Adoptar um estilo de vida saúdavel

Cheios de tretas!

O que acontece é que diariamente somos sujeitos a afirmações que são ciladas, prometendo curas milagrosas. Recorre-se à técnica do exagero, ocultam-se e confundem-se evidências que dão origem a explicações falaciosas e distorcem-se provas para servir fins privados ou com propósitos comerciais.

+ Saúde por metro quadrado: o regresso

Está de volta a rubrica “+Saúde por metro quadrado“! O objetivo do novo conjunto de rubricas é que o leitor à medida que nos acompanha, seja capaz de cultivar algumas ervas ou plantas medicinais. Já sabe, basta um só metro quadrado ou conjunto de vasos com medidas equivalentes para colocar em prática esta tarefa. Apesar de existirem muitas definições para a palavra erva, todas elas se tornam incompletas. Para os botânicos, erva quer dizer que é uma planta que murcha quando atinge o seu estádio final de crescimento. Em medicina, a palavra refere-se a qualquer planta que pode contribuir para a prevenção ou para tratamento de doenças. Já em culinária significa uma parte de uma planta que é usada na preparação dos alimentos. As ervas são consideradas medicinais quando são constituídas por substâncias naturais que apresentam atividade farmacológica. De uma forma geral, têm substâncias bioativas com efeitos diversos: efeito anticancerígeno, anti-inflamatório, antioxidante entre outros. Atuam ainda nos vários sistemas do corpo humano como por exemplo, no sistema nervoso, no sistema circulatório, no sistema digestivo.

De dentro para fora do ecrã

Parece fácil usar a bicicleta como meio de transporte na cidade e em percursos de rotina. E é fácil! Aconteceu durante décadas, no nosso País, as pessoas deslocarem-se de bicicleta para o trabalho, todos os dias. Hoje as condições são melhores e em mais cidades: Porto, Lisboa, Aveiro, Coimbra, Braga, Almada, Castelo Branco, Viana do Castelo, Gaia e nas cidades planas e solarengas do Algarve. Além de prático e económico, substituir o carro pela bicicleta é, acima de tudo, útil para a saúde. Permite, com regularidade, introduzir níveis de atividade física acima dos que são recomendados pela Organização Mundial de Saúde: 30 minutos diários de atividade física moderada ou intensa para os adultos e 60 minutos diários para os jovens. A televisão desempenha um papel informativo muito importante. No entanto, a “injeção” de anúncios, a que somos sujeitos nos sofisticados ecrãs, tem, claramente, o propósito de moldar os nossos padrões comportamentais. As marcas querem desesperadamente ganhar um lugar nas nossas vidas e, por isso, gastam somas absurdas para influenciar o modo como vivemos fora do ecrã. Há marcas que se refugiam em conceitos débeis, exacerbando a qualidade de produtos que não precisamos. Outras já perceberam que não sobrevivem se os potenciais clientes adotarem estilos de vida sedentários e passivos. Vejamos o exemplo das calças de ganga: de que serve comprar umas calças que foram idealizadas para vidas ativas e preenchidas de movimento, para dar “aquele estilo”, se quando as veste nem se consegue mexer? Pense nisso! Procure estilos de vida que na realidade são bons, que lhe trazem benefícios e, esses sim, passe-os de dentro para fora do ecrã! [fonte] Referências: Gorn, Gerald J, & Goldberg, Marvin E. (1982). Behavioral evidence of the effects of televised food messages on children. Journal of Consumer Research, 200-205. Créditos do video: Levi’s® COMMUTER. Form. Function. Cycling. (Japan) Créditos da imagem:”Girl On Bike” by Cristian Lee: http://bit.ly/1mTmDht [/fonte]

Stop Cancer Portugal celebra 3 anos

Três palavras resumem e definem o trabalho desenvolvido ao longo destes três anos na prevenção do cancro: determinação, compromisso e rigor.

Parar de fumar é poupar muito dinheiro!

Não é novidade que parar de fumar é das melhores atitudes a tomar. São só benefícios: saúde e bem-estar geral e mais qualidade de vida. Mas, se decidir deixar de fumar, vai haver mais dinheiro ao fim do mês. O tabaco é tão tóxico quanto dispendioso. Veja com os seus olhos e saiba quanto dinheiro pode poupar.

Stop Cancer Portugal: os 10 mais lidos em 2012

Tornou-se habitual, a alguns dias do final do ano e prestes a começar um ano novo, o Stop Cancer Portugal realizar uma análise retrospetiva do ano e divulgar a lista dos 10 artigos mais procurados e lidos neste espaço.

Tenho uma bicicleta na garagem

Num destes finais de tarde, já com o frio a entrar pelas costas, fui fazer uma caminhada sem contar tempo, distância ou atender ao percurso. Apenas fui, por entre ruelas e caminhos. Estava dentro de um espaço delimitado, é certo, mas fui andando. Deparei-me com inúmeras pessoas, umas com identificação clara alusiva a um ou outro clube mas muitas outras iam surgindo sem qualquer identificação. E o curioso é que, à medida que a noite se instalava ouviam-se, aqui e acolá, toques de campainhas! Pois é, há quanto tempo não ouvia este som??? Campainhas das mais variadas tipologias de bicicletas! No mesmo asfalto em que os ciclistas faziam o seu treino fluíam também crianças com as suas bicicletas que iam acompanhando os seus pais/parentes que percorriam o trajecto correndo. Há muito que não via assim uma afluência de ciclistas! Hoje em dia muitas autarquias fizeram obras nos municípios criando as ciclovias. Porque não dar uma volta e testar a sua bicicleta? Talvez não seja possível fazer o caminho para o emprego nela … e ao fim-de-semana? Que tal ir passear de bicicleta e sentir o frio do Outono a passar na cara? Pequenos prazeres que nos fazem revigorar, acredite.

Não deixe a sua saúde pendurada!

A proposta que vos trago é de reflexão com base no resumo de quatro estudos referenciados no jornal electrónico New Scientist, na secção de saúde, e que considerei interessantes na medida em que nos falam de coisas simples, evidentes ao olhar e que se encontram provadas por estudos científicos. Quantos de nós não ouvimos já falar que a falta de atividade física não faz bem nenhum? Que a vida sedentária que hoje todos levamos, miúdos e graúdos, tem impactos nefastos na nossa saúde? Cada vez mais somos instigados a sair da cadeira ou do sofá e a ir dar uma caminhada de 30’. E nas escolas? O trabalho tem de ser feito pela mudança de atitude, pela perseverança e através do “eu sou capaz” e, aos poucos, tudo se torna acessível, possível e… porque não? A inatividade física mata tantas pessoas como o tabaco Se é daquelas pessoas que necessita de um tratamento de choque para alterar os seus hábitos tome nota: a falta de atividade física mata aproximadamente tantas pessoas quanto fumar. Essa é a mensagem chocante de uma série de artigos publicados esta semana sobre o impacto da saúde versus inatividade. Os documentos publicados na conceituada revista The Lancet sugerem que mais de 5,3 milhões de mortes poderiam ser evitadas a cada ano se todas aquelas pessoas inativas tivessem praticado exercício, e o mesmo quando se olha para as 5 milhões de mortes anuais por tabagismo. A prática de 150 minutos, ou mais, de exercícios moderados como é o exemplo da caminhada de que já falámos noutras partilhas poderiam evitar essas mortes. I-Min Lee, chefe de equipa da Harvard Medical School, refere num dos trabalhos publicados que pretende calcular o número de mortes que seriam evitadas se todas as pessoas no mundo fossem ativas. Assim, com base em dados de 2008, analisou as mortes causadas por doenças graves associadas à falta de exercício: doença cardíaca coronária, diabetes tipo 2, cancro do intestino, cancro de mama, e cruzou os dados dos óbitos com informação sobre os níveis de exercício em cada país. As conclusões revelaram que, se todos atingissem os seus objectivos semanais de exercício: cerca de 6 por cento dos que morreram de ataques cardíacos globalmente teriam sobrevivido; 7 por cento dos que morreram de diabetes tipo 2; 10 por cento daqueles que morreram de cancro de mama ou cólon. Saúde e a pandemia da inatividade O principal autor de outro artigo publicado também no The Lancet, Harold Kohl, considera que as transformações ocorridas nas populações que conduziram à mecanização, industrialização e à dependência de carros, relegaram a atividade física para fora das vidas das pessoas e que, agora, os resultados estão a matar-nos. Harold Kohl, da Universidade do Texas Health Sciences Center, em Houston, diz que os números significam que a inatividade criou um quotidiano moderno que se expandiu numa “pandemia“, provocada pela mecanização do trabalho diário e a vida doméstica, a facilidade de transporte e a prevalência de lazer sedentário como os jogos de computador e a permanência frente à televisão. Este autor defende uma ação global para reverter a situação. Noutro artigo, Pedro Hallal da Universidade Federal de Pelotas no Brasil constatou que, globalmente, 42 por cento dos adultos passam mais de quatro horas por dia sentados, e 2/3 dos adolescentes passam duas horas a ver televisão, sem pausa, por dia. Este autor considera que tal situação não deve ser atribuída à falta de motivação das pessoas, mas sim na escassez de ambientes que fomentem o movimento e o exercício, como andar a pé ou de bicicleta. Forçados a caminhar Mais de 100 cidades na América do Sul tiveram algum sucesso no combate à inatividade com a seguinte estratégia: periodicamente, fecham estradas de grande tráfego. O movimento “Ciclovia” começou há 30 anos em Bogotá, na Colômbia: aos domingos de manhã, “Em 72 dias do ano, 100 Km de ruas da cidade são fechadas ao trânsito”, adianta Gregory Heath, da Universidade do Tennessee em Chattanooga, que avaliou diferentes intervenções em todo o mundo que funcionassem melhor para ajudar as pessoas a retomarem a atividade física. Heath diz que pelo menos um milhão de pessoas aproveitam o “Ciclovia” em Bogotá, com uma actividade média de 140 a 180 minutos por semana, e permite a cerca de 14% da população do país cumprir os seus objectivos semanais de exercício. Heath estudou também a utilização de pedómetros, que medem o número de passos que uma pessoa faz diariamente, e concluiu que são ferramentas extremamente eficazes para motivar as pessoas a caminhar e a se exercitarem mais. “Eles dão um feedback, assim as pessoas podem ver o quanto fazem e estabelecer metas pessoais“, diz o autor. Os Jogos Olímpicos não ajudam Apesar de os Jogos Olímpicos estarem aí, é improvável que venham a inspirar as pessoas a se exercitarem mais. Adrian Bauman, da Universidade de Sidney, na Austrália, é autor de um estudo que explora o que motiva algumas pessoas a se exercitarem em detrimento de outras motivações. Ele considera que “Os desportos olímpicos são uma coisa de elite, associado ao orgulho nacional, mas não são encarados como atividade física para o quotidiano”. Na sua investigação demonstrou que os Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, não tiveram impacto sobre os níveis de atividade física na Austrália. “O desporto de alto rendimento não é o caminho para diminuir a pandemia de inatividade física”, refere o autor. Bauman considera que a resposta está na atitude a adotar nas escolas; valorizar as atividades apreciadas pelos alunos para as manter ao longo da vida, em vez de se privilegiar atletas vencedores. [fonte] Fonte de Informação: http://www.newscientist.com/article/dn22072-physical-inactivity-kills-as-many-people-as-smoking.html [/fonte]

Bruxelas na horta!

A segunda sugestão do “+ Saúde por Metro Quadrado”, para este mês de julho, é o cultivo da couve-de-bruxelas. A couve-de-bruxelas parece um pequeno repolho proveniente do desenvolvimento anormal dos rebentos que se situam na axila das folhas. Este hortícola tem uma morfologia curiosa. O seu caule pode atingir entre 50 a 100 cm e origina grupos de pequenas couves de cor verde clara na base a verde escura no topo. Como pode ver na imagem as suas folhas são pecioladas, com limbo grande. Nas folhas existem pequenas estruturas, as gemas axilares, que quando estimuladas por hormonas próprias da planta desenvolvem-se formando pequenos repolhos de 2 a 4 cm de diâmetro e que são a parte comestível da planta. São as futuras couves. Esta variedade da família das couves é uma cultura de estação fresca. Prefere climas temperados frescos e húmidos. Um período de temperaturas baixas, por exemplo 12°C, favorece a formação de gemas compactas. Devido às exigências de temperatura deste hortícola, para obtenção de uma produção de qualidade, a cultura é plantada nos meses de verão, entre julho até no máximo setembro. Assim, beneficia das temperaturas mais elevadas durante a fase inicial do desenvolvimento e produção das folhas e depois das temperaturas mais moderadas típicas do Inverno. Quer saber mais acerca do cultivo destas pequenas couves? Hoje, com o auxílio do seu smartphone tudo é possível. Basta consultar esta página, junto ao local onde tem a sua mini-horta, e preparar-se para seguir simplesmente as próximas informações: – Selecione sementes da classe Precoce para produzir gemas de tamanho pequeno a médio e com um caule que não ultrapasse os 50 cm de altura; – Como é uma cultura exigente em fertilidade do solo, aplique 12 a 30 g de Azoto (N), 15 a 30 g de K2O (óxido de potássio) e 6 a 20 g de P2O5 (fosfato). Poderá encontrar estes fertilizantes em lojas de jardinagem ou até mesmo em alguns hipermercados. Se nunca comprou, pergunte, peça ajuda na loja; – Plante até 5 plantas por metro quadrado, e em cada vaso apenas uma planta, o que pode levar a colher em média 20 a 40 unidades destes pequenos repolhos; – A rega da couve-de-bruxelas deve começar de manhã cedo voltando a ser regada à tardinha, até o solo apresentar dificuldade em escoar a água. Com ajuda de um regador, vai ver que fica mais fácil detetar as necessidades em água; – Por fim, a colheita tem início cerca de 3 a 3,5 meses após a plantação, quando os pequenos repolhos apresentarem uma boa firmeza e tamanho dito normal para o género de planta. Após colheita: – Lave-as bem, em água corrente, e, para que não fiquem moles depois de cozinhadas faça-lhes um pequeno corte em cruz na base. Depois coza-as em 5 minutos, em água a ferver, sem tapar o tacho, para evitar acumulação de gases sulfurosos que são tóxicos, e usufruir o melhor da couve-de-bruxelas. Cada couve-de-bruxelas é rica em água, vitamina A e C, ferro e cálcio. E tal como outras crucíferas apresentam na sua constituição compostos de azoto denominados por indóis. A evidência científica mostra a capacidade destes compostos em reduzir o risco de alguns tipos de cancro, como o cancro da mama e do útero. Mais um vegetal para crescer na sua horta, mais um valor a acrescentar para favorecer a saúde da família! [fonte]Referencias: Alberto Gardé, Nydia Gardé. Culturas Hortícolas Nova Colecção Técnica Agrária. Vol. I. Lisboa: Clássica Editora, 1988.;Almeida, Domingos. Manual de Culturas Hortícolas. Vol. II. Lisboa: Editoral Presença, 2006.;Tola, Jose. Grande Enciclopédia das Ciências – Botânica. Montagem por Mário Dias Correia. Vol. 4. Lisboa: Clube Internacional do Livro, 1996. Manual de Agricultura Biológica. Município de Terras de Bouro. Disponível em: http://www.ci.esapl.pt/mbrito/compostagem/Manual%20de%20AB%20%20v04.pdf [/fonte]

Cultive, prove e aprove a rúcula!

Diariamente surgem incentivos, por exemplo através de vários meios de comunicação social, para que se faça uma alimentação completa, equilibrada e variada: três palavras que definem claramente o que é uma alimentação saudável. Contudo, das três características, aquela que provavelmente pode ser a mais difícil de executar para a maioria das pessoas é fazer uma alimentação variada e que, ao mesmo tempo, seja económica. Atualmente é talvez o maior desafio para todos nós. Para variar os vegetais nas saladas, “+ Saúde por Metro Quadrado” lança-lhe um novo desafio: cultivar rúcula. Assim, pode substituir a tradicional alface e tomate ou cenoura sem pagar nada. A rúcula está na moda. Repare: foi uma planta originária do sul da Europa e do  sudoeste asiático, muito utilizada desde a antiguidade pelos povos do mediterrâneo e agora volta novamente a merecer destaque nas saladas dos chefs e nas prateleiras gourmet de algumas superfícies comerciais. Aqui, recomendamos que a cultive, para depois a usar as suas folhas frescas nas saladas. É que ficam mais ricas! A rúcula é uma planta anual, de estação fresca, de cor verde, com folhas profundamente simples e com recorte. A rúcula pode começar a tomar flor (o termo técnico é espigamento) e isso ocorre em condições de temperatura elevada, acima dos 30 graus, em dias longos. É um hortícola de fácil plantação. Quer ver? Siga-nos: Pode instalá-la na terra tanto por sementeira direta como por transplantação, ainda que para esta época do ano seja preferível fazer por transplantação. A sementeira direta é mais recomendada para o final do inverno ou no início da primavera; É uma cultura de ciclo curto de 60 a 90 dias; Plante com um espaço ou intervalo de 15 cm. Assim em cada vaso, vão nascer três rúculas. Se escolher plantar um metro quadrado ou o seu equivalente com 10 vasos (medidas de 52x20x18 cm), poderá alcançar um total de 30 rúculas; A colheita tem início 20 a 30 dias após a plantação e efetua-se cortando a parte aérea da planta a cerca de 2 cm do solo. A planta emite novas folhas que podem dar origem a uma nova colheita; Recomenda-se a rega pela manhã e ao fim da tarde. A quantidade de água vai depender da necessidade que a terra apresentar. Se estiver demasiado seca regue todos os dias. A rúcula, para além da sua riqueza em diversos minerais, vitaminas, fibras e alguns fitoquímicos, é essencialmente água: em 100 gramas de rúcula, 91,7 gramas do seu peso são moléculas de água. O que mostra claramente que o consumo deste hortícola é um contributo para o equilíbrio hídrico do nosso corpo. Com esta facilidade em cultivar, pense na qualidade nutricional que irá obter com este vegetal para o seu bem-estar físico e psicológico. Cultivar hortícolas é cuidar da terra, de si e da sua família. É uma forma de estar mais perto da natureza, de compreender o seu valor e, de alguma forma, sempre pratica algum exercício físico. Cultive, prove e aprove.   [fonte]Referencias: Alberto Gardé, Nydia Gardé. Culturas Hortícolas Nova Colecção Técnica Agrária. Vol. I. Lisboa: Clássica Editora, 1988.;Almeida, Domingos. Manual de Culturas Hortícolas. Vol. II. Lisboa: Editoral Presença, 2006.; http://www.athena.biblioteca.unesp.br/exlibris/bd/bla/33004064014P0/2005/purquerio_lfv_dr_botfca.pdf; http://stopcancerportugal.com/2012/04/06/rucula-sair-da-monotonia/ [/fonte]

Os rabanetes dão tanto por tão pouco

E em Maio, afinal o que poderá cultivar? Talvez não lhe tenha ocorrido pensar em rabanetes. É a sugestão do “+ Saúde por Metro Quadrado”. Além de dar cor, sabor e completar as saladas, que tal inovar o cardápio de sumos naturais? Sim, os rabanetes também podem ser utilizados para fazer sumos que refrescam e ao mesmo tempo nutrem! Os rabanetes são fáceis de cultivar e têm um ciclo cultural curto. Assim, dá-lhe a possibilidade de semear e colher os seus rabanetes num espaço de 20 a 70 dias. Cultivo fácil, simples e com benefícios, o que poderá pedir mais? O rabanete é uma planta da mesma família do nabo, do repolho, da mostarda, da couve, entre outras. É uma cultura de climas temperados. Requer, portanto um clima fresco e húmido para um bom desenvolvimento. Muitas cultivares de rabanete são sensíveis a geadas e as temperaturas elevadas podem prejudicar a sua qualidade por perda de rigidez. Como plantar rabanetes? Registe agora os pontos relevantes para cultivar os seus rabanetes. Adapta-se a diversos tipos de terra, mas prefere terras com texturas do tipo leves ou médias com elevada fertilidade; Os rabanetes instalam-se por sementeira direta. A sementeira faz-se em linhas espaçadas de 15 a 25 cm, com um espaçamento entre plantas na linha de cerca de 5 cm, tal como pode ver em detalhe na imagem.   É uma cultura bastante exigente em água. Para uma produção de qualidade é necessário regar em quantidades relativamente constantes. Recomenda-se de manhã e ao fim da tarde utilizando um regador. A quantidade de água vai depender da necessidade que a terra apresentar. Se estiver demasiado seca deve regar até que a terra não tenha capacidade para absorver mais água; Esta planta necessita de ter nutrientes facilmente disponíveis, devido ao ciclo relativamente curto. O equilíbrio de azoto, fosforo e potássio, recomendado em outras rubricas anteriores, continua a ser um fator importante. No caso do rabanete, até um grama de azoto por metro quadrado é o suficiente para uma boa produtividade; Após a colheita, aconselha-se a separar as folhas dos rabanetes, tornando-os menos perecíveis. Caso não os consuma de imediato, coloque no frigorífico. As folhas devem apresentar uma cor verde brilhante. Os rabanetes devem ter a casca firme e lisa, de cor uniforme e  sem pontos escuros ou rachaduras. Os rabanetes, por serem muito ricos em vitamina C, ácido fólico, potássio, cálcio e fósforo e em quantidades significativas, são uma alternativa muito válida para que faça refeições variadas, um aspeto fundamental da alimentação saudável. O seu consumo deve ser regular quando estão disponíveis e na sua máxima frescura, contribuindo assim para a proteção da saúde, nomeadamente na prevenção das doenças cancerígenas. Com apenas um vaso ou o seu equivalente, no metro quadrado de terra, consegue mais sabor e melhor nutrição. Cultive esta ideia e colha os benefícios. [fonte]Referências: Alberto Gardé, Nydia Gardé. Culturas Hortícolas Nova Colecção Técnica Agrária. Vol. I. Lisboa: Clássica Editora, 1988.; Almeida, Domingos. Manual de Culturas Hortícolas. Vol. II. Lisboa: Editoral Presença, 2006. [/fonte]

Pistas para se manter ativo

Hoje dei por mim feliz. A tarde do dia anterior fora passada na praia. Com vento é certo mas tranquila, educacional e de alguma catarse! Tranquila pois o espaço era imenso e o barulho de terceiros inofensivo. Educacional porque assistimos à “chegada do peixe” e presenciámos todo o ritual inerente. De catarse porque me senti bem! E hoje descubro um artigo da Escola de Saúde Pública de Harvard. Após analisar as 20 pistas aí descritas para se manter ativo deparo-me com o facto de que as havia descoberto simplesmente porque acreditei! Algumas orientações para quem se quer manter ativo Aqui ficam algumas: Escolha atividades que gosta Reparta o exercício (caso não o consiga fazer de seguida sempre é melhor fazer por três vezes) Faça-o com um amigo (é das que mais gosto) Mantenha um ritmo ‘vivo’ (pense numa música algo mexida) Lanche em movimento (uma peça de fruta, por exemplo) Experimente um pedómetro Use as escadas Desligue TV, computador ou o telemóvel e mexa-se pela casa (ligue o rádio, aparelhagem … e circule!) Se usa os transportes públicos saia na paragem anterior e vá a pé Se anda de automóvel estacione um pouco mais longe e ande Considere adquirir um aparelho de ginásio para casa (em tempos de crise eu optaria por usar os jogos eletrónicos de família ou em fazer um pouco da tradicional “ginástica sueca”) Divirta-se e torne o exercício num ato social. Que tal os parques municipais com ginásios ao ar livre e com percursos de bicicleta/caminhada? E, após 4 alternativas que implicam o aumento do orçamento familiar vêm as duas últimas: Introduza o exercício na sua agenda diária Recompense-se participando em marchas/corridas solidárias ou adquirindo um adereço desportivo para mais prática física! Aqui fica um exemplo de uma das pistas referidas (Faça-o com um amigo), à boa maneira portuguesa.

Nova Rubrica: + Saúde por metro quadrado

“+ Saúde por metro quadrado“, surge com o propósito de ensinar algumas técnicas de cultivo muito fáceis de aplicar no quotidiano, apenas num metro quadrado de terra. Dirige-se sobretudo aos que gostariam de experimentar plantar, cuidar e colher alguns alimentos para posteriormente cozinhar e comer. Assim, há a garantia de consumirem alimentos que são mesmo muito frescos. “+ Saúde por metro quadrado” propõe que aprenda a cultivar alguns alimentos e, ao mesmo tempo, compreenda a sua génese. Esses alimentos são ingredientes fundamentais e que contribuem para ter uma alimentação saudável para usufruir de maneira segura dos seus benefícios. Esta rubrica pretende mostrar as boas práticas agrícolas, de uma forma simples e transparente, para a produção de alimentos frescos, seguros e saudáveis. Este espaço será “cultivado” quinzenalmente, à 2ª feira, e pretende transformar cada leitor num novo agricultor autónomo capaz de cultivar um metro ou vários metros quadrados de terra, pequenos lugares onde a saúde cresce exponencialmente. A ideia é contribuir para a promoção da saúde e minimizar o impacto de alguns fatores ambientais, no aparecimento de algumas doenças, como é o caso do cancro. Está convidado para a primeira ação: cultivar saúde com um metro quadrado de terra. Participe! Coloque dúvidas e dê sugestões, enviando-as ou submetendo-as para a caixa de comentários. A rubrica é da responsabilidade de Catarina Santos e Telma Carapito, finalistas do curso de Nutrição e Qualidade Alimentar da Escola Superior Agrária de Castelo Branco e com o apoio e supervisão extra-curricular da unidade de Nutrição e Alimentação Humana.