“A palavra é tempo; o silêncio, eternidade”
Segundo a Wikipédia, silêncio é ausência total ou relativa de sons audíveis.
O silêncio é cultivado desde a antiguidade por monges, desde São Francisco de Assis até ao Dongen Zeiji (Budista Japonês), por artistas, desde o Ingmar Bergman, com o filme “O Silêncio” até ao compositor John Cage com a peça de música “O som do silêncio-4’33”.
No nosso dia-a-dia estamos cercados de vários tipos de sons: das palavras, dos automóveis, dos telemóveis, da televisão ou da rádio, dentro e fora de casa, no escritório, nas lojas e até nos transportes públicos.
Estamos constantemente a ouvir mas criamos pouco espaço para escutar.
É através do silêncio que nos deixamos atingir pelo que está à nossa volta, numa postura mais activa do que passiva, que exige esforço e concentração. É nesse vazio que somos confrontados com nós mesmos, sem subterfúgios nem fuga possível. É no silêncio, que não é apenas ausência de ruído, que podemos escutar a nossa interioridade, a nossa respiração e prestar atenção aos nossos pensamentos, sentimentos e desejos mais profundos.
É através do silêncio e da escuta que nasce o diálogo.
John Cage – “O som do silêncio – 4’33”