Vencer o tabaco – histórias reais de pessoas que deixaram de fumar

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É possível vencer um hábito que mata milhões de pessoas todos os anos. É mais fácil e mais rápido do que se pensa, perder esse hábito para sempre.

Como conseguiram, porque começaram, o que sentiram, como estão hoje? Com esta história abrimos um espaço de partilha dedicado à divulgação de histórias reais de pessoas que conseguiram vencer o tabaco.

A ignorância das pessoas leva-as a cometer erros que mais tarde se pagam caros!

 

O meu pai era um fumador. Por graça deixava um tio dele, fumador também, dar-me os cigarros para eu acender. Tinha eu os meus 5 ou 6 anos de idade.

 

Esta atitude levou-me um dia, achando eu ser giro acender cigarros, conseguir acender, ao mesmo tempo, o correspondente a um volume de 10 maços de cigarros marca “Porto”, em dois cinzeiros escondidos por baixo da mesa da sala enquanto os meus pais estavam na cozinha. Claro, o fumo era tanto que eles deram por isso. Desde aí nunca mais acendi cigarros.

 

Quando andava no secundário comecei a dar umas fumaças por brincadeira com os colegas. Com 18 anos tive autorização oficial para fumar em frente do meu pai e da minha madrasta. Nessa altura, já fumava 20 a 40 cigarros por dia, dependendo do estado de ansiedade que sentisse no dia-a-dia. Fiquei grávida, não deixei o cigarro mas reduzi bastante. Depois voltei aos 20 cigarros por dia, só não fumava dentro de casa.

 

Por volta dos 40 anos, tentei deixar de fumar e consegui com a ajuda de uns cigarros que na altura se vendiam na farmácia. A composição destes cigarros era à base de plantas mas sem tabaco. Ao fim de 30 dias já não fumava. Um ano depois fui trabalhar numa pequena empresa onde a maioria dos meus colegas fumava bastante e não respeitavam quem não fumava, tive uma recaída.

 

No início de 2011, então com 47 anos, voltei a pensar numa forma de deixar os cigarros de vez. Fiz um plano a 6 meses para o conseguir.

 

Como em casa não tinha nem tenho fumadores e o meu trabalho, nessa altura, também já não permitia fumar, então optei por, começar por reduzir a nicotina. Fumava cerca de 20 cigarros por dia, com um teor de nicotina de 6 mg, passei a fumar a mesma quantidade, 20 cigarros dia mas com o teor de nicotina 3 mg nos primeiros 3 meses. O passo seguinte foi mudar para cigarros com nicotina de 1mg durante dois meses. Por esta altura, a quantidade reduzida de nicotina no organismo já me permitia estar mais tempo sem fumar, e acrescentei uns rebuçados pelo meio (halls mentol sem açúcar). No último mês, do plano de 6 meses, comprei o famoso cigarro eletrónico, com cartuchos de zero nicotina e sabor a mentol. Utilizei uma semana apenas, nem cheguei a entrar no ano novo, 2012, a fumar. Acabei antes da passagem de ano, pois não sentia falta do cigarro. Aquilo já não me dizia nada, tinha conseguido limpar a nicotina do organismo sem ajuda de medicamentos ou pastilhas de nicotina que só levam a manter o organismo carregado de nicotina e não ajudam em nada a desistir do cigarro.

 

Os efeitos secundários de ter deixado o cigarro? Tive e tenho, engordei quase 10 quilos. Não suporto pessoas que fumam ao pé de mim, o cheiro do tabaco dá-me náuseas.

 

O meu cabelo e a pele ficaram com melhor aspeto. Quando faço análises, a minha médica elogia-me e avisou-me de que tenho mais glóbulos vermelhos do que tinha há dois anos atrás. Se o meu olfato era bom quando fumava, agora é super apurado. É, por isso, que não tolero o cheiro dos cigarros e sinto-o à distância.

 

Estou convencida de que, muitas das mazelas que tinha, desapareceram por ter deixado o cigarro e outras irão desaparecer com o tempo.

Maria Reis

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