e o ganho de massa gorda, uma condição de extrema importância para o prognóstico. A prevenção e o controlo de efeitos secundários dos tratamentos são outros aspetos considerados na consulta de nutrição. Deste modo, o acompanhamento nutricional do doente com cancro é fundamental para assegurar uma melhor qualidade de vida. Contudo, além de um correto estado nutricional, é de extrema importância a prática de atividade física, embora a mesma seja, muitas vezes, negligenciada. A atividade física deverá ser adaptada à situação de cada doente. Deve ser segura, eficaz e agradável para o doente e com um programa adaptado no tipo, na frequência, na duração e intensidade. Quando a prática de exercício não é possível, é conveniente que o doente faça fisioterapia, para que haja manutenção da força muscular e da mobilidade. A prática de exercício físico resulta numa melhoria da qualidade de vida e tem várias vantagens: manutenção ou melhoria da capacidade física, melhoria do equilíbrio e do fluxo sanguíneo, proteção do enfraquecimento muscular, diminuição do risco de doença cardíaca, de osteoporose, da dependência de terceiros para a realização de tarefas diárias, do risco de ansiedade e depressão e das náuseas e do cansaço, melhoria da autoestima e ajuda no controlo do peso. A American Cancer Society e o American College of Sports Medicine aconselham os sobreviventes de cancro a praticarem 150 minutos de exercício por semana e incluírem exercícios de força, pelo menos, duas vezes por semana. Caso o doente não tenha sido muito ativo no passado, estas instituições recomendam o aumento gradual até ao alcance destas frequências. Contudo, antes de iniciar qualquer programa de atividade física, é importante a concordância do médico. Em certos casos pode haver contraindicações, especialmente quando os tratamentos afetarem os pulmões ou o coração, se houver risco de doença pulmonar ou cardíaca, se houver anemia e se os níveis de sódio e potássio estiverem fora do normal. [fonte] Fontes de informação: American Cancer Society (2012). Life style changes that make a difference: Nutrition and physical activity guidelines for cancer survivors. Fontes de imagens: http://filofetch.com/the-role-of-physical-activity-in-cancer-prevention-treatment-recovery-and-survivorship/ ; http://www.medicalnewstoday.com/articles/286945.php [/fonte]
Calorias: pequenas peças de um puzzle gigante

Quando se fala em alimentação saudável, sobretudo no contexto popular dos chamados regimes para se perder peso, geralmente a conversa não vai além do tema das calorias, limitando-se muitas vezes a: “tem mais calorias”, “tem menos calorias”, “é pouco calórico”, “é muito calórico”; mas, tão depressa é assim como, abruptamente, se salta para o campo banal das receitas, as ditas saudáveis. Portanto, parece que a ciência da alimentação saudável é como uma via de dois sentidos, pois é assim que é tratada: anda-se das calorias para as receitas de culinária e depois volta-se ao mesmo. E fica o assunto discutido! Mas não, não é bem assim. Estar informado sobre quantas calorias pode ter um alimento, um produto ou a refeição que selecionamos, não basta para se fazer uma escolha correta ou optar pelos alimentos adequados quando se seleciona um lanche ou o jantar da família. Contar calorias não é a melhor solução Quando centramos a nossa atenção nas calorias, elas são apenas pequenas peças de um puzzle gigante. O número de calorias de uma refeição não promove por si só uma escolha adequada; muito menos elimina a hipótese de cometer erros alimentares e não evita os consumos nocivos, quer por excesso ou por escassez. Emma Bryce descreve, de um modo muito simples, o que são calorias e qual é a utilidade da informação que elas encerram, colocando-as no seu contexto – o vasto campo da nutrição e a sua relação com a fisiologia humana, o que aumenta a complexidade, mas completa o tal puzzle gigante. Veja o vídeo no canal TEDEd, aqui legendado em português e compreenda melhor: contar calorias não é a única via e nem é sequer uma solução. [fonte] Créditos da imagem: http://www.wellness85034.com/calories-what-calories-are-and-why-you-need-them/[/fonte]
A boa nutrição no período embrionário

Vimos com este texto completar a importância da nutrição no período embrionário, que compreende a fase desde a concepção até às 9 semanas de gestação.
Simpósio “Desafios Nutricionais em Oncologia: o que há de novo?”

No próximo dia 23 de março, no IPO de Lisboa, irá decorrer o Simpósio “Desafios nutricionais em oncologia: o que há de novo?“, com entrada livre a todos os profissionais de saúde interessados em Nutrição e Oncologia. Se é o seu caso, marque a sua presença no anfiteatro da referida instituição hospitalar, entre as 14h15 e as 17h30. Consulte o programa.
Programar refeições: a ajuda pode fazer a diferença!

Uma alimentação saudável pode melhorar o bem-estar do doente oncológico. Contudo, decidir o que comer, fazer as compras e preparar os alimentos requer um grande dispêndio de tempo e energia, o que pode ser um entrave.