Adoptar um estilo de vida saúdavel

Obesidade: a Epidemia Global do Século XXI

A obesidade é a epidemia global deste século e está comprovadamente associada ao aumento da probabilidade de sofrermos de problemas cardiovasculares, cancro, entre outros.

A saúde como valor

A saúde é um bem precioso demais para a negligenciarmos. Para a maioria das pessoas, a saúde está à frente da felicidade na escala das suas preocupações centrais. Isso é bom. São estados que se relacionam entre si. Por isso é que as pessoas felizes têm geralmente melhores defesas imunitárias e vivem mais tempo. E a saúde é, por si só, condição necessária para aquela sensação de bem-estar e prazer de viver que está ligada ao sentimento de felicidade. É sabido que cada pessoa reage de forma distinta àquilo de que se alimenta e às condições ambientais em que vive – fatores que, não sendo únicos, influenciam bastante o estado de saúde. As causas das doenças nem sempre são claras. Há detalhes de natureza genética e de personalidade que tornam algumas pessoas mais resistentes (pelo menos durante mais tempo) aos ataques de vírus, bactérias, alergénicos, fungos, radicais livres, pressão alta e muitos outros intrusos ou anomalias pouco recomendáveis. Não é invulgar encontrar-se pessoas que, tendo levado vidas problemáticas, com múltiplas contrariedades e alimentação desequilibrada, acabam por morrer de longevidade e não por causa de uma qualquer doença. Outras situações também podem surpreender-nos mas por razões contrárias. É o caso de muitas pessoas jovens que, contra todas as expectativas e desafiando o seu aparente bom estado de saúde, morrem subitamente de paragem cardíaca. Estes exemplos servem também para demonstrar que a capacidade do corpo humano para lidar com a doença é bastante flexível e individualizada. De uma coisa, porém, não devemos ficar dependentes: do fator sorte. É que nenhum de nós, por muitos exames médicos que faça, consegue conhecer suficientemente bem o corpo para saber o que nos pode acontecer nos próximos minutos ou num qualquer ponto do futuro. Confiar no facto de haver pessoas “que comem de tudo”, “resistem a tudo” e só morrem de velhice é extremamente arriscado. Primeiro, porque a percentagem desses valentões é extremamente baixa; segundo, porque os fatores de risco são tantos que as melhores defesas são, neste caso, a prevenção. A prevenção dá-nos maiores garantias de atingirmos e mantermos uma saúde ótima. E uma consciência tranquila oferece-nos confiança e serenidade.

Na próxima refeição, coma com atenção!

No passado dia 4 de Fevereiro celebrou-se o dia mundial do cancro e um pouco por todos os meios de comunicação social, se fez referência a este autêntico flagelo que mata, só em Portugal, um em cada 4 portugueses, segundo o que ouvi anunciado numa rádio nacional. É muito preocupante! Mas no Stop Cancer Portugal temo-nos vindo a focar nas soluções e não no problema e por isso aqui estamos todos juntos a contribuir com todos os meios possíveis para que um dia possamos erradicar definitivamente o cancro. Entre as diversas recomendações oficiais que têm vindo a ser divulgadas para a prevenção do cancro, encontram-se os hábitos de vida saudáveis e entre estes, muito especialmente os hábitos alimentares saudáveis. E a este respeito muito tem sido feito no Stop Cancer Portugal e, por isso, pode por aqui encontrar informação muitíssimo rica, variada e sobretudo especializada e fidedigna a respeito de alimentação saudável. Contudo, e não sendo essa a minha área de trabalho e estudo, venho também falar-vos de alimentação mas numa perspetiva um pouco diferente. Falo de “alimentação em atenção plena” ou “Mindful Eating”. Uma das grandes dificuldades em manter uma alimentação saudável, para além do nosso ritmo de vida acelerado, o qual nos impede muitas vezes de dispormos de tempo para cozinhar e comer de modo saudável, é a chamada “fome emocional”, ou sejam, as motivações afetivas e emocionais do acto de comer. Quantos de nós não enfrentaram já momentos em que sentimos necessidade de comer porque procuramos conforto, porque queremos recompensar-nos, porque tivemos um dia stressante e cansativo ou porque estamos sós, aborrecidos ou deprimidos? Comer deveria de ser um acto natural, saudável e prazenteiro com vista à satisfação da fome, conforme nos é referido aqui, contudo, na nossa cultura de abundância, é cada vez mais um acto que realizamos apressadamente e sobretudo sem plena atenção e consciência de qual deveria de ser a verdadeira motivação do acto de nos alimentarmos. Assim, e por este motivo, surgiu este verdadeiro “movimento” chamado “Mindful Eating” ou “Alimentação em Atenção Plena”. Em que consiste este movimento? A “alimentação em atenção plena”, inspirada nas práticas orientais da meditação em atenção plena, consiste, segundo o “Center for Mindful Eating”, em permitir a cada um de nós tornar-se desperto para as oportunidades positivas e nutritivas que estão disponíveis a partir do acto de seleção e preparação dos alimentos, respeitando a nossa sabedoria interior. Esta prática pretende ajudar-nos a mudar a nossa relação com a comida, aprendendo a usar todos os nossos sentidos, escolhendo comer alimentos que nos satisfaçam e que ao mesmo tempo sejam nutritivos para o nosso corpo e reconhecendo as nossas reações à comida: o que gostamos, o que não gostamos, o que nos é indiferente, sem julgamentos e adquirindo cada vez mais consciência do que é realmente a nossa fome física (e não a nossa fome emocional) e das pistas que nos indicam que já estamos saciados e, assim, guiarmos as nossas decisões do início ao fim de uma refeição. Segundo Leo Babauta no seu livro “52 Changes”, comer em atenção plena ajuda-nos a comer mais devagar e a saborear mais plenamente os alimentos, em lugar de os devorarmos. Deste modo, ficamos saciados mais rapidamente e não comemos tanto. Este autor sugere o seguinte exercício para iniciar uma mudança gradual para uma alimentação em atenção plena: Escolha uma refeição por dia e assuma para consigo próprio(a) o compromisso de comer essa refeição em atenção plena, todos os dias durante uma semana. Durante a refeição escolhida, não olhe para o seu telemóvel, nem para o computador ou para a televisão e não leia ou tenha qualquer espécie de entretenimento. Limite-se a comer. Escolha um sítio específico para comer. À mesa e sem mais nada a não ser um copo de água ou uma chávena de chá. Olhe para a comida e disfrute da “beleza” do que se prepara para comer. Saboreie cada garfada, mastigue devagar e prove os alimentos plenamente. Desfrute dos sabores e das texturas. Uma dentada de cada vez. Deglute os alimentos e inspire antes de sequer considerar devorar a próxima garfada. Repare nos seus “gatilhos” emocionais antes de comer e enquanto está a comer. Quando estiver quase a terminar, faça uma pausa de 5 minutos. Perceba se está satisfeito, vá fazer qualquer outra coisa e coma mais, apenas se ainda sentir fome após 5 ou 10 minutos. Leo Babauta, propõe ainda que continue a praticar durante todo o ano. Poderá fazê-lo em eventos sociais e em festas poderá “abusar” um pouco pois só comerá uma pequena quantidade, já que comerá mais devagar. Preparados para o desafio? [fonte] Fontes de informação: http://www.thecenterformindfuleating.org/; http://amihungry.com/what-is-mindful-eating/; Babauta, Leo. 52 Changes (Ebook) Fonte da imagem: http://www.intuitivelywell.com/change-from-within-mindful-weight-management/[/fonte]

Programar refeições: a ajuda pode fazer a diferença!

Uma alimentação saudável pode melhorar o bem-estar do doente oncológico. Contudo, decidir o que comer, fazer as compras e preparar os alimentos requer um grande dispêndio de tempo e energia, o que pode ser um entrave.

Se tem tomate… tem quase tudo

Se há tomate, há um universo de possibilidades para preparar uma refeição gostosa e saudável. Ele é o principal ingrediente do molho de tomate usado na pizza e nas massas, do molho de vinagrete e, não podia faltar, do moderno ketchup. O tomate pode virar sumo, sopa ou ser o componente principal de vários tipos de saladas.

Explore «a força da natureza»

alimentos

Ao longo de 4 anos «a força da natureza» tem dado a conhecer novas facetas da qualidade nutricional de muitos alimentos. Até agora contam-se 72 artigos originais sobre alimentos, reunindo informação atualizada e suportada cientificamente.

A magia da serotonina

Sabia que uma alimentação saudável é vital para melhorar o funcionamento cerebral e o bem-estar mental? Hoje sabe-se que tudo o que ingerimos interfere com a nossa mente e o nosso corpo! É por isso que muitas vezes quando estamos tristes ou mesmo aborrecidos pode haver tendência para comer doces, ficando com a sensação de que nos sentimos melhor. Claro que esta sensação de melhoria não acontece simplesmente por magia, mas sim devido a reações que ocorrem no organismo influenciadas pelos alimentos que ingerimos. Como é que acontece tudo isto?! A verdade é que existem muitos alimentos, como por exemplo o chocolate, o pão, as massas, o leite, que podem contribuir para melhorar o humor, o movimento, a atenção e a aprendizagem, pois estimulam a produção dos neurotransmissores responsáveis pelo prazer, pelo bem-estar e a euforia. A serotonina, a dopamina, a noradrenalina e a acetilcolina são os responsáveis. No campo da alimentação, um dos neurotransmissores mais estudados é a serotonina. No sistema nervoso, a serotonina desempenha um importante papel, apresentando diversas funções como a libertação de algumas hormonas, a regulação do sono, a temperatura corporal, o apetite, o humor, a atividade motora e nas funções cognitivas. As alterações nos níveis de serotonina (níveis baixos ou problemas na sinalização com o recetor) têm sido relacionadas com o aumento do desejo de ingerir doces e hidratos de carbono. Triptofano: o aminoácido percursor da serotonina Com níveis normais deste neurotransmissor a circular no corpo, atinge-se mais facilmente a saciedade e consegue-se um maior controlo sobre a ingestão de açúcares. Mas os níveis adequados de serotonina no cérebro estão dependentes da ingestão alimentar de triptofano, o aminoácido precursor da serotonina. Encontramos, o triptofano em alimentos como o queijo, a aveia, o feijão, a ervilha, a laranja mas também no arroz e na massa integral. O triptofano é um aminoácido essencial. Significa que o organismo não o consegue produzir, e por esse motivo, deve ser diariamente veiculado pela alimentação. Por exemplo, se fornecermos ao organismo uma alimentação com alto teor de proteínas e baixo em hidratos de carbono, não são atingidos os mesmos níveis de serotonina que uma refeição com valores mais altos de hidratos de carbono e baixos em proteínas nos permite alcançar. Isto é, numa refeição ligeira, comer uma sanduíche de queijo, com duas fatias de pão, em vez de comer apenas queijo, experimentará maior saciedade e bem-estar. A serotonina tem um papel evidente no controlo da ingestão de alimentos e consequentemente na saciedade que uma refeição proporciona, influenciando positivamente o humor. [fonte]Referências: Cowen, P. J., & Lucki, I. (2011). Serotonin revisited. Psychopharmacology, 213, pp. 167-169; Fernanda Feijó, M. B. (2010, Novembro 2). Serotonina e controle hipotalâmico da fome: uma revisão. pp. 74-77; Kaufman, A. (2012) – Alimento e emoção. São Paulo: Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Fonte da imagem: http://naturalserotonin.blogspot.pt/2012/10/effective-ways-how-to-increase.html[/fonte]

Hortoterapia: ligue-se à natureza!

A primavera chega, e há mais vontade de realizar atividades ao ar livre. Está recordado da nossa sugestão, de com apenas um metro quadrado construir uma mini horta? Passaram 2 anos. E então, já tem? Ter uma mini horta em casa, pode ser benéfico, tanto a nível psicológico como físico. O conceito de hortoterapia surge assim, pela importância da interação entre as plantas e o ser humano. A hortoterapia mistura dois campos: horticultura, isto é, o ato de cuidar as plantas e a terapia. Portanto, como  ferramenta terapêutica pode: ajudar na redução do stress. O relaxamento proporcionado pelos ambientes repletos de plantas, proporcionam às pessoas sentimentos de independência, construindo assim a sua auto estima. Ao dedicar-se à sua mini horta, está a colocar toda a sua atenção nesta tarefa, bloqueando assim os pensamentos de stress. promover o crescimento a nível cognitivo e social mas também o crescimento psicológico, físico e espiritual. Ao nível cognitivo, o ato de cultivar é associado ao aumento da atenção, bem como na melhoria da capacidade de resolver problemas e na aptidão de seguir instruções. A horticultura oferece oportunidades para que aconteçam atividades em grupo e troca de experiências, intensificando deste forma os benefícios sociais. Sobre os benefícios físicos que pode obter em ter uma mini horta em casa, alguns deles são: o fortalecimento dos músculos, maior amplitude de movimentos, e consequente melhoria da circulação sanguínea e da respiração. Cuidar das suas plantas cria uma comunhão com a natureza e uma sensação de paz e harmonia, satisfazendo desta forma o nível espiritual. O valor terapêutico das plantas não é limitado apenas aos jardins, pode- se alargar a um pequeno conjunto de vasos numa janela ou num terraço. Então é desta que constrói uma hortinha? Pense como é bom chegar a casa, depois de um longo dia de trabalho, dedicar algum do seu tempo às plantas que cultivou. Ligue-se à natureza e obtenha todos os benefícios que ela pode proporcionar. [fonte]Referências: Jenny Cecilia Pfeffer J. 2007. Horticultural Therapy in Tennessee; American Horticultural Therapy Association definitions and positions, disponivel em: http://ahta.org/sites/default/files/DefinitionsandPositions.pdfFonte da imagem: http://portalsenciente.files.wordpress.com/2013/05/projeto_arvores.png [/fonte]