Adoptar um estilo de vida saúdavel

Dois anos de ‘Simplicidade e Bom Senso’

Dois anos após a criação da rubrica “Simplicidade e Bom Senso” voltamos a fazer um balanço. Sim, novamente, tal como fizemos há um ano atrás, porque um estilo de vida físico e mentalmente saudável requer que sejamos, permanentemente, capazes de parar e reavaliar o caminho percorrido.

Quem canta…e dança…seus males espanta!

“Quem canta seus males espanta!” Cresci a ouvir este ditado popular. A minha avó dizia-mo sempre que me ouvia cantarolar e eram muitas as vezes em que isso acontecia… para espanto dos meus males!

Pedalar para o trabalho

Todas as cidades sem grandes elevações de terreno são propícias para andar de bicicleta. Londres está naturalmente incluída: uma cidade maioritariamente plana, com um grande fluxo de pessoas durante todo o dia.

Um momento de meditação para pessoas que não param

Tudo o que precisa para começar é um minuto livre. O próximo passo é experimentar um pequeno exercício de meditação, seguindo as instruções que Martin Boronson dá no vídeo. Martin Boroson desenvolve novas formas para o exercício da meditação nos tempos modernos que, segundo ele, permite alcançar a tranquilidade.

Aprender a surfar

O seu filho já lhe pediu pela quinquagésima vez para o deixar ir aprender surf? Pense se não será a altura certa para o deixar experimentar. Hoje em dia, o surf é um desporto de alta competição, que tem ganho cada vez mais espaço no panorama português, quer por ser local de uma das etapas do Circuito Mundial de Surf, em Peniche, quer por permitir eventos de ondas gigantes como recentemente vimos na Nazaré. A prática de um desporto permite colher muitos benefícios para o crescimento e desenvolvimento saudável dos adolescentes. Ao mesmo tempo prepara-os para serem responsáveis. A prática de um desporto de competição tem regras que passam por ter horas para dormir e ter que cumprir hábitos alimentares saudáveis, adequados a momentos distintos – treino e competição. Os adolescentes gostam de desafios, de estar na “onda” e têm grande atração pelo que está a dar. E o surf está a dar! Por vezes, há algum receio por parte dos pais em deixar os filhos seguirem o desporto que gostam. Esse receio é suscitado por dúvidas, pelo desconhecimento que levanta a prática de determinados desportos. O surf passou a ser conhecido há apenas algumas décadas no nosso País. Numa escola de surf o seu filho aprende a lidar com o mar e aprende muitas outras coisas, fundamentais para o seu futuro. Mas a aprendizagem do surf, a sua prática, pode também ser excelente para a manutenção da forma física à medida que os anos vão passando. Já entrou nos 40? Não pense que não vai a tempo para umas aulas de surf, sobretudo depois de um dia de trabalho. O exercício físico moderado e regular, liberta tensões, tonifica o corpo e contribui para gastar calorias. Há sempre mais vantagens em fazer exercício físico do que em não fazer rigorosamente nada. Se sempre sentiu vontade em surfar umas ondas, não deixe para o ano, procure uma escola certificada pela Federação Portuguesa de Surf e inscreva-se. Ou então junte o útil ao agradável e inscreva a família toda. [fonte]Fontes de Informação: GUIMARÃES, Rui Luís Marques Enes. Estilo de vida, saúde e Surf-Análise do contributo do Surf para o estilo de vida dos seus praticantes. 2012. [/fonte] Versão editada do texto publicado a 15.06.2010 em:http://stopcancerportugal.com/2010/06/15/aprender-a-surfar/

Andar de Longboard: seguir uma vida ativa

É do conhecimento comum que as crianças e os adolescentes devem praticar atividade física. Mas, na realidade, eles estão cada vez mais parados a olhar para um ecrã ou a pensar em petiscar qualquer coisa. Há muitas alternativas mas é preciso mais vontade de agir e mudar este panorama. Tente imaginar-se adolescente e pense na “seca” que seria se estivesse interdito de participar nas brincadeiras, nas corridas e tantas outras atividades fantásticas que partilhou com os amigos quando tinha uma dúzia de anos. Atualmente, para que um adolescente seja ativo fisicamente, é necessário reunir algumas condições, preferencialmente atividades que juntam novidade, aventura e algum desafio pelo meio, para desenvolverem novas competências físicas e mostrarem do que são capazes.

O simples prazer de uma sesta

Sabe o que apenas vinte minutos diários de sesta podem fazer por si? Não? Então surpreenda-se, pois este simples prazer permite-lhe maior rendimento no trabalho, conduz a uma maior harmonia do seu ritmo biológico e diminui o stress.

De dentro para fora do ecrã

Parece fácil usar a bicicleta como meio de transporte na cidade e em percursos de rotina. E é fácil! Aconteceu durante décadas, no nosso País, as pessoas deslocarem-se de bicicleta para o trabalho, todos os dias. Hoje as condições são melhores e em mais cidades: Porto, Lisboa, Aveiro, Coimbra, Braga, Almada, Castelo Branco, Viana do Castelo, Gaia e nas cidades planas e solarengas do Algarve. Além de prático e económico, substituir o carro pela bicicleta é, acima de tudo, útil para a saúde. Permite, com regularidade, introduzir níveis de atividade física acima dos que são recomendados pela Organização Mundial de Saúde: 30 minutos diários de atividade física moderada ou intensa para os adultos e 60 minutos diários para os jovens. A televisão desempenha um papel informativo muito importante. No entanto, a “injeção” de anúncios, a que somos sujeitos nos sofisticados ecrãs, tem, claramente, o propósito de moldar os nossos padrões comportamentais. As marcas querem desesperadamente ganhar um lugar nas nossas vidas e, por isso, gastam somas absurdas para influenciar o modo como vivemos fora do ecrã. Há marcas que se refugiam em conceitos débeis, exacerbando a qualidade de produtos que não precisamos. Outras já perceberam que não sobrevivem se os potenciais clientes adotarem estilos de vida sedentários e passivos. Vejamos o exemplo das calças de ganga: de que serve comprar umas calças que foram idealizadas para vidas ativas e preenchidas de movimento, para dar “aquele estilo”, se quando as veste nem se consegue mexer? Pense nisso! Procure estilos de vida que na realidade são bons, que lhe trazem benefícios e, esses sim, passe-os de dentro para fora do ecrã! [fonte] Referências: Gorn, Gerald J, & Goldberg, Marvin E. (1982). Behavioral evidence of the effects of televised food messages on children. Journal of Consumer Research, 200-205. Créditos do video: Levi’s® COMMUTER. Form. Function. Cycling. (Japan) Créditos da imagem:”Girl On Bike” by Cristian Lee: http://bit.ly/1mTmDht [/fonte]

Frio faz toda a diferença!

O frio instalou-se e regelou os corpos. Já há muito que Lisboa não vivia um Inverno tão rigoroso. Chuva e frio têm sido o tom de cada acordar, de cada regresso ao lar. Anseia-se pelo calor da lareira, da roupa confortável e…  (ui!) pela mantinha que nos envolve. A cada novo dia equipamo-nos para enfrentar este frenesim. O metabolismo vai-se adaptando a esta nova (falta de) dinâmica e a balança teima em alertar as mentes mais friorentas e aponta a diferença no registo… É neste monólogo que há que atender. Procurar o eco das ações de hoje num Verão inquietante e amargurado. Não se deixe mirrar debaixo desta onda de frio e chuva, faça-se à rua e vá caminhar. Procure fazer 5 minutos de caminhada moderada seguidos de um minuto de corrida lenta (levante os pés, não receie) e volte a fazer mais cinco minutos de caminhada moderada. Lance-se de novo no desafio de mais um minuto de corrida lenta e termine com dezoito de caminhada moderada. Rapidamente vai sentir o corpo a aquecer e vai perceber que o frio é bom pois faz-nos superar e acreditar. Eis a nossa motivação para o frio! Premeie-se com um duche regenerador e a visão de um Verão a abraçar. Vá para a rua e premeie-se!

Se tem tempo para respirar, tem tempo para meditar

A forma como a nossa mente funciona determina em grande medida a forma como percepcionamos as nossas experiências, o que explica por que razão, perante as mesmas circunstâncias, alguns vêm o copo meio cheio e, outros, o copo meio vazio. Assim sendo, porque não começar por simplificar a sua vida, através do treino da sua mente?

“O essencial é invisível aos olhos”

A forma como os outros olham para nós é algo que marca. Pela positiva ou pela negativa, mas marca. Reequacionar modos de vida é algo que tem de partir de cada um para que essa tomada de decisão seja assumida em plenitude e “adotar um estilo de vida saudável” entranha-se no corpo com lugar de destaque no íntimo pessoal e intransmissível porque “o essencial é invisível aos olhos“. A motivação não está no que os outros vêem mas no que sinto; não está em comentários de terceiros mas na leveza com que os meus passos se sucedem; não reside no alheio mas em perceber que o meu organismo responde a excessos com pequenos alertas que nos fazem abraçar este modo de viver. A forma como o nosso corpo se levanta e desempenha os movimentos básicos com naturalidade, sem estar ‘preso’ sem se ‘prender’ libertando-se e responsabilizando-se como sendo único dá-nos liberdade para cativar. Há sempre uma forma de cuidar e é em pequenas decisões que podemos fazer a diferença e a amplitude do bem querer pessoal espelha o modo de olhar.

Pistas para se manter ativo

Hoje dei por mim feliz. A tarde do dia anterior fora passada na praia. Com vento é certo mas tranquila, educacional e de alguma catarse! Tranquila pois o espaço era imenso e o barulho de terceiros inofensivo. Educacional porque assistimos à “chegada do peixe” e presenciámos todo o ritual inerente. De catarse porque me senti bem! E hoje descubro um artigo da Escola de Saúde Pública de Harvard. Após analisar as 20 pistas aí descritas para se manter ativo deparo-me com o facto de que as havia descoberto simplesmente porque acreditei! Algumas orientações para quem se quer manter ativo Aqui ficam algumas: Escolha atividades que gosta Reparta o exercício (caso não o consiga fazer de seguida sempre é melhor fazer por três vezes) Faça-o com um amigo (é das que mais gosto) Mantenha um ritmo ‘vivo’ (pense numa música algo mexida) Lanche em movimento (uma peça de fruta, por exemplo) Experimente um pedómetro Use as escadas Desligue TV, computador ou o telemóvel e mexa-se pela casa (ligue o rádio, aparelhagem … e circule!) Se usa os transportes públicos saia na paragem anterior e vá a pé Se anda de automóvel estacione um pouco mais longe e ande Considere adquirir um aparelho de ginásio para casa (em tempos de crise eu optaria por usar os jogos eletrónicos de família ou em fazer um pouco da tradicional “ginástica sueca”) Divirta-se e torne o exercício num ato social. Que tal os parques municipais com ginásios ao ar livre e com percursos de bicicleta/caminhada? E, após 4 alternativas que implicam o aumento do orçamento familiar vêm as duas últimas: Introduza o exercício na sua agenda diária Recompense-se participando em marchas/corridas solidárias ou adquirindo um adereço desportivo para mais prática física! Aqui fica um exemplo de uma das pistas referidas (Faça-o com um amigo), à boa maneira portuguesa.

Também tu, Bobby?

Pode acontecer a qualquer um! Ficar-se pelo sofá, depois de um dia de trabalho, após longas horas sentados atrás de uma secretária em ofícios sedentários.