Cancro do testículo: auto-exame testicular

O cancro do testículo, como já foi referido no meu post anterior, afecta uma baixa percentagem de homens, mas é, ao mesmo tempo, uma importante causa de mortalidade na faixa etária dos 15 aos 35 anos. Quando detectado a tempo, a probabilidade de cura é de cerca 90%.

O auto-exame testicular, ou seja, a inspecção e palpação do testículo e escroto (bolsa que contêm os testículos) permite a detecção precoce deste cancro. O Dr. Jorge da Silva, urologista do IPO de Lisboa, explica no vídeo que se segue a importância do auto-exame testicular.

 

Este auto-exame deve ser realizado a partir dos 15 anos, mensalmente, depois do banho com água quente ou morna. O calor vai permitir que o escroto relaxe, facilitando a detecção de:

(I) alteração de tamanho ou de peso dos testículos (é normal que um seja um pouco maior que o outro); (II) presença de massa ou nódulo duro no testículo (não confundir com o epidídimo, um canal que se encontra na região superior e posterior do testículo); (III) líquido no interior do escroto; (IV) dor ou desconforto na virilha, escroto e testículo.

Esta técnica é composta por 3 etapas:

  1. Em frente ao espelho, com uma mão levante o pénis e procure por alterações de textura ou cor na pele;
  2. Com as duas mãos, segure cada testículo e localize o epidídimo, para não o confundir com nódulos;
  3. Faça rolar cada testículo, com suavidade, com os dedos médio, indicador e polegar. Procure pelas alterações referidas acima.

Se durante este auto-exame detectar alguma alteração, procure o seu médico para avaliação.

Miguel Oliveira, natural de Braga, licenciado em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem de Calouste Gulbenkian – Universidade do Minho (2007), com passagem por Itália na área oncológica ao abrigo do programa de intercâmbio Europeu ERASMUS. Formador com CAP (2008), Pós-Graduado em Neuropsicologia de Intervenção pelo CRIAP/Associação Portuguesa de Neuropsicologia (2010). Colaborou no IEFP como formador. Iniciou a atividade de enfermagem em 2008 num hospital oncológico em Portugal, atualmente exerce a profissão no Reino Unido. Colaborou em vários projetos relacionados com a prevenção primária e apoio a doentes com cancro colo-rectal e seus familiares (Europacolon Portugal). Membro ativo na Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa, atualmente colaborador no Workgroup Dor. Por indicação do autor, os seus textos não obedecem ao novo acordo ortográfico.     Miguel Oliveira, born in Braga, Portugal, completed the Nursing License Degree at Calouste Gulbenkian Superior Nursing School, University of Minho (2007), with oncology experience in Italy under the European student exchange program ERASMUS. Former certified by IEFP (2008), completed the Post-Graduate Degree in Neuropsychology Intervention at CRIAP/ Portuguese Society of Neuropsychology (2010). Collaborated with IEFP as a former. Started as a Nurse Staff in 2008 in a cancer hospital in Portugal, at the moment is a Registered Nurse working in the UK. Collaborated in several projects dedicated to cancer primary prevention and support to colorectal cancer patients and its family (Europacolon Portugal). Active member of the Portuguese Association of Oncology Nursing, at the moment collaborates with the Pain Workgroup.