Ansiedade, humor, os níveis de GABA no cérebro e o yoga

O GABA é responsável pela regulação da excitabilidade neuronal no sistema nervoso e na regulação do tônus muscular. A prática de posturas de yoga foi associada ao aumento dos níveis de GABA no cérebro.
Um ritmo saudável para o ano 2016

O ano novo de 2016 merece ser inaugurado com um novo ritmo, um ritmo saudável. No campo da saúde e da prevenção, em 2016 terá bons resultados se nas suas decisões, introduzir novas rotinas. Basta uma ou duas, novas rotinas a que o seu corpo não esteja habituado, para observar resultados positivos. Ou está com coragem de aceitar todas as minhas propostas? Nesse caso a reviravolta será notável!
A magia da serotonina

Sabia que uma alimentação saudável é vital para melhorar o funcionamento cerebral e o bem-estar mental? Hoje sabe-se que tudo o que ingerimos interfere com a nossa mente e o nosso corpo! É por isso que muitas vezes quando estamos tristes ou mesmo aborrecidos pode haver tendência para comer doces, ficando com a sensação de que nos sentimos melhor. Claro que esta sensação de melhoria não acontece simplesmente por magia, mas sim devido a reações que ocorrem no organismo influenciadas pelos alimentos que ingerimos. Como é que acontece tudo isto?! A verdade é que existem muitos alimentos, como por exemplo o chocolate, o pão, as massas, o leite, que podem contribuir para melhorar o humor, o movimento, a atenção e a aprendizagem, pois estimulam a produção dos neurotransmissores responsáveis pelo prazer, pelo bem-estar e a euforia. A serotonina, a dopamina, a noradrenalina e a acetilcolina são os responsáveis. No campo da alimentação, um dos neurotransmissores mais estudados é a serotonina. No sistema nervoso, a serotonina desempenha um importante papel, apresentando diversas funções como a libertação de algumas hormonas, a regulação do sono, a temperatura corporal, o apetite, o humor, a atividade motora e nas funções cognitivas. As alterações nos níveis de serotonina (níveis baixos ou problemas na sinalização com o recetor) têm sido relacionadas com o aumento do desejo de ingerir doces e hidratos de carbono. Triptofano: o aminoácido percursor da serotonina Com níveis normais deste neurotransmissor a circular no corpo, atinge-se mais facilmente a saciedade e consegue-se um maior controlo sobre a ingestão de açúcares. Mas os níveis adequados de serotonina no cérebro estão dependentes da ingestão alimentar de triptofano, o aminoácido precursor da serotonina. Encontramos, o triptofano em alimentos como o queijo, a aveia, o feijão, a ervilha, a laranja mas também no arroz e na massa integral. O triptofano é um aminoácido essencial. Significa que o organismo não o consegue produzir, e por esse motivo, deve ser diariamente veiculado pela alimentação. Por exemplo, se fornecermos ao organismo uma alimentação com alto teor de proteínas e baixo em hidratos de carbono, não são atingidos os mesmos níveis de serotonina que uma refeição com valores mais altos de hidratos de carbono e baixos em proteínas nos permite alcançar. Isto é, numa refeição ligeira, comer uma sanduíche de queijo, com duas fatias de pão, em vez de comer apenas queijo, experimentará maior saciedade e bem-estar. A serotonina tem um papel evidente no controlo da ingestão de alimentos e consequentemente na saciedade que uma refeição proporciona, influenciando positivamente o humor. [fonte]Referências: Cowen, P. J., & Lucki, I. (2011). Serotonin revisited. Psychopharmacology, 213, pp. 167-169; Fernanda Feijó, M. B. (2010, Novembro 2). Serotonina e controle hipotalâmico da fome: uma revisão. pp. 74-77; Kaufman, A. (2012) – Alimento e emoção. São Paulo: Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Fonte da imagem: http://naturalserotonin.blogspot.pt/2012/10/effective-ways-how-to-increase.html[/fonte]
Será que as emoções afetam assim tanto o que comemos?

Nova colaboração de Cristina Ferrão e Sofia Costa, alunas na Escola Superior de Castelo Branco a frequentar o Curso de Licenciatura de Nutrição e Qualidade Alimentar. A partir de hoje, haverá regularmente um espaço dedicado ao tema “Os alimentos e as emoções”. Muitos dos alimentos que escolhemos no dia-a-dia são, em parte, o resultado dos diferentes estados emocionais que estamos a viver. Por isso, torna-se difícil praticar uma alimentação equilibrada. Mas será que as emoções afetam assim tanto o que comemos? Sim, o comportamento alimentar é, de facto, bastante afetado pelas emoções, sendo que as escolhas alimentares, a quantidade e a frequência das refeições, estão ainda dependentes de múltiplas variáveis e, cada vez menos, estão relacionadas com as necessidades fisiológicas. Mas também acontece o inverso, o tipo de alimentação pode afetar os processos mentais, as emoções e o bem-estar. Por exemplo, sabe-se existirem certos nutrientes que interferem positivamente com o cérebro, o que faz com que possamos utilizar os alimentos ricos nesses nutrientes, para influenciarmos positivamente o humor e consequentemente o comportamento. A explicação científica para este envolvimento, entre alimentação e as emoções deve-se à química dos alimentos, por ser capaz de alterar a produção de certos neurotransmissores, as substâncias responsáveis por transmitir os impulsos nervosos entre o cérebro e o corpo, e que, se transformam em sensações. Com isto não significa que passemos a vida a comer só determinados alimentos, porque a base da alimentação saudável apoia-se no equilíbrio e na variedade para ser completa. Como é que os alimentos influenciam as emoções? Tem havido uma evidência científica crescente a mostrar que o humor positivo e o humor negativo estão associados a uma maior ou menor ingestão de alimentos ricos em hidratos de carbono e gordura, do que o humor neutro, o que demonstra que a qualidade da dieta tem impacto no nosso humor e, vice-versa. A alimentação tem significados que vão para além da mera função nutritiva, ela pode, por exemplo representar um “prazer imediato” e, portanto servir para aliviar e compensar sentimentos como tristeza, angústia, ansiedade e medo. É frequente consumirmos determinados alimentos, sobretudo doces, com a finalidade de mitigar determinados conflitos existenciais e entendidos como não tendo solução. É por isso que, por vezes, um alimento pode ser um condutor de afeto, mas torna-se um problema quando este substitui os confrontos e as rejeições. Compreender a relação que existe entre os alimentos e as emoções, como se influenciam, é o primeiro passo para fazer escolhas corretas e saudáveis e começar a adotar um estilo de vida saudável. [fonte]Referências: Canetti, L., Bachar, E., & Berry, E. M. (2002). Food and emotion. Behavioural Processes, 60(2), 157-164.; Christensen, L., & Brooks, A. (2006). Changing food preference as a function of mood. Journal of Psychology, 140(4), 293-306.; Kaufman, A. (2012) – Alimento e emoção. São Paulo: Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Fonte da imagem: http://www.healthyhippie.net/9-tips-for-healthy-eating/ [/fonte]
O sol da Primavera, um simples e benéfico prazer!
A Primavera está a chegar e com ela trás o magnífico sol que tanto nos aquece a alma e o coração! Depois de um Inverno escuro e chuvoso quase nos sentimos em êxtase com a possibilidade de sair para a rua e desfrutar do simples prazer de passear num dia ameno e com um céu radioso. Todos sabemos como o nosso humor melhora e como tudo parece mais ligeiro.
Rir é o melhor remédio!

Já se interrogou, por que razão emerge um número sem fim de anedotas e piadas na sequência de acontecimentos trágicos? E já lhe aconteceu ficar impávido e surpreendido perante a capacidade que algumas pessoas têm de rirem de si mesmas, às vezes em situações muito dramáticas? Há uma explicação para isto.
O melhor plano de saúde!

Qual é o melhor plano de saúde? Aquele que garante os melhores resultados? O termo técnico é prevenção! A verdadeira prevenção, a primária, começa no indivíduo e inclui: hábitos alimentares saudáveis, moderação no consumo do álcool, prática de uma atividade física regular, abstenção do tabaco, exames médicos regulares e exposição mínima a poluentes do ar, da água e dos alimentos.
50/50

O filme “50/50” estreou há alguns dias. É a história verdadeira de Will Reiser, o autor do argumento, que com muito sentido de humor conta como enfrentou o cancro.
O Humor e a Saúde

O riso e o humor são assuntos que têm atraído, desde da Grécia antiga, o interesse de filósofos e investigadores. A partir da década de 70, a investigação sobre estes temas têm crescido de uma forma exponencial.