É preciso proteger a sua mini horta do tempo frio
O frio chega sempre com o inverno e é mais rigoroso em janeiro. Por isso deve pensar em proteger a sua mini horta! Vejamos alguns aspetos importantes sobre o clima e as plantas e alguns conselhos úteis. As plantas são afetadas por estes elementos climáticos: temperatura, precipitação, radiação e vento. Os desafios trazidos pelo tempo frio A temperatura é o elemento climático que mais condiciona o desenvolvimento das plantas. Uma temperatura inferior a 0ºC é designada de temperatura de geada: há formação de gelo sempre que existe água disponível e, ocorre à superfície das plantas ou sobre a superfície do solo. A temperatura máxima para a vida vegetal é cerca de 54ºC, enquanto a temperatura mínima de crescimento é cerca de 5ºC, portanto acima dos 54ºC a maioria das plantas morre e abaixo de 5ºC a maioria deixa de crescer. No que diz respeito à precipitação, nesta altura do ano pode tornar-se desagradável às plantas, uma vez que se torna excessiva, principalmente nos solos de má drenagem. A radiação interfere no desenvolvimento das plantas através de diversas vias, promove e é essencial à fotossíntese, condiciona a temperatura ambiente, condiciona o desenvolvimento das plantas através do fototropismo, que é um mecanismo que está relacionado com o crescimento das plantas em direcção à luz e permite otimizar a captação de luz. Ou ainda com fotoperiodismo que consiste no nº de horas de luz e do escuro, variável conforme a época do ano e pode danificar as plantas. Por fim, o vento. É caracterizado pela sua direção predominante e pela velocidade. O vento é prejudicial na altura da floração e na altura da colheita. Os danos provocados pelo vento na altura da colheita estão diretamente relacionados com o porte das plantas e com o peso relativo dos frutos e o modo como se ligam à planta. Para proteger as plantas da geada, pode utilizar mulching, que consiste em utilizar musgo de trufa, folhas, serragem e palha. Normalmente, uma camada de mulch de 5 cm, do solo à planta, é suficiente para proteção. Pode utilizar também, tecido de cobertura de plantas: lençol, cobertores velhos, serapilheira ou outro tecido pode ser utilizado para proteção. O tecido de protecção deve ser colocado por cima das plantas. Para isso deve rodeá-las com estacas de madeira e prender o tecido nas estacas, de maneira a que este não toque as plantas. Para as culturas que estão em vasos, pode fazer uma pequena estufa, que vai servir de acolhimento nos dias frios de inverno. Se não tiver disponibilidade para a construção da estufa, transporte os vasos para dentro de casa, ou para um sítio onde estes fiquem protegidos. Para proteger as plantas dos ventos fortes, o conselho é a plantação de sebes à volta da sua mini horta, que vão servir de barreira contra o vento, a colocação de sacos de plástico, ou tábuas de madeiras também podem ser uma solução. Registe estes conselhos e aplique-os! Assim, vai proteger o que construiu para ver a dar os seus frutos. [fonte]Referências: Clevely Andy, Katherine Richmond. Manual completo de Plantas e Ervas Medicinais. Lisboa: Editorial Estampa; Maroto, J.V. 2008. Elementos de Horticultura General. Ediciones Mundi-Prensa, Madrid, 480 pp.IGP (Instituto Geográfico Português). 2005. Atlas de Portugal. IGP, Lisboa, 275 pp.SAPEC. s/d. Manual de Adubação. SAPEC, 194 pp.Velarde, F. Gil-Albert, 1989. Tratado de Arboricultura Frutal. Vol. II. Ediciones Mundi-Prensa,236 pp.Vidaud et al. 1993. Le raisin de table. Ctifl, Paris. Outras fontes: http://flordojardins.topartigos.com/proteger-as-plantas-durante-o-tempo-frio.html [/fonte]
Malva: benefícios do caule à flor
Com um inverno à porta, a sua mini horta está mesmo a precisar de uma nova planta, a malva! A malva é uma herbácea bienal comum,ou seja, é uma planta que pode adquirir a altura e os efeitos de um arbustro e que tem um ciclo biológico de aproximadamente 24 meses. Cresce até 90 cm, tem folhas pilosas, onduladas e com veios profundos, espalmada mas quase circular na base da planta e dentada com longos pés. As suas flores podem ser cor-de-rosa, brancas ou malva com veios púrpura. A malva está carregadinha de propriedades terapêuticas, embora a maioria dos seus efeitos farmacológicos sejam atribuídos sobretudo às folhas e flores, devido à presença de alguns fitoquímicos como os flavonóides e mucilagens, que vão desde o efeito antioxidante, anticancerígeno, anti inflamatório até ao anti ulceroso. Pode também dar um contributo para a integridade da pele. Os flavonóides, que se encontram especialmente nas flores da malva são as antocianinas: malvidina, quercetina, kaempferol, estão em maior quantidade. No caule, encontra-se as proteínas, estando em maior quantidade a arabinose. O efeito antioxidante da malva deve-se essencialmente à presença das vitaminas E (α-tocoferol ) e C (o ácido ascórbico). Por fim, numa análise ao extrato bruto da folha, verificou-se que esta tem na sua constituição uma elevada percentagem de lípidos, mais propriamente ácido α-linoleico. A malva é rica em ácidos gordos essenciais, como o ómega 3 e ómega 6, o que a torna num importante alimento nutracêutico. Plantar malvas em 5 passos simples Coloque as suas mãos na terra, sinta-a , cheire-a. Já está? Agora cultive malvas seguindo 5 passos simples: 1. Instale por sementeira direta: adquira as sementes em qualquer loja de produtos agrícolas, ou faça mesmo uma compra online 2. Coloque as sementes, 5 a 30 mm de profundidade na terra a uma distância de aproximadamente 60 cm. Para um metro quadrado de terra, use um total de 2 sementes, no conjunto de vasos recomendamos uma semente em cada vaso 3. A planta necessita de um solo bem drenado e à luz do sol, assim a rega deve ser feita todos os dias, e se necessário de manhã e ao fim da tarde. Se estiver um dia cinzento, basta regar uma vez 4. Tenha o cuidado de ir retirando as ervas daninhas, para não competirem com o alimento da planta 5. A malva deve ser colhida quando já estiver em pleno desenvolvimento, ou seja, em meados de dezembro, janeiro Quando as suas malvas estiverem prontas para colher, pode dar-lhe diversas utilizações: para aplicação na pele deve dar uma fervura nas folhas e colocar a preparação nos locais afetados ou então escoa a água da fervura e pode lavar a zona da pele afetada. Pode beber chá de malvas, acrescentar às sopas ou mesmo usá-las nas saladas. [fonte]Referências: Clevely Andy, Katherine Richmond. Manual completo de Plantas e Ervas Medicinais. Lisboa: Editorial Estampa; Gasparetto JC, Martins CA, Hayashi SS, Otuky MF, Pontarolo R. Ethnobotanical and scientific aspects of Malva sylvestris L :a millennial herbal medicine. J Pharm Pharmacol. 2012 Feb;64(2):172-89.[/fonte]
Funcho: erva-doce na sua horta!
Em setembro vai poder plantar na sua mini horta uma planta bastante versátil: o funcho doce. Foeniculum vulgare var Duce, também conhecido por erva-doce, é uma herbácea perene, verde acinzentada, com um aroma forte, ramos finos e folhas verdes escuras macias e rendilhadas. No verão aparecem pequenas flores amarelo- mostarda, seguidas por pequenas vagens de sementes ovais. Estudos feitos à composição química do óleo essencial do funcho concluiram a presença, em quantidade abundante, de trans-anetol, estragol, fenchone e limoneno. Estes componentes químicos conferem à planta atividade antioxidante e antimicrobiana. O óleo essencial desta planta é usado nos produtos alimentares, como agente aromatizante, sendo também, utilizado como componente em cosmética e em produtos farmacêuticos. Ao que se sabe, o funcho pode ter efeito diurético, anti-inflamatório, analgésico e atividade antioxidante. Para que fique convencido a cultivá-lo na sua mini horta ou mesmo num pequeno vaso, saiba que o chá de funcho, feito com as folhas mais macias, pode ajudar na indigestão e nas cólicas infantis, por apresentar efeito antiespasmódico. A investigação relata ainda que as sementes de funcho apresentam atividade anticancerígena. Como cultivar funcho? Está na hora de colocar então as mãos na terra e cultivar funcho. Oriente-se por estes passos simples: Instale por sementeira direta: adquira as sementes em qualquer loja de produtos agrícolas, ou faça mesmo uma compra online Coloque as sementes, 5 a 30 mm de profundidade na terra a uma distância de 15 a 20 cm. Para um metro quadrado de terra, use um total de 5 sementes. O número de sementes é ajustável conforme a preferência do utilizador Para que a planta cresça é recomendável que o solo seja húmido, assim a rega deve ser feita todos os dias, e se necessário de manhã e ao fim da tarde O funcho é uma planta que se auto propaga livremente, se não precisar das sementes, deve cortar-lhe a cabeça Tenha o cuidado de ir retirando as ervas daninhas, para não competirem com o alimento do funcho O funcho deve ser colhido quando já estiver em pleno desenvolvimento, ou seja, em meados de setembro, outubro. Não deixe para amanhã o que pode plantar hoje! O funcho deve estar na sua mini horta para a tornar mais doce e cheirosa! [fonte]Referências: Clevely Andy, Katherine Richmond. Manual completo de Plantas e Ervas Medicinais. Lisboa: Editorial Estampa; Abdelaaty A. Shahat et al. Chemical Composition, Antimicrobial and Antioxidant Activities of Essential Oils from Organically Cultivated Fennel Cultivars. Int J Mol Sci. 2011. [/fonte]
Beldroegas: ervas daninhas comestíveis

Vamos completar um pouco mais a sua mini horta? Nesta fase o objetivo é preparar um metro quadrado de terra ou, se optar pelo equivalente em vasos (10 vasos com medidas aproximadas de 52x20x18cm), para receber ervas ou plantas medicinais. A primeira escolha é a beldroega. Conhecida na botânica por Portulaca aleracea, é considerada uma erva daninha, no entanto existe também a espécie Portulaca sativa que é muitas vezes cultivada por ser comestível. É uma planta anual, de climas quentes com caules carnudos rosados, prostrada e com ramos que podem ir além de 30 cm. Apresenta folhas carnudas verdes ou douradas. Seguem-se alguns ensinamentos fundamentais para o bom cultivo da beldroega:
+ Saúde por metro quadrado: o regresso
Está de volta a rubrica “+Saúde por metro quadrado“! O objetivo do novo conjunto de rubricas é que o leitor à medida que nos acompanha, seja capaz de cultivar algumas ervas ou plantas medicinais. Já sabe, basta um só metro quadrado ou conjunto de vasos com medidas equivalentes para colocar em prática esta tarefa. Apesar de existirem muitas definições para a palavra erva, todas elas se tornam incompletas. Para os botânicos, erva quer dizer que é uma planta que murcha quando atinge o seu estádio final de crescimento. Em medicina, a palavra refere-se a qualquer planta que pode contribuir para a prevenção ou para tratamento de doenças. Já em culinária significa uma parte de uma planta que é usada na preparação dos alimentos. As ervas são consideradas medicinais quando são constituídas por substâncias naturais que apresentam atividade farmacológica. De uma forma geral, têm substâncias bioativas com efeitos diversos: efeito anticancerígeno, anti-inflamatório, antioxidante entre outros. Atuam ainda nos vários sistemas do corpo humano como por exemplo, no sistema nervoso, no sistema circulatório, no sistema digestivo.
A sua mini horta
Ao longo do último ano, o “+ Saúde por Metro Quadrado”, pretendeu transformar cada leitor num novo agricultor autónomo, capaz de cultivar alguns horto-frutícolas, num só metro quadrado de terra. Dirigiu-se sobretudo aos que gostariam de experimentar plantar, cuidar e colher alguns alimentos para posteriormente cozinhar e comer. O resultado deu origem a 23 artigos que conduzem à aplicação de técnicas de cultivo muito fáceis e práticas agrícolas simples na produção caseira de alguns alimentos. Sempre que quiser consultar e rever como se cultivam os horto-frutícolas que aqui elegemos, de acordo com os doze meses do ano, basta clicar nos links que se encontram no painel abaixo.
Beterraba, mais uma cor nas saladas!
Para começar bem o ano e desanuviar do assunto “crise” que nada produz a não ser preocupações, a sugestão aqui é produtiva. Que tal pensar em plantar um vegetal que é uma raiz, a beterraba? Selecione um ou dois vasos, ou até em meio metro quadrado de terra que esteja “sem trabalho”, isto é, livre e sem produzir, no seu quintal ou varanda, e dê início ao novo ano com o cultivo de mais uma espécie vegetal na sua mini-horta «+ Saúde por metro quadrado». Ponha mãos à obra e comece agora mesmo: Fertilize a terra. Aplique num metro quadrado de terra ou num vaso, uma combinação fertilizante de: 12 g de Azoto, 3 a 7 g de fósforo (P2O5), 20 a 40 g de potássio(K2O), 7 a 10 g de óxido de cálcio (CaO), e 2 g de óxido de magnésio (MgO); Coloque duas sementes por vaso a uma distância de 20 a 25 cm entre si e a 2 cm de profundidade na terra. No metro quadrado, deve colocar 3 gramas de sementes; A temperatura ótima para a germinação das sementes é entre os 12 e os 15 °C; A cultura da beterraba requer regas diárias quando o tempo está seco e dia sim, dia não, em tempo mais húmido; A colheita da beterraba ocorre normalmente 3 a 4 meses após cultivo, ou seja, em meados de março a maio a sua colheita estará disponível para enriquecer as suas saladas, que como sabe devem ser diárias para uma alimentação dita saudável. Os vegetais são os alimentos que devem ser mais consumidos, em maior quantidade e às duas refeições principais. Já registados os passos que deve seguir, tem ainda que ter em conta duas práticas agrícolas importantes: a sacha, que serve para arrancar as ervas daninhas com a ajuda de um sacho, e a monda que se utiliza para desramar ou até mesmo arrancar folhas que estejam a mais na planta. Como a semente da beterraba não é uma verdadeira semente, mas sim, um glomérulo com várias sementes, obtém-se uma nascença em pequenos tufos. Estes têm que ser “desbastados” quando as plantas apresentam 3 a 4 folhas, deixando-se uma só planta. As sachas são importantes para eliminar as ervas daninhas e para deixar o terreno bem mobilizado. Se ainda não pensou nas vantagens nutricionais que a beterraba pode trazer à sua saúde, saiba que, esta planta tem como principais nutrientes o folato, o manganésio, o potássio, fibras e pequenas quantidades de vitamina C, magnésio e ferro. Tem ainda na sua constituição um grupo único de pigmentos azotados solúveis, responsáveis pela sua cor vermelha intensa, as betalaínas. Estes compostos são fitoquímicos que já revelaram uma potente atividade antioxidante, classificando a beterraba como um dos 10 vegetais com maior poder de proteção contra os radicais livres e de combate ao stress oxidativo. Perante tudo isto, não haverá agora dúvidas sobre as vantagens desta nova cultura na sua horta biológica. Ao plantar beterraba pode mudar a cor das suas saladas! [fonte]Referências: Garu, Luis Alsina. Calendário do Horticultor. Lisboa: Editorial Presença;Alberto Gardé, Nydia Gardé. Culturas Hortícolas Nova Colecção Técnica Agrária. Vol. I. Lisboa: Clássica Editora, 1988.;Almeida, Domingos. Manual de Culturas Hortícolas. Vol. II. Lisboa: Editoral Presença, 2006.[/fonte]
Cebolas: plantar e chorar por mais!
Com a crise global que estamos a viver, o Natal não será o mesmo, mas ainda assim podemos ver a situação com outra perspetiva: a positiva. Que tal usar uma mistura de terra, que simboliza a fertilidade, com uns pozinhos de criatividade que oferecem muitas vezes um novo olhar, uma nova forma e ideias novas? A equipa “+ Saúde por Metro Quadrado” pensou em deixar esta ideia no ar, online, e se lhe parecer interessante, coloque-a em ação. Depois conte-nos o resultado, gostávamos de saber! A nossa sugestão é a de preparar uma prenda para a família, amigos, colegas, cultivando cebolas em pequenos vasos para oferecer. Enquanto prepara um espaço na sua pequena horta para cultivar algumas cebolas, aproveita e planta mais cebolas em vasos individuais. Pode mesmo comprar sementes de variedades diferentes de cebola para ver o resultado em 2013 da cultura natalícia.
Plantar dentes de alho é simples e viável
Hoje pode aprender a cultivar alhos e plantá-los duas vezes por ano: agora no outono e na primavera, utilizando dentes de alho do ano anterior. O alho pertence à família das cebolas e pode cultivar-se ao ar livre, em vasos ou no parapeito das janelas. É um tempero imprescindível na gastronomia mundial. Recorda-se que na primeira rubrica do “+ Saúde por Metro Quadrado”, se referiu que a terra serve de suporte ao cultivo e, deve ser rica em nutrientes? No caso dos alhos, a terra deve ser húmida e com boa drenagem. Como se processa o cultivo de dentes de alho? Pegue em alguns dentes de alho e siga as instruções: Efetue a plantação com uma profundidade de 2,5 cm, com a extremidade pontiaguda do dente de alho voltada para cima; O espaçamento entre as linhas de cultivo no metro quadrado deve ser aproximadamente de 15 cm, dando origem a 6 linhas de alho, podendo no fim colher 36 cabeças deste. Não comprima os dentes no solo porque tal procedimento inibe o desenvolvimento das raízes; Desenterre as cabeças de alho logo que a folhagem amarelece (amadurecimento). Retire-as e deixe secar sobre a terra. A colheita é feita em Março, quando detetar o amadurecimento dos bolbos. Antes do armazenamento, coloque em sacos de rede, guardados em local fresco. Plantar alguns alhos, tudo feito por si é simples e viável. Se comparar o preço de venda nos hipermercados com o custo do seu cultivo vai ver que vale a experiência e provavelmente vai repeti-la. Num hipermercado, 250 g de alhos custa em média 2,30€. Assim, usa o espaço que tem em casa, vê e sabe como cresceu o que vai comer. Para além da redução do risco de cancro, o consumo diário de alho na alimentação está associado a diversos efeitos cardioprotetores como se verifica com a redução significativa da agregação plaquetária e formação de coágulos; com a redução dos níveis séricos do colesterol; com a inibição da atividade de enzimas inflamatórias e outros componentes envolvidos no processo de inflamação e que estão diretamente responsabilizados na formação da aterosclerose e no endurecimento das artérias. Um metro quadrado de terra cultivada com alguns dentes de alho e veja o que pode receber ao fim de algum tempo: temperos grátis e benefícios extra. [fonte] Referências: Alberto Gardé, Nydia Gardé. Culturas Hortícolas Nova Colecção Técnica Agrária. Vol. I. Lisboa: Clássica Editora, 1988.;Almeida, Domingos. Manual de Culturas Hortícolas. Vol. II. Lisboa: Editoral Presença, 2006.;Biggs, T. (1980). Culturas Hortícolas , horticolas para saladas, couves e nabos, horticolas para aproveitamento de caules, vagens, raizes e frutos, plantas condimentares (37 010/3885 ed., Vol. 10). (F. L. Castro, Ed., & E. a. Ripado, Trad.) Publicações Europa-América , colecção. [/fonte]
Espinafres experimentais
Experimentar cultivar espinafres é a tarefa escolhida para a 1ª quinzena do mês de novembro na sua pequena horta. O espinafre é cultivado pelas suas folhas verdes escuras, um indicador de que estão carregadinhas de nutrientes essenciais que precisamos todos os dias: as vitaminas, os minerais e as fibras. O espinafre é uma planta de climas frescos e, apresenta temperaturas ótimas entre 15 a 20°C. É também uma planta herbácea anual com um sistema radicular aprumado, pouco ramificado e superficial e as folhas dispõem-se em roseta, são pecioladas e têm o limbo de forma ovada, alongada ou pontiaguda. Instruções para plantar espinafres Se está a pensar incluir na sua mini-horta experimental o espinafre, deve ter em conta os seguintes pontos para o seu cultivo: – A terra em cada vaso (52x20x18cm), deve estar fértil por isso deve ter uma capacidade elevada de retenção de água. – Fertilize com 12 g de Azoto, 3 a 7 g de fósforo (P2O5), 20 a 40 g de potássio (K2O), 7 a 10 g de óxido de cálcio (CaO), e 2 g de óxido de magnésio (MgO) para os 10 vasos equivalentes a 1 metro quadrado; -Instale a cultura por sementeira direta, a uma profundidade que varia entre 1 a 3 cm, com entrelinhas entre os 25 e os 35 cm e a distância na linha varia entre os 5 e 15 cm. Assim num só vaso obtém 3 plantas ou se plantar no metro quadrado colhe cerca de 30 plantas; – Regue diariamente, contudo tenha atenção para não encharcar a cultura; – A colheita do espinafre efetua-se quando as folhas atingem o tamanho desejado, normalmente ao fim de 40 a 60 dias após a plantação; – O espinafre deve ser consumido o mais fresco possível, porque para além de aproveitar melhor as suas propriedades nutricionais, é uma hortaliça que pode ser conversada no frio no máximo 5 dias; O espinafre é constituído essencialmente por vitaminas: A, C, K e ácido fólico (a vitamina B9) e alguns minerais como o manganésio, magnésio, potássio, ferro, cálcio, cobre e zinco. Este vegetal possui na sua composição dois fitoquímicos, o β-caroteno e a luteína, que têm suscitado grande interesse por parte dos investigadores por possuírem potencial terapêutico na diminuição do risco de cancro e na melhoria da função do sistema imunitário. Aproveite o seu tempo livre de uma forma descontraída. Pegue nos seus utensílios de cultivo e vá para a terra, cultivar vegetais ricos nutricionalmente. E por agora, a sua atenção pode virar-se para os espinafres. [fonte]Referências: Alberto Gardé, Nydia Gardé. Culturas Hortícolas Nova Colecção Técnica Agrária. Vol. I. Lisboa: Clássica Editora, 1988.; Almeida, Domingos. Manual de Culturas Hortícolas. Vol. II. Lisboa: Editoral Presença, 2006. [/fonte]
Agrião: mais perto de si

A meio da segunda quinzena de outubro ainda vai a tempo de plantar um hortícola conhecido por agrião-da-horta. O agrião é uma planta pertencente à família das crucíferas, como os brócolos e as couves. Existem duas espécies de agrião, o agrião-de-rio e o agrião-da-horta. Vamos escolher a espécie Barbarea verna, o agrião-da-horta semeado em terra. Muitos poderão desconhecer que o agrião é um hortícola que antigamente nascia de modo selvagem junto às águas paradas, ganhando assim uma má reputação durante longos anos, por ser associado a contaminações, ou seja, julgava-se que o seu crescimento era feito à custa de águas poluídas. Hoje em dia, o agrião é vendido nos supermercados e além de não representar qualquer malefício para a saúde é ainda considerado por vários estudos científicos como um vegetal de elevada importância nutricional. Junte os seus habituais utensílios de cultivo e, prepare-se para semear o agrião já: – Como cultura, o agrião prefere solos férteis, por isso, primeiro fertilize a terra com 10 a 15 g de fosfato, 10 a 20 g de K2O (óxido de potássio) e 8 a 15 g de azoto; – Instale por sementeira direta, isto é, coloque as sementes no local onde quer obter o vegetal, com um espaço de 25 a 30 cm de distância entre as plantas; – O solo deve ser mantido húmido para uma boa produtividade e qualidade, mas sem ser encharcado; – E já está! Efetue a colheita entre janeiro e março, cortando a parte aérea da planta. Esta planta é considerada como muito perecível e sensível ao etileno, um composto sintetizado pela maioria dos tecidos vegetais, estando a sua atividade relacionada com a promoção da abcisão foliar, do amadurecimento das folhas ou frutos e da senescência de flores. Por isso, para assegurar a preservação das folhas de agrião e as suas qualidades nutricionais, o melhor é consumir fresco, logo após a colheita ou então pode colocar no frigorífico mas por poucos dias. Os benefícios do agrião Registou a facilidade com que pode cultivar agriões? Saiba também que têm poucas calorias, são isentos de gorduras e destacam-se pela riqueza em manganésio, cálcio, magnésio e fósforo. São fonte de alguns fitoquímicos com potenciais benefícios para a saúde, como é o caso dos glucosinolatos. Estes fitoquímicos libertam um composto, o β-feniletil isotiocinato (PEITC) , que contribui para o seu sabor apimentado, bem como pelos resultados animadores na prevenção do cancro. Encontrará uma explicação mais rigorosa deste vegetal aqui. Um dos princípios para ter uma alimentação saudável é variar, por isso mesmo, tem agora mais uma variedade hortícola a introduzir facilmente na sua pequena horta. Quer aproveitar e ter o agrião mais perto de si? [fonte] Referências: Alberto Gardé, Nydia Gardé. Culturas Hortícolas Nova Colecção Técnica Agrária. Vol. I. Lisboa: Clássica Editora, 1988.;Almeida, Domingos. Manual de Culturas Hortícolas. Vol. II. Lisboa: Editoral Presença, 2006. [/fonte]
Cheira bem, cheira a tomilho!
Cheira bem, cheira tomilho! É o que vai poder dizer quando plantar esta erva aromática para depois a ver crescer na sua pequena horta, mesmo que seja construída com alguns vasos. Mas antes, vamos conhecer e entender os benefícios do tomilho. O tomilho é uma planta perene de pequeno porte, de forma idêntica a um arbusto, com ramos lenhificados na base. As suas folhas persistentes e pequenas (4 a 8 mm) têm uma forma linear e elíptica e a cor é normalmente verde-acinzentada, mais clara na página inferior. O modo de propagação do tomilho é essencialmente feito pelos métodos de sementeira e estacaria. Visto que a sementeira deve ser efetuada em viveiro, na primavera, opte por adquirir já o caule da planta com 6 a 10 cm, para cultivar pelo método de estacaria. Na escolha da espécie é necessário ter em conta os objetivos de produção e a adaptação ao local de cultivo. Se o que se pretende é utilizar as folhas de tomilho para enriquecer os cozinhados, a melhor espécie é Thymus vulgaris, pois garante uma considerável produção de folhas. Esta planta prefere climas temperados a temperado-quentes mas secos, portanto necessita de um local com uma boa exposição solar. No entanto, são tolerantes à geada, podendo sobreviver a temperaturas inferiores a -10°C, o que não é vulgar no nosso País. Como plantar tomilho? Está na hora de “arregaçar as mangas” e por as mãos na terra. Siga-nos: – Dirija-se a um comércio tradicional ou a uma loja de jardinagem mais próxima e adquira os caules de planta já desenvolvidos. Esses caules ou estacas são geralmente de fácil enraizamento, podendo usar-se como substrato uma mistura de turfa e perlite. – Fertilize no vaso ou no metro quadrado o substrato escolhido com 8 g de azoto (N), 6 g de anídrico fosfórico (P2O5) e 12 g de óxido de potássio (K2O); – Plante num vaso ou num canto da sua horta de “ um metro quadrado” as estacas, a uma distância de 10×40 cm umas das outras; – Regue a planta sempre que o solo se apresentar bem seco; – Após formar folha, a colheita do tomilho pode ser feita durante todo o ano; – Pode manter o tomilho fresco mais de dez dias, se estiver a uma temperatura entre os 0 e os 10°C e mais de 95% de humidade relativa. No caso de querer secar a planta, tem que unir os ramos colhidos e colocar as folhas no sentido do chão, num local seco e escuro. Quais as características tomilho? O tomilho é particularmente rico em flavonóides, em ácidos fenólicos, em especial o ácido cafeico, e em terpenóides com níveis altos de bioatividade, proporcionando um comportamento antioxidante, antimicrobiano, anti-inflamatório e anti-trombótico, registados em diferentes estudos com animais. Um prato tradicionalmente português como é a ”caçarola de coelho com feijão branco” poderá assim, contar com umas folhas frescas de tomilho diretamente colhidas da sua horta. Em geral, o tomilho combina muito bem com legumes e carnes vermelhas, notando-se um agradável aroma, associado ao seu poder nutricional. [fonte]Referências:Alberto Gardé, Nydia Gardé. Culturas Hortícolas Nova Colecção Técnica Agrária. Vol. I. Lisboa: Clássica Editora, 1988.; Almeida, Domingos. Manual de Culturas Hortícolas. Vol. II. Lisboa: Editoral Presença, 2006.;Zheng W, Wang SY 2001. Antioxidant Activity and Phenolic Compounds in Selected Herbs. Journal of Agricultural and Food Chemistry 49(11): 5165-5170.; Yamamoto J, Yamada K, Naemura A, Yamashita T, Arai R 2005. Testing various herbs for antithrombotic effect. Nutrition, 21(5): 580-587. [/fonte]
Plante um nabo e ganhe as folhas da nabiça!
Com o outono a chegar, a horta “+ Saúde por Metro Quadrado” prepara-se para receber mais um hortícola e acabar por usufruir de dois: o nabo e a nabiça. Qual é a origem da nabiça? A nabiça é originária das folhas do nabo. O nabo é uma espécie hortícola que pode ser cultivada pelas suas raízes (nabo em si), folhas (nabiça) ou inflorescências (grelos), existindo cultivares adaptadas à produção mais exclusiva dos diferentes produtos hortícolas. O nabo é uma espécie hortícola bienal, cultivada como anual, em que o seu ciclo cultural dura cerca de 40 a 60 dias na primavera e verão e 90 a 100 dias durante o inverno. Ao longo do primeiro ano, a planta forma folhas, dispostas em roseta, e uma raiz carnuda que acumula substâncias de reserva para assegurar o crescimento no segundo ano. É uma cultura que prefere climas frescos e húmidos, podendo suportar geadas ligeiras. As temperaturas médias mensais ótimas para esta cultura situam-se no intervalo de 15 a 20°C. O nabo prefere solos com boa capacidade de retenção de água durante a fase de crescimento. As temperaturas amenas aproximam-se, logo é a altura ideal para cultivar o nabo e usufruir também da nabiça. Então, por onde deve começar?
Os morangos de casa têm outro sabor
Os morangos são dos frutos mais apreciados pela maioria das pessoas e são fáceis de cultivar, podendo fazê-lo em vasos, num canteiro ou num recanto do seu jardim. Esta é a altura certa – entre setembro e novembro, para arranjar algum espaço na pequena horta “+ Saúde por Metro Quadrado” e preparar tudo para que na próxima primavera possa colher morangos, os seus morangos! Antes de se iniciar o cultivo caseiro dos morangos, é importante selecionar qual a variedade que melhor se adapta ao clima onde vive e às condições onde os vai plantar. A nossa sugestão é a variedade Camarosa. Esta variedade é um exemplo de cultivar não reflorescente, o que é o mesmo que dizer que, não volta a dar flor. É ideal para as características da época, o outono que se aproxima. As temperaturas ideais ao seu desenvolvimento oscilam entre os 23 e os 25°C. No entanto, para vegetar em boas condições precisa de temperaturas variáveis ao longo do seu ciclo cultural: 10-18°C durante o período vegetativo, cerca de 10°C na inibição de flor e menos de 7°C durante o repouso vegetativo. Morangos de casa? É simples, fácil e saboroso Vamos então preparar o terreno: – Com ajuda de um ancinho, mobilize a terra do vaso ou do espaço que tem disponível e retire as ervas infestantes para que a terra fique limpa e livre, facilitando a plantação. Caso tenha comprado terra, normalmente esta estará em perfeitas condições para começar; – Abra vários buracos para aplicar o fertilizante; – O morangueiro é uma planta exigente em matéria orgânica. Aplique 500 gramas de estrume de bovino bem curtido mais 15 a 25 gramas de azoto (N), 9 a 18 gramas de anidrido fosfórico (P2O5) e 27 a 40 gramas de óxido de potássio (K2O); – Disponha as plantas em linhas de 30 a 35 cm, o que originará em média 2 plantas por metro quadrado ou por vaso. Note que é importante não colocar a planta com muita profundidade nem muito à superfície. O ideal será como expressa a próxima imagem. – A rega será a tarefa mais exigente na produção de morangos, pois esta planta necessita que regue a terra antes da plantação, após o início do seu desenvolvimento e na época de floração. Utilize o regador para o ajudar nesta tarefa. Em média o morangueiro necessita de cerca de 400 a 600 mm de água por dia; – A colheita inicia-se 30 a 40 dias depois do início da floração, podendo prolongar-se por 3 a 4 meses, de fevereiro até junho; – Tenha em atenção para não colher os morangos demasiados verdes, pois estará a colher morangos com características qualitativas diminuídas. E para os colher faça-o do seguinte modo: corte pelo pedúnculo, procurando minimizar a manipulação dos frutos, conforme mostra a imagem seguinte. Todos estes cuidados descritos anteriormente são simples de aplicar. Os morangos são principalmente ricos em vitamina C, em ácido fólico e fibras. Estes nutrientes devem ser ingeridos diariamente através da alimentação para o funcionamento normal do corpo humano. Para além disso, os morangos apresentam na sua constituição, um dos compostos fitoquímicos mais estudados, o ácido elágico. Assim, quando consumidos juntamente com uma alimentação equilibrada, podem contribuir para prevenir doenças como o cancro. Já pensou na satisfação que deve dar ver os seus morangos a crescer em vasos ou num pequeno recanto da sua casa e depois provar o fruto do seu trabalho? Produzidos por si, ganham um outro sabor! [fonte]Referências: Alberto Gardé, Nydia Gardé. Culturas Hortícolas Nova Colecção Técnica Agrária. Vol. I. Lisboa: Clássica Editora, 1988.;Almeida, Domingos. Manual de Culturas Hortícolas. Vol. II. Lisboa: Editoral Presença, 2006.; Manual de Boas Práticas Disqual, disponível em http://opac.iefp.pt:8080/images/winlibimg.exe?key=&doc=11402&img=42 Fonte de imagens : Branzanti, 1989 [/fonte]