A saúde como valor

A saúde é um bem precioso demais para a negligenciarmos. Para a maioria das pessoas, a saúde está à frente da felicidade na escala das suas preocupações centrais. Isso é bom. São estados que se relacionam entre si. Por isso é que as pessoas felizes têm geralmente melhores defesas imunitárias e vivem mais tempo. E a saúde é, por si só, condição necessária para aquela sensação de bem-estar e prazer de viver que está ligada ao sentimento de felicidade. É sabido que cada pessoa reage de forma distinta àquilo de que se alimenta e às condições ambientais em que vive – fatores que, não sendo únicos, influenciam bastante o estado de saúde. As causas das doenças nem sempre são claras. Há detalhes de natureza genética e de personalidade que tornam algumas pessoas mais resistentes (pelo menos durante mais tempo) aos ataques de vírus, bactérias, alergénicos, fungos, radicais livres, pressão alta e muitos outros intrusos ou anomalias pouco recomendáveis. Não é invulgar encontrar-se pessoas que, tendo levado vidas problemáticas, com múltiplas contrariedades e alimentação desequilibrada, acabam por morrer de longevidade e não por causa de uma qualquer doença. Outras situações também podem surpreender-nos mas por razões contrárias. É o caso de muitas pessoas jovens que, contra todas as expectativas e desafiando o seu aparente bom estado de saúde, morrem subitamente de paragem cardíaca. Estes exemplos servem também para demonstrar que a capacidade do corpo humano para lidar com a doença é bastante flexível e individualizada. De uma coisa, porém, não devemos ficar dependentes: do fator sorte. É que nenhum de nós, por muitos exames médicos que faça, consegue conhecer suficientemente bem o corpo para saber o que nos pode acontecer nos próximos minutos ou num qualquer ponto do futuro. Confiar no facto de haver pessoas “que comem de tudo”, “resistem a tudo” e só morrem de velhice é extremamente arriscado. Primeiro, porque a percentagem desses valentões é extremamente baixa; segundo, porque os fatores de risco são tantos que as melhores defesas são, neste caso, a prevenção. A prevenção dá-nos maiores garantias de atingirmos e mantermos uma saúde ótima. E uma consciência tranquila oferece-nos confiança e serenidade.
Programar a mente para a saúde

Muitas pessoas estão, neste preciso momento, doentes mas ainda não o sabem. Várias enfermidades atacam silenciosamente durante anos sem quaisquer sinais da sua permanência. Em outros casos (talvez a maioria), são as pessoas que, inadvertidamente, estão a promover condições para o aparecimento de doenças e outras mazelas sem que disso tenham, todavia, consciência. Ou se têm, como também acontece, preferem ignorar as advertências e os sinais de alerta porque simplesmente se sentem, por enquanto, bem. A grande maioria das pessoas nasce para viver com saúde. É o estado de equilíbrio para o qual tende a vida. Contrariamente ao que se possa imaginar, os nossos genes desconhecem o envelhecimento e possuem três características que lhes garantem um percurso bem sucedido: têm capacidade para se reproduzirem imensas vezes dando origem a genes idênticos e transmitem-se de geração em geração, até mesmo de espécie em espécie, por enormíssimos períodos de tempo. Devido a esse conjunto de aptidões é que certos genes se mantêm inalterados desde há muitas centenas de milhões de anos, estando distribuídos pelas diferentes espécies de seres vivos. Cada um de nós carrega em si todo um código genético que determina um conjunto de características a que podemos chamar personalidade (aqui entendida como o conjunto de aspetos biológicos, psicológicos e comportamentais que nos diferencia dos demais seres humanos) e que, em boa medida, é responsável pela nossa capacidade de resistência à doença. E isto acontece porque os genes têm como finalidade reproduzirem-se necessitando dos organismos para sobreviverem. Cumprida essa missão, que resulta na sua transferência (através da fecundação dos hospedeiros) para as gerações seguintes, o nosso envelhecimento é inevitável: a natureza, muito simplesmente, prescinde de nós e resta-nos a morte. Quer isto também dizer que o fim da vida de cada um está programada? Até certo ponto podemos encarar que sim devido aos limites de resistência do nosso organismo ao envelhecimento. Mas isto não é de forma alguma uma programação feita com um grande rigor. E porquê? Porque nós temos também um grande poder sobre a vida! E, por isso mesmo, no que aos nossos genes diz respeito, nem tudo são más notícias. Muitos fatores, como os psicológicos, os comportamentais, os sociais e os ligados ao meio ambiente em que estamos inseridos, podem influenciar a qualidade de vida e a longevidade do organismo. Assim sendo, resta constatar que nem sempre se morre de velhice só porque os genes assim o estabeleceram. Acidentes à parte, adoece-se e pode-se morrer por razões que nada têm a ver com os fatores genéticos (embora eles também tenham uma palavra a dizer no que diz respeito, por exemplo, à qualidade do sistema imunológico e à sua capacidade de nos defender de doenças). É verdade que os genes “desejam” que os organismos sejam saudáveis e se reproduzam para que eles possam espalhar-se na população mantendo a continuidade da nossa espécie (o mesmo acontece com os outros seres vivos). As muitas centenas de milhões de células dos nossos filhos contêm os genes que lhes transmitimos. Se forem bons terão mais probabilidades de gozarem de melhor saúde, terem filhos e viverem mais tempo. O contrário ditará, mais cedo ou mais tarde, problemas. São os genes os responsáveis, total ou parcialmente, por muitas doenças, malformações e degenerescências. O nosso organismo está envolvido a todo o momento em milhões de processos biológicos de variada natureza. São esses processos que fazem o nosso coração circular o sangue por todo o corpo transportando nutrientes vitais. São eles que nos permitem respirar, que nos fornecem o sono para recuperarmos as energias, que nos facultam aptidões como pensar, imaginar, falar, ver, ouvir e aprender. A lista de recursos e possibilidades que o organismo nos faculta é, de facto, imensa e variada. Permite-nos pois a experiência do viver – algo que poucos, muito poucos, recusarão. É muito estranho aquele tipo de desculpas que algumas pessoas usam para justificar maus hábitos de saúde e que se resume à óbvia e inatacável constatação de que “para morrer basta estar vivo”. Por exemplo, os viciados em tabaco tendem a defender-se argumentando que há muita gente que é vítima de cancro do pulmão sem nunca ter pegado num cigarro como se isso bastasse para nos convencer de que tudo se resume a uma espécie de lotaria. Também os gulosos, os daquele estilo que só param de comer quando já têm o estômago pronto a rebentar, parecem ter prazer em desafiar os mais comedidos nestas questões de apetite com desculpas do género “não tenho de me preocupar, os resultados das análises que fiz no ano passado estavam excelentes”. Infelizmente, o vício e a gula, tal como a soberba, costumam ter um preço elevado e não se importam de esperar pelos seu efeitos. Mais cedo ou mais tarde chega a hora da verdade e o panorama pode ser tudo menos radioso 10 ou 20 anos depois.
Stop Cancer Portugal: Criamos Conteúdos Certificados Cientificamente

O interesse na aquisição de novos hábitos de vida tem vindo a crescer e ganhar, de dia para dia, mais adeptos em Portugal. Os números do Stop Cancer Portugal comprovam-no.
A banalidade do mal: confundir conforto com bem-estar

O “conforto” pode ser perigoso e nada saudável, sobretudo quando o confundimos com “bem-estar”. O autêntico “bem-estar” tem mais a ver com saúde, e, por conseguinte, é algo bem mais seguro e preferível. A filósofa Hannah Arendt chamou de “banalidade do mal” a tudo aquilo que os humanos podem acostumar-se de bom grado mesmo que, em sua justiça, tenham consciência ou conhecimento de que lhes poderá trazer malefícios (a si mesmos e aos outros). Somos seres de hábitos aprendidos (a maioria daquilo que nos faz ser quem somos é aprendido!) e, como tal, educam-nos e educamo-nos para aderir com grande facilidade às inúmeras situações de conforto que abundam na nossa sociedade. Gostamos de estar confortavelmente sentados (e isso pode ser merecido e perfeitamente justificado) como podemos gostar de alimentos super agradáveis mesmo que sejam completamente artificiais e carregados de aditivos (que provocam dependência). É óbvio que, nestas coisas, a quantidade conta mas isso leva a que, muitas vezes, facilitemos a repetição dos erros (com desculpas ao estilo de “uma só vez não faz mal” e que servem apenas para apaziguar ou enganar a consciência!). Há pessoas que fazem isso durante anos ao ponto da sua vida e o seu aspecto mudarem: engordam, desenvolvem doenças, deformam-se, tornam-se mais lentos e envelhecem mais rapidamente. A esse conforto podem chamar-lhe bem-estar (apenas porque se sentem bem) mas estão errados. Saúde e bem-estar: dois conceitos interligados O verdadeiro bem-estar tem a ver com a saúde. E todo o conforto que atente contra a saúde não é bem-estar. Para que o conforto faça parte do nosso bem-estar temos de ver as coisas de forma mais racional colocando a saúde em primeiro lugar (e não fazer disso um jogo de lotaria, confiando na sorte). Quase todo o conforto moderno contém uma dose perigosa de risco. Não dependerá apenas da dosagem mas da própria natureza e do tipo de confortos a que nos entreguemos. Isso é óbvio. Para irmos mais longe nesta curta reflexão pensemos que o nosso organismo não está adaptado ao estilo de vida actual, de que fazem parte, por exemplo, os alimentos processados industrialmente e onde impera, entre outros venenos, o açúcar refinado. Somos seres vivos preparados para ambientes completamente diferentes daqueles em que, provavelmente, viveremos toda a nossa vida. E não será nos próximos tempos que a evolução biológica (que é lenta) vai tornar-nos aptos para o mundo moderno. Basta pensar que embora tenhamos aumentado a esperança de vida (devido, sobretudo, a mais higiene e melhores medicinas) surgiram inúmeras doenças de incompatibilidade que antigamente eram mais raras com a diabetes tipo 2, certos cancros como o do cólon, a osteoporose, doenças cardíacas, obesidade mórbida, entre outras. Para contrariar as duas horas que estive aqui sentado a trabalhar, vou dar uma caminhada. [fonte] Créditos da imagem: http://www.mirror.co.uk/news/technology-science/the-obesity-epidemic—whats-going-255260 [/fonte]
O Relógio da Vida: a saúde em devido tempo

A perceção que temos do tempo é que ele é linear (parece existir no sentido do passado para o futuro) e simultaneamente cíclico (a noite e o dia, as estações do ano que se repetem, etc.).
Ligue os seus “botões mentais”

O desenvolvimento da nossa personalidade no sentido da “excelência” ou da “otimização” da pessoa que somos e de como tomamos decisões e nos comportamos está muito dependente da nossa vontade. Muitas vezes temos perfeita consciência de que há aspetos em que poderemos francamente melhorar mas vamos adiando a hora de iniciarmos uma mudança efetiva. É praticamente como deixar um vício: vamos sucessivamente adiando para amanhã…. num eterno adiar. Infelizmente, até na prevenção da saúde isso acontece. O segredo talvez esteja em começarmos por pequenas operações que, a pouco e pouco, se vão-enraizando na nossa mente, estabelecendo novas configurações. Na verdade, é um processo de aprendizagem e, como tal, a melhor maneira de o fazermos é definir metas alcançáveis e introduzindo pequenas estratégias. O cérebro é nosso amigo! Afinal, ele é nosso. É nele que temos “guardadas” coisas como a nossa autoconsciência (a consciência de quem somos), a nossa memória, os nossos saberes, as nossas emoções e tudo o mais que nos permite viver plenamente! Iniciar a Mudança O investigador Ken Robinson lançou, em 2009, o livro que levaria o título de “O Elemento” na edição portuguesa (2010). Ele chama de “elemento” o ponto onde a nossa aptidão natural e a paixão pessoal se encontram. As pessoas que conseguem estar no seu “elemento” são levadas para além das experiências comuns de prazer e felicidade. Diz o autor: «quando entramos no nosso “elemento”, ligamo-nos a algo fundamental para a nossa identidade, o nosso desígnio e o nosso bem-estar. Recebemos um sentido de auto-revelação, compreendemos quem realmente somos e o que é suposto fazermos das nossas vidas». Todo o caminho de mudança passa pela conjugação de três verbos: ter, adorar e querer. “Ter” é a capacidade para fazer algo. Envolve os nossos recursos como a inteligência, a motivação, a capacidade de realizar algo, um talento ou um saber. “Adorar” é aplicar outra capacidade: a de gostar muito de algo que pode fazer-nos felizes, como o próprio desejo de crescimento pessoal. Está ligada à motivação e ao prazer de conseguirmos algo porque nos apaixonamos por ela. Finalmente, o “querer” afeta o nosso carácter, a autoestima, a perceção que temos de nós mesmo e dos outros, bem como as expetativas deles em relação a nós. Os “Botões Mentais” Imagine que temos uns botões mentais em que podemos mexer. É assim que eu faço quando quero mudar algo em mim. Tenho o “botão da saúde”, o “botão das emoções”, etc. Poderá parecer muito racional, mas não é. É uma questão de auto-disciplina pois a nossa mente é um bocado caótica se não a organizarmos. Eis os principais botões: Competências > traduz a capacidade da pessoa para lidar com os desafios e obrigações da vida e que lhe permitam ser autónomo. Envolve variáveis de tipo cognitivo, emocional e social. Com elas valorizamo-nos! Cognição > diz respeito às atividades do pensamento, do raciocínio, da perceção, da memória, da aprendizagem, da criatividade e da inteligência, entre outras. Com ela podemos desenvolver ainda mais o nosso “poder mental”! Sabedoria > forma de conhecimento extenso que depende da experiência de vida, envolvendo alguma combinação entre inteligência e criatividade, e que permite obter um discernimento pragmático sobre os problemas e situações do dia-a-dia e/ou profissionais e sociais. É mais do que simplesmente “conhecer” e torna a pessoa cativante! Saúde > estado geral do indivíduo e que está associado à noção de bem-estar. É fundamental para que a nossa vida siga reforçada por um bom funcionamento do organismo! Satisfação de Vida > avaliação que permite às pessoas refletir sobre as discrepâncias percebidas entre as aspirações e a realizações conseguidas. Bem-estar Psicológico > sentimento de satisfação que envolve a autoestima, o ânimo, o equilíbrio afetivo, a autoimagem e outras dimensões. É determinante!
Stop Cancer Portugal: 5 anos celebrados com milhares de visualizações

O Stop Cancer Portugal foi criado há 5 anos e recebe, em média, 20 mil visualizações por mês. Os acessos à página fazem-se a partir de Portugal, mas também de países como Brasil, Suíça, França, Reino Unido e Estados Unidos.
Alecrim, sempre aos molhos!

O alecrim é uma planta que todos conhecemos, nem que seja por ouvir o seu nome na música tradicional Portuguesa Alecrim, com o célebre refrão “alecrim aos molhos”. Já pensou em tê-lo aos molhos num vaso em sua casa? Rosmarinus officinalis ou simplesmente alecrim é uma planta perene sempre-verde, densa e lenhosa. O seu caule é frondoso com casca castanha cinzenta estalada e rebentos novos pilosos que estão cobertos por folhas estreitas, aromáticas, rijas, escuras brilhantes por cima e acinzentadas por baixo. Pode atingir as dimensões de um arbusto grande e desordenado, mas tem crescimento lento, adaptando-se a vasos de todos os tamanhos. Como plantar alecrim? Veja como é fácil cultivar e ter alecrim. Siga apenas estes 4 passos: Instale por sementeira direta, isto é, adquira as sementes em qualquer loja de produtos agrícolas, ou faça mesmo uma compra online Coloque as sementes, 5 a 30 mm de profundidade na terra a uma distância de aproximadamente 80 cm, uma vez que a planta se torna bastante grande. Portanto para um vaso ou para um metro quadrado de terra, use apenas 1 semente A planta necessita de um solo bem drenado e um local com muita iluminação, assim a rega deve ser feita todos os dias, e se necessário de manhã e ao fim da tarde. Se estiver um dia cinzento, basta regar uma vez. O alecrim adapta-se bem a temperaturas mais baixas. Após 90 dias do cultivo pode colher as pontas de alecrim e começar a usar na cozinha. O alecrim é um ótimo tempero para qualquer prato. Pode utilizá-lo na sopa, na confecção de um prato principal, em saladas, e até para beber um chá, de agradável sabor. Esta planta apresenta na sua constituição química, alguns componentes bioativos: diterpenos fenólicos, sobretudo o ácido carnósico e o carnosol, e triterpenos como o ácido ursólico. Estes conferem ao alecrim propriedades anti inflamatórias e uma ação antioxidante, hepatoprotetora e anticancerígena. Experimente apanhar alguns ramos de alecrim, leve as folhas num tabuleiro ao forno e toste-as! Depois adicione o alecrim tostado em saladas ou numa sandwich de salmão fumado ou de carne assada com alface e rúcula. Diga-nos se gostou da combinação. [fonte] Referências: Clevely Andy, Katherine Richmond. Manual completo de Plantas e Ervas Medicinais. Lisboa: Editorial Estampa; Isabel Borrás-Linares , Zorica Stojanović et Al. Rosmarinus Officinalis Leaves as a Natural Source of Bioactive Compounds . Int. J. Mol. Sci. 2014, 15, 20585-20606; doi:10.3390/ijms151120585. Kyung-Soo Chun, Juthika Kundu, In Gyeong Chae, Joydeb Kumar Kundu. Carnosol: A Phenolic Diterpene With Cancer Chemopreventive Potential. Journal of cancer preventionVol.19, No.2 June, 2014. Fonte da imagem: http://2.bp.blogspot.com/-t0Obzn0_peQ/Un0lD-tTAnI/AAAAAAAAAwA/Za6nUPbK87s/s1600/[/fonte]
Os 10 mais lidos em 2014

Como é habitual antes do final do ano, são divulgados os 10 artigos mais populares deste espaço. Apresentamos o artigo mais lido de cada autor publicado nos últimos 12 meses.
A murta que plantar, o seu perfume ficará no ar

A murta é uma planta que toma a forma de um arbusto. Mais abundante na zona centro e sul de Portugal continental, é rara no norte do País. É uma espécie da família das Myrtaceae e que em latim se dá o nome de Myrtus communis L. De pequena dimensão, apresenta caule com casca falhada vermelho acastanhada, folhas ovais compridas, verde-escuras, brilhantes, dotadas de glândulas oleosas e flores perfumadas. O fruto é uma baga de cor negro-azulada que é comestível. As flores da murta, as bagas e as folhas tem algumas utilidades culinárias. Por exemplo, se pretender uma salada ou uma guarnição para os seus pratos, deve utilizar as flores frescas. Para fazer um delicioso prato de carne, as folhas e as bagas vão dar um sabor especial. As bagas apresentam um sabor adstringente, podendo substituir a pimenta no tempero da carne. Também são utilizadas para fazer licor. Para além da utilização culinária, a murta tem presença evidente no mundo da cosmética e perfumaria, onde se utilizam os seus óleos essenciais, extraídos por destilação. Como plantar murta no seu jardim O primeiro passo para ter murta no seu jardim, é aprender como cultiva-la. Siga 5 passos simples: Instale por sementeira direta: adquira as sementes em qualquer loja de produtos agrícolas, ou faça mesmo uma compra online Coloque as sementes, 5 a 30 mm de profundidade na terra a uma distância de aproximadamente 50 cm. Para um metro quadrado de terra, use um total de 2 sementes, no conjunto de vasos recomendamos uma semente em cada vaso. A planta necessita de um solo bem drenado e um local com muita iluminação, assim a rega deve ser feita todos os dias, e se necessário de manhã e ao fim da tarde. Se estiver um dia cinzento, basta regar uma vez. Em zonas mais frias, deve realizar-se proteção das plantas. Apare a planta em pleno florescimento, para tomar forma. A murta deve ser colhida quando já estiver em pleno desenvolvimento. Conheça agora os benefícios nutricionais e medicinais que pode obter com a murta. O fruto da murta apresenta na sua constituição (por 100 g), algumas proteínas (4,17%), fibras (17,41%) e muito pouca energia (11,21 Kcal/g). Na sua composição encontram-se 14 ácidos gordos, onde predominam os insaturados (73,68%), destacando-se o ácido oleico. Nos extractos de folhas, podemos encontrar como principais compostos fenólicos, os flavonóides, cumarinas e taninos, conferindo atividade antioxidante à planta. A murta pode ajudá-lo a sentir-se bem de duas formas: estando presente nas preparações culinárias e no seu jardim, com o seu agradável perfume. [fonte]Referências: Clevely Andy, Katherine Richmond. Manual completo de Plantas e Ervas Medicinais. Lisboa: Editorial Estampa; Sedat Serce, Sezai Ercisli, Memnune Sengul, Kazim Gunduz, and Emine Orhan. Antioxidant activities and fatty acid composition of wild grown myrtle (Myrtus communis L.) fruits. Pharmacogn Mag. 2010 Jan-Mar; 6(21): 9–12. Cevat Aydın, , ,M. Musa Özcan . Determination of nutritional and physical properties of myrtle (Myrtus communis L.) fruits growing wild in Turkey. Journal of Food EngineeringVolume 79, Issue 2, March 2007, Pages 453–458. Myrtus Communis L. AGROTEC_6_29.pdf. Pereira, P, , Cebola, MJ and M. Gabriela Bernardo-Gil1. Comparison of Antioxidant Activity in Extracts of Myrtus communis L. Obtained by SFE vs. Solvent Extraction. Journal of Environmental Science and Engineering A 1 (2012) 115-120. [/fonte]
Mantenha uma vigilância ativa

No momento em que estou a escrever esta nota, tenho uma série de elétrodos “colados” na pele do peito que têm por missão fazer o registo contínuo do ritmo do meu coração durante 24 horas.
Os 5 mais lidos no facebook

Como é habitual no mês de agosto, divulgamos os 5 artigos mais lidos e populares na nossa página do facebook, publicados nos últimos 6 meses. Pensamos que gostaria de passar os olhos, um por um.
Calculadora «Livre-se do Tabaco»

Por mais gente que tenha à sua volta a dizer-lhe, «deixa de fumar!», esta atitude só se tornará real quando tomar consciência de todos os perigos a que está exposto ao fumo do tabaco. Preservar a saúde, adotar hábitos saudáveis, é uma tarefa diária e parte exclusivamente de cada um de nós. A motivação, o apoio e o ambiente adequado, para que ocorra o processo de mudança, são elementos fundamentais. Dois dos objetivos do Stop Cancer Portugal são informar e motivar para comportamentos que podem mudar, de facto, a sua vida. Mais! Insistimos que façam parte da sua vida. Por isso, apresentamos-lhe a nova calculadora «Livre-se do Tabaco» disponível quando aqui. O tabaco aumenta o risco de desenvolver muitos tipos de cancro: cancro do pulmão, cancro da boca (língua, laringe, lábios), cancro do esófago, do estômago, do pâncreas, da bexiga, entre outros. O tabaco é tão tóxico quanto dispendioso. Faça contas e veja com os seus olhos. Saiba quanto dinheiro poupa enquanto salva a sua vida! Pense a seu favor: com os euros que poupa, o que pode fazer, que lhe dê satisfação e prazer, mas sem colocar a sua vida em risco? Partilhe esta calculadora com alguém que já esteja com vontade de deixar de fumar.
Hortoterapia: ligue-se à natureza!

A primavera chega, e há mais vontade de realizar atividades ao ar livre. Está recordado da nossa sugestão, de com apenas um metro quadrado construir uma mini horta? Passaram 2 anos. E então, já tem? Ter uma mini horta em casa, pode ser benéfico, tanto a nível psicológico como físico. O conceito de hortoterapia surge assim, pela importância da interação entre as plantas e o ser humano. A hortoterapia mistura dois campos: horticultura, isto é, o ato de cuidar as plantas e a terapia. Portanto, como ferramenta terapêutica pode: ajudar na redução do stress. O relaxamento proporcionado pelos ambientes repletos de plantas, proporcionam às pessoas sentimentos de independência, construindo assim a sua auto estima. Ao dedicar-se à sua mini horta, está a colocar toda a sua atenção nesta tarefa, bloqueando assim os pensamentos de stress. promover o crescimento a nível cognitivo e social mas também o crescimento psicológico, físico e espiritual. Ao nível cognitivo, o ato de cultivar é associado ao aumento da atenção, bem como na melhoria da capacidade de resolver problemas e na aptidão de seguir instruções. A horticultura oferece oportunidades para que aconteçam atividades em grupo e troca de experiências, intensificando deste forma os benefícios sociais. Sobre os benefícios físicos que pode obter em ter uma mini horta em casa, alguns deles são: o fortalecimento dos músculos, maior amplitude de movimentos, e consequente melhoria da circulação sanguínea e da respiração. Cuidar das suas plantas cria uma comunhão com a natureza e uma sensação de paz e harmonia, satisfazendo desta forma o nível espiritual. O valor terapêutico das plantas não é limitado apenas aos jardins, pode- se alargar a um pequeno conjunto de vasos numa janela ou num terraço. Então é desta que constrói uma hortinha? Pense como é bom chegar a casa, depois de um longo dia de trabalho, dedicar algum do seu tempo às plantas que cultivou. Ligue-se à natureza e obtenha todos os benefícios que ela pode proporcionar. [fonte]Referências: Jenny Cecilia Pfeffer J. 2007. Horticultural Therapy in Tennessee; American Horticultural Therapy Association definitions and positions, disponivel em: http://ahta.org/sites/default/files/DefinitionsandPositions.pdfFonte da imagem: http://portalsenciente.files.wordpress.com/2013/05/projeto_arvores.png [/fonte]