“Ikigai” e Imortalidade Simbólica

A construção de uma imortalidade simbólica pode de certo modo ser equivalente a encontrar um propósito de vida, semelhante ao que é descrito pela expressão japonesa Ikigai.
Quando tudo se desfaz

Vivemos tempos difíceis, diz-nos Pema Chodron.
Nesta sinopse do livro “Quando tudo se desfaz” de Pema Chodron, podemos perceber que esta é uma obra claramente útil e inspiradora para todos aqueles que pretendem refletir sobre a sua postura e perspectiva perante a vida e as suas dificuldades.
O meu “eu” e o meu corpo

Antes do cancro, o mundo era algo diferente. Era como se eu estivesse a viver numa albufeira e o cancro dinamitou a barragem que me separava de um grande oceano. Agora, estava a nadar nele. Neste emocionante depoimento a poetisa, escritora e ativista pelos direitos das mulheres, Eve Ensler fala sobre a sua relação com o seu corpo e sobre como a experiência de ser doente de cancro a conduziu, finalmente e paradoxalmente, a conectar-se, psicologicamente, com o seu corpo e, consequentemente, com o mundo e a realidade humanas.
Quando não sei dizer o que sinto

Todos nós, eventualmente, já teremos passado por momentos na vida em que fomos tomados por emoções de tal modo avassaladoras que nem conseguimos descrever por palavras o que sentimos. Contudo, para algumas pessoas esta dificuldade em descrever por palavras as suas emoções é de tal modo presente que se pode considerar uma verdadeira dificuldade descrita por Jonhn Nemiah e Peter Sifneos, nos anos 70, com o termo de alexitimia.
Estados mentais influenciam a saúde

Se fossemos capazes de usufruir de uma visão microscópica descobriríamos que vivemos rodeados de ameaças à nossa saúde. Vírus, bactérias, fungos e outros seres pouco amistosos estão por todo o lado. O panorama só não é aterrador porque não os vemos. São demasiado minúsculos. Há ainda aqueles agentes de natureza mais subtil que não são menos perigosos: por exemplo, o chamado “mau colesterol“, a pressão alta, as muitas toxinas que circulam no corpo, o excesso de açúcar, as substâncias nocivas devidas ao fumo do tabaco e outras fontes de poluição, etc. Não é necessário falar dos acidentes, dos atos de violência e das guerras para concluirmos que o mundo em que vivemos, apesar de toda a sua beleza, não é um lugar fácil para se viver. Apesar da evolução admirável da medicina e da biotecnologia continuamos expostos a um elevado número de riscos para a saúde. É certo que o estado normal de um organismo, e para o qual as suas energias tendem naturalmente a empurrá-lo, é a saúde. Estados mentais e o conceito de saúde Saúde não quer dizer apenas ausência de doença. Significa muito mais porque também o conceito evoluiu. Ter saúde significa bem-estar e harmonia consigo próprio, equilíbrio emocional, relações interpessoais prazerosas. Os estados emocionais exercem uma poderosa influência na saúde de tal forma que se pode dizer que todas as doenças têm uma componente psicológica que lhe está associada. Até uma vulgar constipação não deixa de ser influenciada pela personalidade e a psique do seu portador. Já não se trata apenas de uma crença ou de uma suspeição. Novas técnicas moleculares e farmacológicas identificaram uma complexa ligação do sistema imunológico (encarregado de defender o organismo) ao sistema nervoso (cujo órgão central é o cérebro) e através da qual substâncias químicas produzidas pelas células de ambos os lados influenciam-se mutuamente. Nos laboratórios do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos foi verificado que qualquer tipo de interrupção nessa rede de comunicações (sejam de natureza hereditária ou provocadas por substâncias tóxicas e até cirurgias) aumenta o risco de se desenvolverem-se doenças infeciosas, inflamatórias, auto-imunes e também de natureza psicológica (como a depres-são). Num artigo publicado na revista Scientific American Brasil (edição nr. 23) os doutores Esther M. Sternberg e Philip W.Gold, investigadores especializados no sistema imunológico, concluíram que o nosso estado emocional pode, com efeito, influenciar a forma como resistimos ou nos recuperamos de processos inflamatórios ou infeciosos. Sistema imunitário e sistema nervoso Ao contrário do que possa parecer, os sistemas imunitários e nervosos são parecidos no modo como recebem, reconhecem e integram sinais para manter o corpo sob sua proteção. Enquanto o sistema nervoso tem o seu centro de comando no cérebro, o sistema imunológico é descentralizado e distribui-se por todo o corpo através de estruturas como o baço, os linfonodos, o timo e a medula óssea. Ambos possuem os seus próprios sensores que captam informações do ambiente e do corpo assim como executores destinados a por em marcha as respostas apropriadas a cada situação considerada anómala. A um nível mais profundo da investigação verificamos que os dois sistemas servem-se de mediadores químicos para se comunicarem entre si e adoptarem estratégias de defesa integradas. Enquanto o sistema nervoso produz substâncias químicas que podem agir como sinais para o sistema imunológico, as células deste também interagem com o cérebro e as vias nervosas. Trata-se pois de uma comunicação cruzada em que se produz intenso intercâmbio de informações sobre o estado do organismo a cada instante da nossa vida. Esse funcionamento cooperativo é vital para mantermos a saúde sendo desejável que os dois sistemas se mantenham amigos e em harmonia. Outros sistemas hormonais e nervosos como a tiróide, as hormonas de crescimento e as vias bulbo-simpáticas (que ligam o sistema nervoso simpático e o bulbo) participam na interação informativa e executiva estabelecida entre o cérebro e o sistema imunológico.
Ómega 3 e 6 influenciam as emoções

A incidência da depressão tem aumentado ao longo do tempo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão é um transtorno mental que desconhece género e idade. É caracterizada pela persistência de uma tristeza sem motivo que compromete o estado físico e psicológico. Pode durar meses, até anos e deve ser entendida como uma síndrome de múltiplas etiologias. A depressão depende de muitos fatores, e pode muito bem estar associada às alterações que a alimentação tem sofrido ao longo do tempo, principalmente os desequilíbrios nutricionais: défice em ácidos gordos ómega 3, desproporcionalidade entre ácidos gordos ómega 6 e ómega 3. Os ómega 3 e os ómega 6 pertencem ao conjunto das gorduras ditas polinsaturadas, fundamentais para diversas funções do organismo e exibem propriedades anti-inflamatórias. Hoje fala-se muito delas. Como o organismo não as consegue produzir, têm necessariamente de ser veiculadas pela alimentação. Por isso mesmo também são conhecidas por ácidos gordos essenciais. Ómega 3 e ómega 6: quais as características? Os ómega 3 estão envolvidos na produção de mielina, substância que é responsável pela transmissão dos impulsos nervosos ao longo dos neurónios. Com a ingestão de alimentos ricos em ómega 3, ocorre melhoria do desempenho cognitivo, da atividade cerebral e comunicação entre as células do cérebro. Podemos encontrá-los nos peixes gordos: atum, anchova, salmão e sardinha, nas sementes óleo de linhaça e nas nozes, entre outros. Pessoas portadoras de depressão possuem níveis baixos de ómega 3. Os ácidos gordos ómega 6 são elementos constituintes do tecido nervoso e influenciam a atividade cerebral. Eles estão sobretudo nos óleos vegetais de milho, de soja, de girassol, nas nozes e nas castanhas. As recomendações do Food and Nutrition Board do Institute of Medicine para a ingestão diária de ómega 3, nos adultos, é de 1,6 g para os homens e de 1,1 g para as mulheres. O ómega 6 deve ser de 17 g para os homens e de 12 g para as mulheres. Sobre a proporcionalidade que deve existir no consumo de ómega 6 e ómega 3, a OMS os recomenda valores que respeitem a razão de 5 para 1, isto porque os ácidos gordos ómega 3 são mais facilmente metabolizados pelo organismo que a classe ómega 6. A alimentação atual caracteriza-se pelo consumo de produtos alimentares muito ricos em açúcares, sal, gorduras saturadas e óleos hidrogenados, contendo na sua composição maior disponibilidade em ácidos gordos ómega 6 e são pobres em ácidos gordos ómega 3. Isto leva a um desequilíbrio da proporção recomendada entre ómega 6 e ómega 3, disparando para 25:1. Para corrigir este desequilíbrio, torna-se necessário o aumento do consumo de alimentos ricos em ómega 3 e a redução do consumo de ómega 6. Além de benefícios para o seu bem-estar físico pode ajudar também o lado emocional. [fonte]Referências: Gibson, P. G., Heruc, B. H., Rees, A. M., & Pavlovic, D. H. (2006). ω-3 Fatty acids and mood disorders. American Journal Psychiatric, pp. 969-978; Giles, G. E., Mahoney, C. R., & Kanarek, R. B. (2013). Omega-3 fatty acids influence mood in healthy and depressed individuals. Nutrition Reviews, 71 (11), pp. 727-741; Marcus, M., Yasamy, M. T., van Ommeren, M., Chisholm, D., & Saxena, S. (2012). Depression: a global public health concern. World Health Organization; Simopoulos, A. P. (2006). Evolutionary aspects of diet, the omega-6/omega-3 ratio and genetic variation: nutritional implications for chronic diseases. Biomedicine & Pharmacotherapy, 60 (9), pp. 502-507; Sontrop, J., & Campbell, M. K. (2006). ω-3 polyunsaturated fatty acids and depression: A review of the evidence and a methodological critique. Preventive Medicine, 42 (1), pp. 4-13; The European Food Information Council, 2008. A importância dos ácidos gordos ómega 3 e ómega 6. Food Today. Fonte de imagem: http://goodtastefoods.co.uk/shop/salmon-fillets-2-2/[/fonte]
Guarde o que é precioso e liberte-se do que não lhe faz falta!

Por norma temos tendência a nos apegarmos a tudo o que consideramos agradável ou que nos satisfaz alguma necessidade e a rejeitarmos tudo o que nos parece desagradável ou nos causa sofrimento e é quase inevitável que assim seja pois é-nos muito difícil integrar tudo o que são polos opostos e conseguir uma síntese.
A magia da serotonina

Sabia que uma alimentação saudável é vital para melhorar o funcionamento cerebral e o bem-estar mental? Hoje sabe-se que tudo o que ingerimos interfere com a nossa mente e o nosso corpo! É por isso que muitas vezes quando estamos tristes ou mesmo aborrecidos pode haver tendência para comer doces, ficando com a sensação de que nos sentimos melhor. Claro que esta sensação de melhoria não acontece simplesmente por magia, mas sim devido a reações que ocorrem no organismo influenciadas pelos alimentos que ingerimos. Como é que acontece tudo isto?! A verdade é que existem muitos alimentos, como por exemplo o chocolate, o pão, as massas, o leite, que podem contribuir para melhorar o humor, o movimento, a atenção e a aprendizagem, pois estimulam a produção dos neurotransmissores responsáveis pelo prazer, pelo bem-estar e a euforia. A serotonina, a dopamina, a noradrenalina e a acetilcolina são os responsáveis. No campo da alimentação, um dos neurotransmissores mais estudados é a serotonina. No sistema nervoso, a serotonina desempenha um importante papel, apresentando diversas funções como a libertação de algumas hormonas, a regulação do sono, a temperatura corporal, o apetite, o humor, a atividade motora e nas funções cognitivas. As alterações nos níveis de serotonina (níveis baixos ou problemas na sinalização com o recetor) têm sido relacionadas com o aumento do desejo de ingerir doces e hidratos de carbono. Triptofano: o aminoácido percursor da serotonina Com níveis normais deste neurotransmissor a circular no corpo, atinge-se mais facilmente a saciedade e consegue-se um maior controlo sobre a ingestão de açúcares. Mas os níveis adequados de serotonina no cérebro estão dependentes da ingestão alimentar de triptofano, o aminoácido precursor da serotonina. Encontramos, o triptofano em alimentos como o queijo, a aveia, o feijão, a ervilha, a laranja mas também no arroz e na massa integral. O triptofano é um aminoácido essencial. Significa que o organismo não o consegue produzir, e por esse motivo, deve ser diariamente veiculado pela alimentação. Por exemplo, se fornecermos ao organismo uma alimentação com alto teor de proteínas e baixo em hidratos de carbono, não são atingidos os mesmos níveis de serotonina que uma refeição com valores mais altos de hidratos de carbono e baixos em proteínas nos permite alcançar. Isto é, numa refeição ligeira, comer uma sanduíche de queijo, com duas fatias de pão, em vez de comer apenas queijo, experimentará maior saciedade e bem-estar. A serotonina tem um papel evidente no controlo da ingestão de alimentos e consequentemente na saciedade que uma refeição proporciona, influenciando positivamente o humor. [fonte]Referências: Cowen, P. J., & Lucki, I. (2011). Serotonin revisited. Psychopharmacology, 213, pp. 167-169; Fernanda Feijó, M. B. (2010, Novembro 2). Serotonina e controle hipotalâmico da fome: uma revisão. pp. 74-77; Kaufman, A. (2012) – Alimento e emoção. São Paulo: Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Fonte da imagem: http://naturalserotonin.blogspot.pt/2012/10/effective-ways-how-to-increase.html[/fonte]
Será que as emoções afetam assim tanto o que comemos?

Nova colaboração de Cristina Ferrão e Sofia Costa, alunas na Escola Superior de Castelo Branco a frequentar o Curso de Licenciatura de Nutrição e Qualidade Alimentar. A partir de hoje, haverá regularmente um espaço dedicado ao tema “Os alimentos e as emoções”. Muitos dos alimentos que escolhemos no dia-a-dia são, em parte, o resultado dos diferentes estados emocionais que estamos a viver. Por isso, torna-se difícil praticar uma alimentação equilibrada. Mas será que as emoções afetam assim tanto o que comemos? Sim, o comportamento alimentar é, de facto, bastante afetado pelas emoções, sendo que as escolhas alimentares, a quantidade e a frequência das refeições, estão ainda dependentes de múltiplas variáveis e, cada vez menos, estão relacionadas com as necessidades fisiológicas. Mas também acontece o inverso, o tipo de alimentação pode afetar os processos mentais, as emoções e o bem-estar. Por exemplo, sabe-se existirem certos nutrientes que interferem positivamente com o cérebro, o que faz com que possamos utilizar os alimentos ricos nesses nutrientes, para influenciarmos positivamente o humor e consequentemente o comportamento. A explicação científica para este envolvimento, entre alimentação e as emoções deve-se à química dos alimentos, por ser capaz de alterar a produção de certos neurotransmissores, as substâncias responsáveis por transmitir os impulsos nervosos entre o cérebro e o corpo, e que, se transformam em sensações. Com isto não significa que passemos a vida a comer só determinados alimentos, porque a base da alimentação saudável apoia-se no equilíbrio e na variedade para ser completa. Como é que os alimentos influenciam as emoções? Tem havido uma evidência científica crescente a mostrar que o humor positivo e o humor negativo estão associados a uma maior ou menor ingestão de alimentos ricos em hidratos de carbono e gordura, do que o humor neutro, o que demonstra que a qualidade da dieta tem impacto no nosso humor e, vice-versa. A alimentação tem significados que vão para além da mera função nutritiva, ela pode, por exemplo representar um “prazer imediato” e, portanto servir para aliviar e compensar sentimentos como tristeza, angústia, ansiedade e medo. É frequente consumirmos determinados alimentos, sobretudo doces, com a finalidade de mitigar determinados conflitos existenciais e entendidos como não tendo solução. É por isso que, por vezes, um alimento pode ser um condutor de afeto, mas torna-se um problema quando este substitui os confrontos e as rejeições. Compreender a relação que existe entre os alimentos e as emoções, como se influenciam, é o primeiro passo para fazer escolhas corretas e saudáveis e começar a adotar um estilo de vida saudável. [fonte]Referências: Canetti, L., Bachar, E., & Berry, E. M. (2002). Food and emotion. Behavioural Processes, 60(2), 157-164.; Christensen, L., & Brooks, A. (2006). Changing food preference as a function of mood. Journal of Psychology, 140(4), 293-306.; Kaufman, A. (2012) – Alimento e emoção. São Paulo: Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Fonte da imagem: http://www.healthyhippie.net/9-tips-for-healthy-eating/ [/fonte]
As emoções e a sua influência no organismo
Quando ocorrem mudanças no decurso da vida põe-se em causa o equilíbrio anterior e as referidas mudanças exigirão uma ajustamento pessoal que confronta as pessoas com a dimensão da perda. Isto aumenta a probabilidade de ocorrer uma doença de tipo neurótico e psicossomático. São momentos de “vulnerabilidade acrescida”.
BOOK – Um produto revolucionário

Um livro não é só um monte de folhas, palavras e imagens. É muito mais do que isso. É descobrir a vida, experienciar o conhecimento, as ideias, as emoções e os sentimentos.
Inteligência Emocional
Durante vários séculos, a tradição filosófica clássica apoiou a ideia de que os estados afectivos tinham um carácter devastador sobre a razão, mas a ciência tem comprovado precisamente o contrário.
Pensamentos Errados
Muitos doentes sofrem por causa de “distorções cognitivas”. Os pensamentos estão vinculados às emoções e comportamentos e podem ser classificados como reflexivos e automáticos.
A Morte e o Luto ainda são tabus
Na nossa sociedade, na maior parte das vezes, a morte e o luto são temas tabus. Há receio em falar-se da morte. Mas, como todos sabemos, o sofrimento e a morte fazem parte da vida do Homem.