Todos unidos pela saúde!

A chegada de um novo ano é, invariavelmente, uma oportunidade para nos renovarmos e projectarmos no futuro os nossos maiores anseios. Neste novo ano de 2016 desejemos que a promoção da saúde seja uma missão de todos nós em conjunto e que não seja vista como uma questão individual e da responsabilidade só daqueles que já foram directamente afectados pela doença.
A fisioterapia na oncologia: movimentar para sobreviver

A fisioterapia na oncologia é hoje uma terapia muito requisitada para melhorar a qualidade de vida ao longo do tratamento oncológico.
Da fragilidade

Esta é aquela hora das perguntas todas.Aquela em que nos pomos a olhar para todos os lados, à procura de culpados. Nesta busca frenética, há um instante em que mudamos a direção do olhar: voltamo-nos para cima.
Náuseas e vómitos: como controlar durante o tratamento oncológico

As náuseas e os vómitos podem ser efeitos secundários da quimioterapia, embora a ocorrência dependa do fármaco utilizado e do modo como ele afeta o organismo do doente.
Doente oncológico: precauções para uma atividade física segura

A prática de atividade física durante o tratamento oncológico é segura e traz benefícios.
Ajuda a manter ou a melhorar a capacidade física, melhora o equilíbrio contribuindo para diminuir o risco de quedas e de fraturas, diminui a fadiga, as náuseas, o risco de doença cardíaca, de osteoporose e de ansiedade e depressão, facilita a circulação sanguínea, diminui a dependência de terceiros, melhora a autoestima, ajuda no controlo do peso e melhora a qualidade de vida.
Consulta de nutrição e atividade física no tratamento oncológico

Tanto a cirurgia, como a radio e a quimioterapia podem alterar as necessidades nutricionais dos doentes, as quais variam consoante, por exemplo, a idade, o género, a atividade física, os tratamentos e a fase da doença. A determinação das necessidades nutricionais tem por base uma correta avaliação do estado nutricional, por um profissional da área da nutrição e que deverá integrar a equipa que acompanha o doente. Caso isto não aconteça, é importante que o doente discuta com o médico o encaminhamento para as consultas de nutrição na instituição onde realiza os tratamentos ou que procure um profissional credenciado para o fazer numa unidade privada. Se um doente não é capaz de satisfazer as necessidades através da alimentação, é preciso perceber a razão, para uma correta intervenção. Esta intervenção pode ir desde a fortificação nutricional da dieta do doente, à inclusão de produtos ricos em energia, em proteínas, até outros tipos de nutrição, isto é por sonda ou por via endovenosa. Relativamente aos suplementos vitamínicos e minerais, muitos profissionais são contra o seu uso, tendo em conta que não existe evidência científica de que a toma minimize o risco de recorrência do cancro, uma vez que muitos desses suplementos ultrapassam as necessidades do organismo, ou então por conterem componentes que podem interferir com o tratamento oncológico. Assim, muitos doentes são aconselhados a não tomar qualquer suplemento alimentar, sem indicação de um profissional qualificado e com conhecimento da situação clínica. No entanto, há exceções, nomeadamente, quando o doente revela alguma carência específica. Os tratamentos podem afetar os hábitos alimentares e a forma como o organismo digere os alimentos, absorve e utiliza os nutrientes. Assim, torna-se importante garantir um aporte adequado de nutrientes e energia, de modo a manter um peso saudável, evitando-se a perda de massa muscular e o ganho de massa gorda, uma condição de extrema importância para o prognóstico. A prevenção e o controlo de efeitos secundários dos tratamentos são outros aspetos considerados na consulta de nutrição. Deste modo, o acompanhamento nutricional do doente com cancro é fundamental para assegurar uma melhor qualidade de vida. Contudo, além de um correto estado nutricional, é de extrema importância a prática de atividade física, embora a mesma seja, muitas vezes, negligenciada. A atividade física deverá ser adaptada à situação de cada doente. Deve ser segura, eficaz e agradável para o doente e com um programa adaptado no tipo, na frequência, na duração e intensidade. Quando a prática de exercício não é possível, é conveniente que o doente faça fisioterapia, para que haja manutenção da força muscular e da mobilidade. A prática de exercício físico resulta numa melhoria da qualidade de vida e tem várias vantagens: manutenção ou melhoria da capacidade física, melhoria do equilíbrio e do fluxo sanguíneo, proteção do enfraquecimento muscular, diminuição do risco de doença cardíaca, de osteoporose, da dependência de terceiros para a realização de tarefas diárias, do risco de ansiedade e depressão e das náuseas e do cansaço, melhoria da autoestima e ajuda no controlo do peso. A American Cancer Society e o American College of Sports Medicine aconselham os sobreviventes de cancro a praticarem 150 minutos de exercício por semana e incluírem exercícios de força, pelo menos, duas vezes por semana. Caso o doente não tenha sido muito ativo no passado, estas instituições recomendam o aumento gradual até ao alcance destas frequências. Contudo, antes de iniciar qualquer programa de atividade física, é importante a concordância do médico. Em certos casos pode haver contraindicações, especialmente quando os tratamentos afetarem os pulmões ou o coração, se houver risco de doença pulmonar ou cardíaca, se houver anemia e se os níveis de sódio e potássio estiverem fora do normal. [fonte] Fontes de informação: American Cancer Society (2012). Life style changes that make a difference: Nutrition and physical activity guidelines for cancer survivors. Fontes de imagens: http://filofetch.com/the-role-of-physical-activity-in-cancer-prevention-treatment-recovery-and-survivorship/ ; http://www.medicalnewstoday.com/articles/286945.php [/fonte]
O meu “eu” e o meu corpo

Antes do cancro, o mundo era algo diferente. Era como se eu estivesse a viver numa albufeira e o cancro dinamitou a barragem que me separava de um grande oceano. Agora, estava a nadar nele. Neste emocionante depoimento a poetisa, escritora e ativista pelos direitos das mulheres, Eve Ensler fala sobre a sua relação com o seu corpo e sobre como a experiência de ser doente de cancro a conduziu, finalmente e paradoxalmente, a conectar-se, psicologicamente, com o seu corpo e, consequentemente, com o mundo e a realidade humanas.
Consumo de toranja na quimioterapia

O consumo de toranja tem sido associado a várias atividades potencialmente benéficas para a saúde, incluindo a proteção contra danos do ADN. No entanto, atualmente, sabe-se que a toranja e outros frutos cítricos podem interagir com mais de 85 medicamentos, entre os quais estão aqueles usados durante a quimioterapia. Esta interação pode ocorrer aumentando a concentração sanguínea dos fármacos (por prejuízo do seu metabolismo) ou diminuindo a sua concentração (por inibição dos seus transportadores no sangue). Estas interações podem resultar em efeitos adversos graves, como por exemplo, dificuldade respiratória, hemorragias gastrintestinais ou afetando os rins, dependendo da suscetibilidade do doente e da forma de consumo do fruto. As ações dos medicamentos são determinadas por diversos mecanismos, os quais dependem de aceleradores das reações químicas (enzimas). Os mecanismos que envolvem enzimas da família do citocromo P450 são os mais importantes, estando o citocromo P450 3A4 envolvido no metabolismo de cerca de metade de todos os medicamentos. Esta enzima está localizada nas células do intestino e do fígado, pelo que os fármacos orais podem ser metabolizados antes de atingir a circulação e a quantidade absorvida de forma inalterada ser atenuada. Por esta razão, com a ingestão de toranja, pode ocorrer um aumento elevado da concentração no sangue, aumentando o risco de dose excessiva, já que o fruto diminui a atividade do citocromo P450 3A4, principalmente no intestino delgado. Os químicos presentes na toranja envolvidos nesta interação são os furanocoumarinos, os quais inativam de forma irreversível o citocromo P450 3A4. No que diz respeito a fármacos administrados por via intravenosa, o mesmo já não acontece. Uma vez que os furanocoumarinos existem naturalmente na toranja, todas as formas de consumo do fruto (sumo, congelado e inteiro) têm a capacidade de reduzir a atividade do enzima, podendo uma única toranja ou 200ml de sumo da mesma, serem suficientes para causar efeitos adversos relevantes. No entanto, esta ação estende-se a outros citrinos. A laranja-de-sevilha (usada frequentemente em marmeladas), as limas e os pomelos são outros frutos que, além da toranja, podem interagir desta forma. Variedades de laranja doce, como as navel e as valencianas, não contêm os furanocoumarinos, pelo que não originam esta interação. A interação entre medicamentos e a toranja é específica de cada fármaco e não a uma classe de medicamentos. Tendo em consideração os fármacos citotóxicos usados em quimioterapia, aqueles que estão documentados como interagir com o fruto são: dasatinib (leucemia), erlotinib (pulmão), nilotinib (leucemia), crizotinib (pulmão), ciclofosfamida (tumores sólidos, leucemias, linfomas), imatinib (leucemia), lapatinib (mama), pazopanib (sarcoma dos tecidos moles), sorafenib (fígado), sunitinib (rim, estroma gastrintestinal), vandetanib (tiróide) e venurafenib (melanoma). [fonte] Referências: Bailey DG, Dresser G, Arnold JMO. Grapefruit–medication interactions: Forbidden fruit or avoidable consequences? CMAJ. 2013; 185(4): 309–316. Yin OQ, Gallagher N, Li A, Zhou W, Harrel R, Schran H. Effect of grapefruit juice on the pharmacokinetics of nilotinib in healthy participants. J Clin Pharmacol. 2010;50(2):188-94. Fontes de imagens: http://www.newschoolbeer.com/2015/08/oregon-fruit-products-introduces-grapefruit-antiseptic-puree-for-brewers.html; http://350sav.fotomaps.ru/grapefruit-medication.php [/fonte]
Estratégias alimentares na criança com cancro

Tal como em adultos, nas crianças, o cancro e os tratamentos podem diminuir o apetite, a tolerância aos alimentos e a capacidade de utilizar os nutrientes.
Obstipação durante a quimioterapia: o que fazer?

Alguns doentes durante a quimioterapia apresentam obstipação, cerca de 41%. A dificuldade persistente em evacuar, a evacuação que exige um grande esforço, a frequência de duas ou menos evacuações por semana.
A banalidade do mal: confundir conforto com bem-estar

O “conforto” pode ser perigoso e nada saudável, sobretudo quando o confundimos com “bem-estar”. O autêntico “bem-estar” tem mais a ver com saúde, e, por conseguinte, é algo bem mais seguro e preferível. A filósofa Hannah Arendt chamou de “banalidade do mal” a tudo aquilo que os humanos podem acostumar-se de bom grado mesmo que, em sua justiça, tenham consciência ou conhecimento de que lhes poderá trazer malefícios (a si mesmos e aos outros). Somos seres de hábitos aprendidos (a maioria daquilo que nos faz ser quem somos é aprendido!) e, como tal, educam-nos e educamo-nos para aderir com grande facilidade às inúmeras situações de conforto que abundam na nossa sociedade. Gostamos de estar confortavelmente sentados (e isso pode ser merecido e perfeitamente justificado) como podemos gostar de alimentos super agradáveis mesmo que sejam completamente artificiais e carregados de aditivos (que provocam dependência). É óbvio que, nestas coisas, a quantidade conta mas isso leva a que, muitas vezes, facilitemos a repetição dos erros (com desculpas ao estilo de “uma só vez não faz mal” e que servem apenas para apaziguar ou enganar a consciência!). Há pessoas que fazem isso durante anos ao ponto da sua vida e o seu aspecto mudarem: engordam, desenvolvem doenças, deformam-se, tornam-se mais lentos e envelhecem mais rapidamente. A esse conforto podem chamar-lhe bem-estar (apenas porque se sentem bem) mas estão errados. Saúde e bem-estar: dois conceitos interligados O verdadeiro bem-estar tem a ver com a saúde. E todo o conforto que atente contra a saúde não é bem-estar. Para que o conforto faça parte do nosso bem-estar temos de ver as coisas de forma mais racional colocando a saúde em primeiro lugar (e não fazer disso um jogo de lotaria, confiando na sorte). Quase todo o conforto moderno contém uma dose perigosa de risco. Não dependerá apenas da dosagem mas da própria natureza e do tipo de confortos a que nos entreguemos. Isso é óbvio. Para irmos mais longe nesta curta reflexão pensemos que o nosso organismo não está adaptado ao estilo de vida actual, de que fazem parte, por exemplo, os alimentos processados industrialmente e onde impera, entre outros venenos, o açúcar refinado. Somos seres vivos preparados para ambientes completamente diferentes daqueles em que, provavelmente, viveremos toda a nossa vida. E não será nos próximos tempos que a evolução biológica (que é lenta) vai tornar-nos aptos para o mundo moderno. Basta pensar que embora tenhamos aumentado a esperança de vida (devido, sobretudo, a mais higiene e melhores medicinas) surgiram inúmeras doenças de incompatibilidade que antigamente eram mais raras com a diabetes tipo 2, certos cancros como o do cólon, a osteoporose, doenças cardíacas, obesidade mórbida, entre outras. Para contrariar as duas horas que estive aqui sentado a trabalhar, vou dar uma caminhada. [fonte] Créditos da imagem: http://www.mirror.co.uk/news/technology-science/the-obesity-epidemic—whats-going-255260 [/fonte]
Sobreviventes de cancro da mama: abordagem para a perda de peso

Os estudos sugerem que as mulheres diagnosticadas com cancro da mama devem dar especial atenção ao controlo do peso, para evitarem uma diminuição da qualidade de vida e da sobrevivência.
Obesidade e excesso de peso: influência no prognóstico de sobreviventes de cancro da mama

A manutenção de um peso adequado parece reduzir significantemente a morbilidade e a mortalidade nos sobreviventes de qualquer tipo de cancro.
Dia Mundial sem Tabaco 2015: quero um lugar de ex-fumador!

Quando dizemos a nós próprios que não somos capazes de mudar, corremos um risco enorme de fechar portas à vida em lugar de as abrir. O dia 31 de maio, o dia mundial sem tabaco, tem um propósito: desafiá-lo a ser ex-fumador! Ou então, conseguir que fique mais perto de se livrar de vez do tabaco.