O silêncio

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“A palavra é tempo; o silêncio, eternidade”

Segundo a Wikipédia, silêncio é ausência total ou relativa de sons audíveis.

O silêncio é cultivado desde a antiguidade por monges, desde São Francisco de Assis até ao Dongen Zeiji (Budista Japonês), por artistas, desde o Ingmar Bergman, com o filme “O Silêncio” até ao compositor John Cage com a peça de música “O som do silêncio-4’33”.

No nosso dia-a-dia estamos cercados de vários tipos de sons: das palavras, dos automóveis, dos telemóveis, da televisão ou da rádio, dentro  e fora de  casa, no escritório, nas lojas e até nos transportes públicos.

Estamos constantemente a ouvir mas criamos pouco espaço para escutar.

É através do silêncio que nos deixamos atingir pelo que está à nossa volta, numa postura mais activa do que passiva, que exige esforço e concentração. É nesse vazio  que  somos confrontados com nós  mesmos, sem subterfúgios nem fuga possível. É no silêncio, que não é apenas ausência de ruído, que podemos escutar a nossa interioridade, a nossa respiração e prestar atenção aos nossos pensamentos, sentimentos e desejos mais profundos.

É através do silêncio e da escuta que nasce o diálogo.

John Cage – “O som do silêncio – 4’33”

André Louro

Sobre André Louro

André Louro é especializado na área da psicologia da saúde. Doutor pela Universidade Autónoma de Barcelona. Colaborou no Stop Cancer Portugal até Abril de 2013 com a rubrica "Espaço Psi".