Adoptar um estilo de vida saúdavel

Acupunctura no tratamento de cancro

A acupunctura pode auxiliar no cancro como uma técnica complementar de tratamento. Ajuda na redução da dor e dos efeitos colaterais da quimioterapia.

Eu tinha um cão preto: o seu nome era depressão

Os casos de depressão têm vindo a aumentar em Portugal, ao longo da última década. A necessidade de tratamento impõe-se por afetar a saúde em diferentes vertentes. Entre as cinco principais causas que levam os portugueses a passarem por situações de incapacidade e doença, durante anos, está a depressão major.

Ómega 3 e 6 influenciam as emoções

A incidência da depressão tem aumentado ao longo do tempo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão é um transtorno mental que desconhece género e idade. É caracterizada pela persistência de uma tristeza sem motivo que compromete o estado físico e psicológico. Pode durar meses, até anos e deve ser entendida como uma síndrome de múltiplas etiologias. A depressão depende de muitos fatores, e pode muito bem estar associada às alterações que a alimentação tem sofrido ao longo do tempo, principalmente os desequilíbrios nutricionais: défice em ácidos gordos ómega 3, desproporcionalidade entre ácidos gordos ómega 6 e ómega 3. Os ómega 3 e os ómega 6 pertencem ao conjunto das gorduras ditas polinsaturadas, fundamentais para diversas funções do organismo e  exibem propriedades anti-inflamatórias. Hoje fala-se muito delas. Como o organismo não as consegue produzir, têm necessariamente de ser veiculadas pela alimentação. Por isso mesmo também são conhecidas por ácidos gordos essenciais. Ómega 3 e ómega 6: quais as características? Os ómega 3 estão envolvidos na produção de mielina, substância que é responsável pela transmissão dos impulsos nervosos ao longo dos neurónios. Com a ingestão de alimentos ricos em ómega 3, ocorre melhoria do desempenho cognitivo, da atividade cerebral e comunicação entre as células do cérebro. Podemos encontrá-los nos peixes gordos: atum, anchova, salmão e sardinha, nas sementes óleo de linhaça e nas nozes, entre outros. Pessoas portadoras de depressão possuem níveis baixos de ómega 3. Os ácidos gordos ómega 6 são elementos constituintes do tecido nervoso e influenciam a atividade cerebral. Eles estão sobretudo nos óleos vegetais de milho, de soja, de girassol, nas nozes e nas castanhas. As recomendações do Food and Nutrition Board do Institute of Medicine para a ingestão diária de ómega 3, nos adultos, é de 1,6 g para os homens e de 1,1 g para as mulheres. O ómega 6 deve ser de 17 g para os homens e de 12 g para as mulheres. Sobre a proporcionalidade que deve existir no consumo de ómega 6 e ómega 3, a OMS os recomenda valores que respeitem a razão de 5 para 1, isto porque os ácidos gordos ómega 3 são mais facilmente metabolizados pelo organismo que a classe ómega 6. A alimentação atual caracteriza-se pelo consumo de produtos alimentares muito ricos em açúcares, sal, gorduras saturadas e óleos hidrogenados, contendo na sua composição maior disponibilidade em ácidos gordos ómega 6 e são pobres em ácidos gordos ómega 3. Isto leva a um desequilíbrio da proporção recomendada entre ómega 6 e ómega 3, disparando para 25:1. Para corrigir este desequilíbrio, torna-se necessário o aumento do consumo de alimentos ricos em ómega 3 e a redução do consumo de ómega 6. Além de benefícios para o seu bem-estar físico pode ajudar também o lado emocional. [fonte]Referências: Gibson, P. G., Heruc, B. H., Rees, A. M., & Pavlovic, D. H. (2006). ω-3 Fatty acids and mood disorders. American Journal Psychiatric, pp. 969-978; Giles, G. E., Mahoney, C. R., & Kanarek, R. B. (2013). Omega-3 fatty acids influence mood in healthy and depressed individuals. Nutrition Reviews, 71 (11), pp. 727-741; Marcus, M., Yasamy, M. T., van Ommeren, M., Chisholm, D., & Saxena, S. (2012). Depression: a global public health concern. World Health Organization; Simopoulos, A. P. (2006). Evolutionary aspects of diet, the omega-6/omega-3 ratio and genetic variation: nutritional implications for chronic diseases. Biomedicine & Pharmacotherapy, 60 (9), pp. 502-507; Sontrop, J., & Campbell, M. K. (2006). ω-3 polyunsaturated fatty acids and depression: A review of the evidence and a methodological critique. Preventive Medicine, 42 (1), pp. 4-13; The European Food Information Council, 2008. A importância dos ácidos gordos ómega 3 e ómega 6. Food Today. Fonte de imagem: http://goodtastefoods.co.uk/shop/salmon-fillets-2-2/[/fonte]

Mente sã em corpo são

“Cá dentro inquietação, inquietação… é só inquietação, inquietação…” Assim, se ouve no refrão desta canção de José Mário Branco e assim identificamos uma emoção que sendo natural poderá ser muito nefasta quando constatamos que se instala em nós de forma demasiado frequente. Falamos da ansiedade.

Prevenir para não “morrer de desgosto”

Todos temos recordações de infância que nos ficaram mais ou menos gravadas na memória e hoje gostaria de falar de uma delas: a expressão “morrer de desgosto”. Recordo-me de ouvir esta expressão quando alguém se referia a pessoas que se encontravam em processo de luto e que faleciam.

Cinco novos perigos escondidos da obesidade

A conceituada revista Scientific American publicou, este mês, um artigo que revela cinco novos perigos escondidos associados ao excesso de peso e à obesidade. É do conhecimento comum que a obesidade coloca qualquer indivíduo em maior risco de sofrer de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e diabetes quando o excesso de peso atinge mais de 20 % do peso considerado normal.

Celebração do dia Mundial da Saúde Mental

No dia 10 de Outubro celebrou-se o dia mundial da saúde mental. A propósito da comemoração deste dia, a Federação Mundial de Saúde Mental, publicou um documento com dados importantes.

Ansiedade no Doente Oncológico

O cancro é uma doença que em geral provoca medo. O seu diagnóstico tem um impacto profundo no doente e na sua família. Muitos são os autores que referem a ansiedade como uma das mais frequentes alterações psicológicas.

Depressão no doente oncológico

A depressão no doente oncológico é largamente influenciada pela perda ou diminuição de capacidades físicas, sentimento de impotência, problemas financeiros, perda de estatuto social, do emprego, entre outros.