A lição de Cristiano
Cristiano Ronaldo ganhou a 2ª bola de ouro, emocionou-se e emocionou o mundo. Muitas serão as razões das suas lágrimas: a vitória, o filho a correr para seus braços, a emoção de sua mãe… mas as suas palavras referem “o sacrifício que foi”. O que está por trás destas palavras apenas o próprio poderá explicitar no entanto, toda e qualquer pessoa que se refira a Cristiano Ronaldo é unânime na dedicação, empenho, perseverança e trabalho com que ele encara o futebol. Naturalmente que terá uma dieta pensada para ele e que todas as constelações se parecem dispor ao seu serviço mas tais factos não seriam suficientes se Cristiano não fosse focado nos seus objetivos e leal com os seus compromissos. É o próprio a assumir que é competitivo e é-o no seu quotidiano. Temos ouvido diversas vozes, dos mais variados quadrantes, afirmarem que “todo o português tem um pouquinho de Ronaldo” pois eu acredito que essa força existe em cada um de nós. Já em tempos lancei o desafio. Retomo o que já em tempos aqui escrevi: Pense em si, olhe-se e defina os seus objetivos. O seu é o seu bem-estar, certo? Então vá, por si! Seja determinado e foque-se, nada se consegue sem esforço. Inicie uma caminhada de 40 minutos três vezes por semana. A primeira alegria é o prazer da vitória por se ter colocado na agenda. Verá que, apenas três semanas decorridas e o seu corpo já terá uma respiração mais suave. Mais tarde serão as pernas a fazer o trajeto enquanto se move ao som da sua playlist. Faço-o com o exemplo do Cristiano Ronaldo em mente, comprometa-se porque é capaz.
Atividade física: quais as recomendações para doentes oncológicos?
Em doentes oncológicos, a adoção de um estilo de vida saudável deve ser uma prioridade, pois variações na composição corporal poderão influenciar o estado funcional, emocional e social do doente.
Chegou o frio
Chegam os dias de outono e o frio já se faz sentir na pele! A mudança traz sempre consigo momentos de balanço e de reflexão. Nestas alturas não há como partir em busca do nosso tempo, do nosso bem-estar. A sugestão de hoje conduz-nos por um destes espaços de meditação… caminhando ao longo do paredão da Costa de Caparica. Há quanto tempo não vai até à Costa onde certamente estão imagens suas de descontração e simples prazer? Toda aquela zona de paredão foi remodelada criando um passadiço lado a lado com a praia e, nesta altura do ano, com as ondas. O trajeto é, como se pode depreender, plano, liso, confortável e bem regenerador! De um extremo do paredão ao outro e regresso são aproximadamente 4,5 quilómetros em cerca de 40 a 45 minutos. Vai ver que lhe vai saber tão bem que nem vai dar conta do acréscimo de tempo/km. Desfrute e conte-me a sua experiência.
Não deixe a sua saúde pendurada!
A proposta que vos trago é de reflexão com base no resumo de quatro estudos referenciados no jornal electrónico New Scientist, na secção de saúde, e que considerei interessantes na medida em que nos falam de coisas simples, evidentes ao olhar e que se encontram provadas por estudos científicos. Quantos de nós não ouvimos já falar que a falta de atividade física não faz bem nenhum? Que a vida sedentária que hoje todos levamos, miúdos e graúdos, tem impactos nefastos na nossa saúde? Cada vez mais somos instigados a sair da cadeira ou do sofá e a ir dar uma caminhada de 30’. E nas escolas? O trabalho tem de ser feito pela mudança de atitude, pela perseverança e através do “eu sou capaz” e, aos poucos, tudo se torna acessível, possível e… porque não? A inatividade física mata tantas pessoas como o tabaco Se é daquelas pessoas que necessita de um tratamento de choque para alterar os seus hábitos tome nota: a falta de atividade física mata aproximadamente tantas pessoas quanto fumar. Essa é a mensagem chocante de uma série de artigos publicados esta semana sobre o impacto da saúde versus inatividade. Os documentos publicados na conceituada revista The Lancet sugerem que mais de 5,3 milhões de mortes poderiam ser evitadas a cada ano se todas aquelas pessoas inativas tivessem praticado exercício, e o mesmo quando se olha para as 5 milhões de mortes anuais por tabagismo. A prática de 150 minutos, ou mais, de exercícios moderados como é o exemplo da caminhada de que já falámos noutras partilhas poderiam evitar essas mortes. I-Min Lee, chefe de equipa da Harvard Medical School, refere num dos trabalhos publicados que pretende calcular o número de mortes que seriam evitadas se todas as pessoas no mundo fossem ativas. Assim, com base em dados de 2008, analisou as mortes causadas por doenças graves associadas à falta de exercício: doença cardíaca coronária, diabetes tipo 2, cancro do intestino, cancro de mama, e cruzou os dados dos óbitos com informação sobre os níveis de exercício em cada país. As conclusões revelaram que, se todos atingissem os seus objectivos semanais de exercício: cerca de 6 por cento dos que morreram de ataques cardíacos globalmente teriam sobrevivido; 7 por cento dos que morreram de diabetes tipo 2; 10 por cento daqueles que morreram de cancro de mama ou cólon. Saúde e a pandemia da inatividade O principal autor de outro artigo publicado também no The Lancet, Harold Kohl, considera que as transformações ocorridas nas populações que conduziram à mecanização, industrialização e à dependência de carros, relegaram a atividade física para fora das vidas das pessoas e que, agora, os resultados estão a matar-nos. Harold Kohl, da Universidade do Texas Health Sciences Center, em Houston, diz que os números significam que a inatividade criou um quotidiano moderno que se expandiu numa “pandemia“, provocada pela mecanização do trabalho diário e a vida doméstica, a facilidade de transporte e a prevalência de lazer sedentário como os jogos de computador e a permanência frente à televisão. Este autor defende uma ação global para reverter a situação. Noutro artigo, Pedro Hallal da Universidade Federal de Pelotas no Brasil constatou que, globalmente, 42 por cento dos adultos passam mais de quatro horas por dia sentados, e 2/3 dos adolescentes passam duas horas a ver televisão, sem pausa, por dia. Este autor considera que tal situação não deve ser atribuída à falta de motivação das pessoas, mas sim na escassez de ambientes que fomentem o movimento e o exercício, como andar a pé ou de bicicleta. Forçados a caminhar Mais de 100 cidades na América do Sul tiveram algum sucesso no combate à inatividade com a seguinte estratégia: periodicamente, fecham estradas de grande tráfego. O movimento “Ciclovia” começou há 30 anos em Bogotá, na Colômbia: aos domingos de manhã, “Em 72 dias do ano, 100 Km de ruas da cidade são fechadas ao trânsito”, adianta Gregory Heath, da Universidade do Tennessee em Chattanooga, que avaliou diferentes intervenções em todo o mundo que funcionassem melhor para ajudar as pessoas a retomarem a atividade física. Heath diz que pelo menos um milhão de pessoas aproveitam o “Ciclovia” em Bogotá, com uma actividade média de 140 a 180 minutos por semana, e permite a cerca de 14% da população do país cumprir os seus objectivos semanais de exercício. Heath estudou também a utilização de pedómetros, que medem o número de passos que uma pessoa faz diariamente, e concluiu que são ferramentas extremamente eficazes para motivar as pessoas a caminhar e a se exercitarem mais. “Eles dão um feedback, assim as pessoas podem ver o quanto fazem e estabelecer metas pessoais“, diz o autor. Os Jogos Olímpicos não ajudam Apesar de os Jogos Olímpicos estarem aí, é improvável que venham a inspirar as pessoas a se exercitarem mais. Adrian Bauman, da Universidade de Sidney, na Austrália, é autor de um estudo que explora o que motiva algumas pessoas a se exercitarem em detrimento de outras motivações. Ele considera que “Os desportos olímpicos são uma coisa de elite, associado ao orgulho nacional, mas não são encarados como atividade física para o quotidiano”. Na sua investigação demonstrou que os Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, não tiveram impacto sobre os níveis de atividade física na Austrália. “O desporto de alto rendimento não é o caminho para diminuir a pandemia de inatividade física”, refere o autor. Bauman considera que a resposta está na atitude a adotar nas escolas; valorizar as atividades apreciadas pelos alunos para as manter ao longo da vida, em vez de se privilegiar atletas vencedores. [fonte] Fonte de Informação: http://www.newscientist.com/article/dn22072-physical-inactivity-kills-as-many-people-as-smoking.html [/fonte]
Pistas para se manter ativo
Hoje dei por mim feliz. A tarde do dia anterior fora passada na praia. Com vento é certo mas tranquila, educacional e de alguma catarse! Tranquila pois o espaço era imenso e o barulho de terceiros inofensivo. Educacional porque assistimos à “chegada do peixe” e presenciámos todo o ritual inerente. De catarse porque me senti bem! E hoje descubro um artigo da Escola de Saúde Pública de Harvard. Após analisar as 20 pistas aí descritas para se manter ativo deparo-me com o facto de que as havia descoberto simplesmente porque acreditei! Algumas orientações para quem se quer manter ativo Aqui ficam algumas: Escolha atividades que gosta Reparta o exercício (caso não o consiga fazer de seguida sempre é melhor fazer por três vezes) Faça-o com um amigo (é das que mais gosto) Mantenha um ritmo ‘vivo’ (pense numa música algo mexida) Lanche em movimento (uma peça de fruta, por exemplo) Experimente um pedómetro Use as escadas Desligue TV, computador ou o telemóvel e mexa-se pela casa (ligue o rádio, aparelhagem … e circule!) Se usa os transportes públicos saia na paragem anterior e vá a pé Se anda de automóvel estacione um pouco mais longe e ande Considere adquirir um aparelho de ginásio para casa (em tempos de crise eu optaria por usar os jogos eletrónicos de família ou em fazer um pouco da tradicional “ginástica sueca”) Divirta-se e torne o exercício num ato social. Que tal os parques municipais com ginásios ao ar livre e com percursos de bicicleta/caminhada? E, após 4 alternativas que implicam o aumento do orçamento familiar vêm as duas últimas: Introduza o exercício na sua agenda diária Recompense-se participando em marchas/corridas solidárias ou adquirindo um adereço desportivo para mais prática física! Aqui fica um exemplo de uma das pistas referidas (Faça-o com um amigo), à boa maneira portuguesa.
Exercício físico como parte da prescrição médica!
O presidente da delegação Centro da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC), Polybio Serra e Silva, defendeu que os médicos deviam prescrever mais exercício físico aos utentes, para prevenir doenças do coração e promover estilos de vida saudáveis. “O exercício físico devia ser prescrito como uma receita. Há já alguns médicos a prescrevê-lo mas deviam ser mais”, disse Polybio Serra e Silva, sublinhando que “mais de metade dos portugueses são obesos e um milhão são diabéticos”. Especialmente dirigido a obesos e diabéticos, mas aberto a todos os interessados, o Programa de Iniciação à Atividade Física (PIAF) é promovido pela delegação Centro da Fundação arranca em Janeiro em Coimbra, apostando nas caminhadas e treinos de força, em ginásio. “A actividade física é pedra angular da saúde cardiovascular. Qualquer um tem milhares de boas razões para não se mexer, mas se dermos espaço às nossas boas desculpas para não nos mexermos, qualquer dia temos uma doença cardiovascular”, afirmou aos jornalistas Raul Martins, um dos coordenadores do PIAF. Raul Martins citou as “recomendações internacionais” que apontam para a necessidade de cada pessoa fazer “150 minutos de actividade física de intensidade moderada ou rigorosa, por semana”. As doenças cardiovasculares matam “mais do que qualquer guerra. Estas doenças andam escondidas, não se lhes dá importância mediática”, afirmou, por sua vez, o tenente-coronel Pereira Lopes, comandante da unidade de apoio do Comando da Brigada de Intervenção do Aquartelamento de Sant’Ana, instalado em Coimbra. [fonte]Fonte: Jornal de Notícias online[/fonte]
Na sexta-feira fomos à Escola em Ribeirão, Famalicão
Na sequência de um pedido da associação de estudantes, recentemente criada na Escola EB2/3 de Ribeirão, a Coordenadora da Saúde convidou o Stop Cancer Portugal para uma sessão educativa sobre alimentação saudável, inserida nas comemorações do Dia Mundial da Saúde. Foram convidados os alunos do 5º ao 9º ano (82 alunos) a participar na palestra dirigida pela nutricionista Margarida Vieira, com o título “Treinar todos os dias para ser saudável” no sentido de alertar e orientar os mais novos na prevenção de doenças graves como a diabetes, a hipertensão, o cancro, as doenças cardiovasculares e o problema da obesidade, directamente relacionadas com a ausência de uma alimentação saudável. Com esta sessão educativa, o Stop Cancer Portugal termina um ciclo de 3 dias, onde participou como entidade dinamizadora em eventos de promoção da saúde em ambiente escolar.
Na quarta-feira fomos à Escola, a Matosinhos
A Escola Secundária da Senhora da Hora, em Matosinhos, comemora todos os anos o Dia da Saúde organizado pelo Grupo da Educação para a Saúde, com o objectivo de alertar os adolescentes para a importância da promoção da saúde. A convite da organização e pelo segundo ano consecutivo o Stop Cancer Portugal desenvolveu uma acção educativa dirigida aos alunos do 10º ano do curso de Ciências e Tecnologias. Este ano, o programa abordou os seguintes temas: Treinar todos os dias para ser saudável. Margarida Vieira, Nutricionista A psicologia do comer. André Louro, Psicólogo Salva os teus Pulmões! Eles salvam a tua Vida! Mónica Castro, Enfermeira O antes, O Cancro, O agora – testemunho. Rui Pinto, Gestor Estamos disponíveis para colaborar e participar com iniciativas de carácter educativo e interventivo de forma a estimular os mais novos a praticar hábitos de vida saudável. Se é professor, gestor de uma escola ou pai e está preocupado com os comportamentos de risco dos adolescentes, contacte-nos. Poderemos ajudar a dinamizar diversas actividades em ambiente escolar.
Carnaval! Dance noite e dia

Há quanto tempo não dá um pezinho de dança e faz a vontade ao seu corpo? Pernas, braços, ombros, costas, barriga, ancas e até a cabeça, tudo mexe. Dançar contagia o corpo todo, principalmente ao som da música que gostamos. O Carnaval e o característico samba podem ajudá-lo a ganhar motivação para voltar a dançar, ou mesmo acordar um sonho antigo, o de aprender a dançar aquelas músicas mexidas e irresistíveis nas quais se incluem as danças latino-americanas. Porque não aproveitar este momento, inscrever-se numa escola de dança e adquirir uma boa forma física? Dançar é como dizer ao corpo que não o esquecemos. Dê-lhe o devido valor! E a melhor forma de o fazer é praticar aquilo para que foi criado: o movimento, fazendo actividade física, mesmo a dançar. O exercício físico melhora a fisiologia, no geral, através de inúmeros mecanismos. Alguns exemplos: reduz a quantidade de tecido adiposo, restabelece o equilíbrio hormonal, reduz o nível de açúcar na corrente sanguínea; diminui o nível das citoquinas, os mediadores responsáveis pelos processos inflamatórios de doenças, como o cancro, a diabetes e as doenças do foro cardiovascular. Também interfere na secreção de insulina e tem um efeito directo nas defesas imunitárias. Quer mais razões para dançar? Convide o seu grupo de amigos e passe uma noite alegre de Carnaval! Faça um investimento na sua saúde e … porque não ter aulas de dança durante a semana ? [fonte] Ref. Bibliográfica: Warburton DE, Nicol CW, Bredin SS. Health benefits of physical activity: the evidence. CMAJ. 2006 Mar 14;174(6):801-9. Review.[/fonte]
Objectivo 2011: mexa-se mais!
Sempre que um novo ano se avizinha pensa-se em objectivos para cumprir. E para que o ano novo lhe traga uma vida nova seria bom colocar em prática novos planos. Um estudo publicado no “American Journal of Epidemiology” refere que o tempo que as pessoas permanecem sentadas potencia um maior risco de vida. Neste estudo participaram 123 216 indivíduos saudáveis. Os investigadores da American Cancer Society analisaram o tempo que os participantes permaneceram sentados e a sua actividade física, entre 1993 e 2006, concluindo que as mulheres e os homens que passavam mais de 6 horas diariamente sentados tinham, respectivamente, um risco 37% e 18% maior de morrerem em relação aos que permaneciam menos de 3 horas sentadas. Este estudo vem reforçar que ser sedentário tem consequências na saúde, interferindo com os níveis de triglicerídeos, colesterol e glicemia de jejum – factores de risco para o aparecimento de algumas doenças crónicas. De facto, o exercício físico tem um papel vital na energia, na resistência ao stress e ansiedade, em suma no aumento da qualidade de vida. Aproveite 2011 e mude os seus hábitos Lembre-se que a prática de exercício não tem idade e nunca é tarde para começar. Numa fase inicial pode incluir pequenas mudanças no seu quotidiano como preferir as escadas aos elevadores, utilizar menos vezes as escadas rolantes, aproveitar a hora de almoço e fazer uma caminhada (irá ajudá-lo a encarar uma tarde de trabalho de uma forma mais positiva) e, se for o caso, prolongar o passeio com o seu cão. Organizar passeios com a família ou grupo de amigos é também uma oportunidade para a actividade física aliando o convívio. Basta usar a imaginação e aproveitar os recursos que existem onde vive para ser mais activo. Em 2011 escolha cuidar mais de si e às mudanças que pretende fazer neste ano, acrescente mais actividade física no seu dia-a-dia. Viva bem, mais e melhor. [fonte]Referência bibliográfica: http://aje.oxfordjournals.org/content/172/4/419.abstract [/fonte]
Stop Cancer Portugal há 6 meses online
Depois de ultrapassar os 500 seguidores no Facebook e a fazer, hoje, 6 meses de vida online, o Stop Cancer Portugal disponibiliza informação actualizada para adoptar hábitos de vida saudável, promover a saúde e sobre a prevenção do cancro, diagnósticos e tratamentos. Agradecemos o tempo que dedica à leitura destas informações e faça por as colocar em prática. Demonstre que gosta do que escrevemos e que é válido o nosso empenho. Divulgue o Stop Cancer Portugal às pessoas que gosta, contribuindo assim para criar uma sociedade informada, responsável e saudável. Sugira aos seus amigos do Facebook através de dois simples clicks, um no ícone “Sugere aos teus amigos” localizado na região superior à direita da página e o outro no seu amigo que quer dar a conhecer o que se faz e escreve por aqui. É o melhor presente que nos pode oferecer.
Exercício físico? Mas estou em tratamento…
Durante a fase do tratamento, vários doentes oncológicos alteram o seu padrão de actividade física, quer durante o internamento, quer no domicílio. Provavelmente, esta alteração pode dever-se à crença de que o doente oncológico necessita de muito repouso, transmitida por outros doentes e alguns profissionais de saúde. Actualmente, existe consenso de que o exercício físico ajuda a controlar alguns efeitos secundários dos tratamentos, nomeadamente a fadiga oncológica. A fadiga oncológica é a sensação de cansaço, de exaustão física e mental, que não é devida à actividade física intensa. Para além disso, esta sensação não diminui com o repouso. Todos nós já tivemos a sensação de fadiga após um longo dia de trabalho ou após uma corrida. É essa sensação que o doente oncológico pode experienciar, devido à própria doença e ao seu tratamento. Se a necessidade de realizar exercício físico é consensual, já o tipo de exercício e a sua duração estão ainda em fase de estudo. No entanto mantêm-se as recomendações gerais: duas horas e meia por semana de exercícios adequados às capacidades de cada doente. Alguns doentes estarão mais aptos para exercícios mais intensos, como a natação e a corrida, outros optarão pelas caminhadas com amigos ou passear o cão. Se não fazia exercícios e pretende iniciar com alguns mais intensos, aconselhe-se primeiro com o seu médico oncologista. Por outro lado, se se inscrever num ginásio, não se esqueça de transmitir ao monitor todos os seus problemas de saúde, bem como as indicações fornecidas pelo seu médico. Para além da melhoria da sensação de fadiga e a consequente melhoria na qualidade de vida, o exercício físico combate a substituição da massa muscular por gordura. Esta substituição ocorre durante o processo normal de envelhecimento. Contudo, num estudo com um grupo de mulheres com cancro da mama que realizaram quimioterapia, este processo foi acelerado: em apenas um ano, a substituição de massa muscular por gordura foi a equivalente à que ocorre em 10 anos de envelhecimento normal; ou seja, uma mulher de 45 anos teria a massa muscular e a gordura de uma de 55. Outro benefício concedido pelo exercício é a diminuição do risco de doenças cardiovasculares, como o AVC (acidente vascular cerebral), enfarte, hipertensão arterial. Com a evolução dos tratamentos, os doentes oncológicos sobrevivem com melhor qualidade de vida e durante mais tempo. Perante todas estas evidências podemos afirmar: seja o mais activo que conseguir! Referências bibliografias: NCCN Clinical Practice Guidelines In Oncology: Cancer-related fatigue, 2010; http://www.msnbc.msn.com/id/37978604/ns/health-cancer/
Combater o Cancro com os Músculos
O exercício é uma actividade benéfica para o indivíduo. Para além das vantagens que lhe são desde logo associadas – manutenção de peso e interacção social – uma actividade física regular pode ter um papel fulcral na prevenção do cancro e outras doenças crónicas. Vários estudos, nomeadamente alguns realizados entre 1998 e 2002, nos Estados Unidos da América, apontam que o exercício físico pode ter um papel influenciador na redução do aparecimento do cancro, em especial no cancro da mama e cólon. Esta relação causal prende-se com a influência do exercício no sistema imunitário, onde a sua acção consegue promover a estimulação da interleucina e das células “killer” (um tipo de linfócito), essenciais na destruição das células “anormais”.
Escola Secundária António Gedeão a educar para a saúde
O Núcleo de Estágio de Educação Física da Escola Secundária António Gedeão, em Almada, organizou no passado dia 28 de Maio, uma palestra com o tema “Alimentação e Actividade Física” para alunos do 10º ano. Esta iniciativa está inserida nas actividades do Projecto “Educar para a Saúde” O Stop Cancer Portugal foi convidado a participar nesta acção de sensibilização dirigida aos jovens, contribuindo assim para que optem por um estilo de vida saudável. Foram abordados dois temas: a alimentação equilibrada e a prática regular de actividade física.