Adoptar um estilo de vida saúdavel

Orégãos para temperar à maneira do mediterrâneo

Orégãos para temperar à maneira do mediterrâneo! Imagine que para jantar vai grelhar o seu peixe preferido e a acompanhar prepara uma salada temperada com orégãos. Agora, em vez de pegar num frasco de orégãos secos comprados, apenas dá alguns passos e obtém-nos do seu vaso ou da sua mini horta algumas folhas frescas, acabadas de apanhar, dessa mesma erva aromática. Além de ser grátis, logo económico para a sua carteira, acredite que a satisfação vai ser grande. É mais uma proposta do “+ Saúde por Metro Quadrado”: plantar orégãos para depois tornar as receitas mais gostosas e saudáveis. Os orégãos têm sido utilizados como condimento pelas populações da região mediterrânea desde sempre, na forma de folhas frescas ou secas, acompanhando a expansão e a internacionalização da cozinha mediterrânea. Os orégãos têm os caules eretos e podem atingir um metro de altura com folhas pequenas e ovais. As flores têm corola branca a violácea. Adaptam-se facilmente a qualquer tipo de solo.

Um raminho de hortelã para os dias de calor ou de frio

E porque não um chá gelado de hortelã-pimenta para acompanhar uma refeição de convívio com a família ou os amigos? A sugestão da semana é o cultivo da hortelã-pimenta para que possa fazer esse tal chá. Ou então tornar as noites frias do próximo inverno, em que apetece um bom chá quente, em noites agradáveis. A hortelã é uma planta herbácea, forte, de porte ereto e que depois de plantada dura anos na terra. As folhas são simples, verdes e geralmente rugosas. As flores são pequenas, de cor lilás ou violeta e floresce no verão. As hortelãs são plantas de climas temperados. Adaptam a diversos tipos de solo, ainda que os seus preferidos sejam solos frescos, húmidos e ricos em matéria orgânica. Embora a sua época de cultivo mais favorável seja na primavera e no outono, a hortelã também se desenvolve no verão. Existem diversas variedades de hortelã, contudo a mais conhecida, é a hortelã-pimenta. Cuidados a ter no cultivo da hortelã Como cultivar a erva para ter sempre um raminho de hortelã-pimenta? São 4 passos para a colheita: – Escolha um lugar para plantar onde a exposição solar nem é excessiva nem escassa, para que o crescimento da cultura seja viável. Para obter as plantas mais rapidamente, deve plantá-las em estaca, isto é, adquire os pés de hortelã e coloca-os na terra, atados a um pequeno pau. O espaçamento entre plantas deve rondar os trinta centímetros, devendo ser de sessenta centímetros nas entre linhas; – Prepare o solo tendo o cuidado de retirar todas as infestantes presentes, como são as ervas daninhas, ou seja, ervas que nascem espontaneamente e que são indesejáveis; – Adube a terra durante o desenvolvimento da cultura. Aplique 5 g de Azoto por metro quadrado quando as plantas começarem a emergir ou cerca de 5 semanas após a plantação; – Regue diariamente. A hortelã-pimenta é exigente em água embora não tolere o encharcamento. A quantidade de água depende da capacidade de retenção e escoamento do solo. Utilize um regador para quantificar a quantidade de água que a cultura necessita especificamente para o seu vaso ou pedaço de terra; – A colheita faz-se a partir do quarto mês de plantio ou quando a planta começar a florescer, e deve ser realizada logo pela manhã ou à noite, isto para conservar os óleos essenciais presentes nas folhas da hortelã. Hortelã: uma erva, vários fins A hortelã é uma espécie vegetal largamente utilizada pela medicina tradicional e com actividade farmacológica comprovada. A sua utilização abrange diversos campos: culinária, medicina, estética, devido às suas propriedades nutricionais. Esta erva aromática possuí vários compostos bioativos como os flavonóides, óleos essenciais, que são essencialmente constituídos por mentol, mentona e cineol, alguns minerais e vitaminas (C e D). Todos estes compostos presentes, e em simultâneo, promovem uma atividade antioxidante no corpo humano, combatendo as agressões externas a que estamos sujeitos diariamente. A hortelã é uma planta ótima para temperar receitas, dando um toque de requinte valoriza-as nutricionalmente e sem se aperceber, cria benefícios para a saúde. As suas pequenas folhas devem-se consumir frescas para desfrutar do seu verdadeiro potencial. [fonte]Referências: Alberto Gardé, Nydia Gardé. Culturas Hortícolas Nova Colecção Técnica Agrária. Vol. I. Lisboa: Clássica Editora, 1988.;Almeida, Domingos. Manual de Culturas Hortícolas. Vol. II. Lisboa: Editoral Presença, 2006.;http://repositorio.ipcb.pt/bitstream/10400.11/928/1/Prof. Fernanda Delgao-177-182.pdf; http://www.cm-guimaraes.pt/files/1/documentos/horta/comocultivar/HORTELA.pdf; http://www.loja.jardicentro.pt/product_info.php?products_id=170 [/fonte]

Cultivar cenouras agora, ganhar proteção depois

O verão já vai a meio, com o mês de julho a terminar, mas ainda tem a possibilidade de aproveitar para cultivar alguns alimentos característicos desta época, as cenouras. As cenouras são raízes e têm uma forma fusiforme, grossa e carnuda, de cor normalmente alaranjada e de sabor adocicado. No entanto, este legume apresenta, por vezes, uma grande diversidade ao nível da forma, do comprimento e da cor, do qual proveem diferentes cultivares ou variedades. Embora seja um hortícola consumido o ano inteiro, uma das variedades de cenoura que deve ser cultivada entre os meses de Julho e Agosto é a variedade Nantes. É uma espécie que se desenvolve favoravelmente num clima temperado marítimo, como é o nosso. Tudo preparado? Quer aprender a cultivar cenouras? O cultivo da cenoura faz-se assim: – Fertilize a terra. Aplique num metro quadrado de terra ou num conjunto de vasos com as mesmas dimensões, esta combinação fertilizante: 12 g de Azoto, 3 a 7 g de fósforo (P2O5), 20 a 40 g de potássio (K2O), 7 a 10 g de óxido de cálcio (CaO), e 2 g de óxido de magnésio (MgO); – Coloque duas sementes por vaso a uma distância de 20 a 25 cm entre si e a 4 cm de profundidade na terra; – A temperatura ótima para a germinação das sementes é entre os 16 e os 18 °C; – Efetue uma rega constante, mas não em excesso, para não prejudicar a cultura. Utilize um regador e visualize se a terra se apresenta muito seca e quando mostrar saturação em escoar a água, não regue mais. Não é por acaso que as cenouras bem regadas, apresentam-se mais lisas e com maior qualidade do que aquelas que foram sujeitas a stress hídrico, ou seja, a planta é incapaz de absorver água suficiente para substituir a perda de água por transpiração; – A colheita desta variedade de cenoura dá-se normalmente 3 a 4 meses após cultivo. Em meados de Novembro, a sua colheita estará disponível. Os melhores indicadores para efetuar a colheita são quando detetar que as cenouras estão firmes, com o tamanho e cor comum, através das fendas da terra. Cultivar cenouras, colher saúde Após os cuidados a ter para o cultivo da variedade Nantes, saiba que a cor laranja característica da cenoura é devida ao seu elevado teor em carotenos (o β-caroteno e o α-caroteno), precursores da vitamina A. Mas a riqueza em vitaminas da cenoura é completada pela presença da vitamina B2, a riboflavina, e da vitamina C. O consumo regular de cenoura pode ser bastante eficaz no combate a certas doenças como na anemia e em algumas avitaminoses e tem efeitos benéficos na saúde da visão e da pele, por exemplo conferindo alguma proteção contra a ação dos raios ultravioleta, ajudando a pele a proteger-se das agressões climáticas e do aparecimento das rugas. Protetora ou bronzeadora? As duas! São as vantagens de comer cenoura. Aproveite o verão cultivando agora as suas cenouras para depois se deliciar a come-las, cruas ou cozinhadas. [fonte] Referências: Alberto Gardé, Nydia Gardé. Culturas Hortícolas Nova Colecção Técnica Agrária. Vol. I. Lisboa: Clássica Editora, 1988.; Almeida, Domingos. Manual de Culturas Hortícolas. Vol. II. Lisboa: Editoral Presença, 2006.;D I S Q U A L – M A N U A L   D E   B O A S   P R Á T I C A S – C E N O U R A. Disponível em: http://www2.esb.ucp.pt/twt/disqual/pdfs/disqual_cenoura.pdf [/fonte]

Bruxelas na horta!

A segunda sugestão do “+ Saúde por Metro Quadrado”, para este mês de julho, é o cultivo da couve-de-bruxelas. A couve-de-bruxelas parece um pequeno repolho proveniente do desenvolvimento anormal dos rebentos que se situam na axila das folhas. Este hortícola tem uma morfologia curiosa. O seu caule pode atingir entre 50 a 100 cm e origina grupos de pequenas couves de cor verde clara na base a verde escura no topo. Como pode ver na imagem as suas folhas são pecioladas, com limbo grande. Nas folhas existem pequenas estruturas, as gemas axilares, que quando estimuladas por hormonas próprias da planta desenvolvem-se formando pequenos repolhos de 2 a 4 cm de diâmetro e que são a parte comestível da planta. São as futuras couves. Esta variedade da família das couves é uma cultura de estação fresca. Prefere climas temperados frescos e húmidos. Um período de temperaturas baixas, por exemplo 12°C, favorece a formação de gemas compactas. Devido às exigências de temperatura deste hortícola, para obtenção de uma produção de qualidade, a cultura é plantada nos meses de verão, entre julho até no máximo setembro. Assim, beneficia das temperaturas mais elevadas durante a fase inicial do desenvolvimento e produção das folhas e depois das temperaturas mais moderadas típicas do Inverno. Quer saber mais acerca do cultivo destas pequenas couves? Hoje, com o auxílio do seu smartphone tudo é possível. Basta consultar esta página, junto ao local onde tem a sua mini-horta, e preparar-se para seguir simplesmente as próximas informações: – Selecione sementes da classe Precoce para produzir gemas de tamanho pequeno a médio e com um caule que não ultrapasse os 50 cm de altura; – Como é uma cultura exigente em fertilidade do solo, aplique 12 a 30 g de Azoto (N), 15 a 30 g de K2O (óxido de potássio) e 6 a 20 g de P2O5 (fosfato). Poderá encontrar estes fertilizantes em lojas de jardinagem ou até mesmo em alguns hipermercados. Se nunca comprou, pergunte, peça ajuda na loja; – Plante até 5 plantas por metro quadrado, e em cada vaso apenas uma planta, o que pode levar a colher em média 20 a 40 unidades destes pequenos repolhos; – A rega da couve-de-bruxelas deve começar de manhã cedo voltando a ser regada à tardinha, até o solo apresentar dificuldade em escoar a água. Com ajuda de um regador, vai ver que fica mais fácil detetar as necessidades em água; – Por fim, a colheita tem início cerca de 3 a 3,5 meses após a plantação, quando os pequenos repolhos apresentarem uma boa firmeza e tamanho dito normal para o género de planta. Após colheita: – Lave-as bem, em água corrente, e, para que não fiquem moles depois de cozinhadas faça-lhes um pequeno corte em cruz na base. Depois coza-as em 5 minutos, em água a ferver, sem tapar o tacho, para evitar acumulação de gases sulfurosos que são tóxicos, e usufruir o melhor da couve-de-bruxelas. Cada couve-de-bruxelas é rica em água, vitamina A e C, ferro e cálcio. E tal como outras crucíferas apresentam na sua constituição compostos de azoto denominados por indóis. A evidência científica mostra a capacidade destes compostos em reduzir o risco de alguns tipos de cancro, como o cancro da mama e do útero. Mais um vegetal para crescer na sua horta, mais um valor a acrescentar para favorecer a saúde da família! [fonte]Referencias: Alberto Gardé, Nydia Gardé. Culturas Hortícolas Nova Colecção Técnica Agrária. Vol. I. Lisboa: Clássica Editora, 1988.;Almeida, Domingos. Manual de Culturas Hortícolas. Vol. II. Lisboa: Editoral Presença, 2006.;Tola, Jose. Grande Enciclopédia das Ciências – Botânica. Montagem por Mário Dias Correia. Vol. 4. Lisboa: Clube Internacional do Livro, 1996. Manual de Agricultura Biológica. Município de Terras de Bouro. Disponível em: http://www.ci.esapl.pt/mbrito/compostagem/Manual%20de%20AB%20%20v04.pdf [/fonte]

Como cultivar os seus primeiros brócolos?

Não é em vão que os brócolos são tão valorizados, sobressaindo no grupo dos hortícolas. Desde pequenos ouvimos a tal frase, típica, tantas vezes repetida: “come brócolos porque são bons para a saúde!”. Os brócolos são das hortaliças que proporcionam um dos maiores conteúdos em vitamina C e K apresentando-se também como uma boa fonte de fibras. Para além disso, são reconhecidos pelo seu papel anticancerígeno, conferido por glucosinolatos, o que tem contribuído para um aumento do consumo dos brócolos na Europa e nos EUA. E em Portugal? Em Portugal não tem sido diferente. Desde os anos 70 do século XX que o cultivo desta espécie hortícola se tem desenvolvido sobretudo nas zonas do Ribatejo e do Oeste do país. Está na altura de dar o seu contributo e fazer parte de um cada vez maior número de portugueses que estão a dedicar-se ao cultivo doméstico de hortícolas. Consumir mais brócolos é uma atitude saudável mas cultivados por si, pode ser uma dose dupla de benefícios para a sua saúde. Os brócolos tal como outras Brassicas, como é o repolho e a couve-flor, têm as suas folhas superiores do caule encaixadas umas nas outras, formando a “cabeça”, por isso pertencem ao grupo designado por Capitata. Esta espécie vegetal é uma cultura de estação fresca, tolerante à geada e a outras exigências climáticas. Suporta bem as temperaturas extremas. De qualquer modo a melhor qualidade é obtida quando o desenvolvimento do vegetal ocorre entre os 13 e 20°C. Abaixo dos 5°C, o crescimento é muito lento. Também prefere solos ricos em matéria orgânica, com boa capacidade de armazenamento de água. Como plantar brócolos? Anote as indicações necessárias para cultivar os seus primeiros brócolos: Fertilize a terra com 10 a 15 g de fosfato, 10 a 20 g de K2O (óxido de potássio) e 8 a 15 g de azoto em que ⅓ dessa quantidade deve ser aplicada no fundo da terra e a restante até cerca de 1 mês após a plantação; Instalam-se por transplantação e como se trata de uma cultura exigente tanto em água como em solo fértil, só poderá colocar uma planta por vaso devido às necessidades em água e à necessidade de ter um espaçamento de 40 a 50 cm para o bom rendimento de produção. Assim, se optar por plantar um metro quadrado (igual a 10 vasos, cada um com medidas de 52x20x18 cm) pode colher 10 brócolos; Regue no início da manhã e ao fim da tarde todos os dias, principalmente quando se registarem temperaturas elevadas. As quantidades devem ser definidas por si, assim que observar que até uma certa quantidade já não há escoamento de água; A colheita deve ser feita quando os brócolos apresentarem com uma “cabeça” compacta, verde escura e até 25 centímetros de largura; Faça um corte no caule que suporta a inflorescência a uns 15 a 25 cm e dependendo do tamanho da cabeça. Consuma o hortícola o mais fresco possível para preservar ao máximo as suas qualidades nutricionais. Coza os brócolos a vapor para reter todo o seu valor nutricional. Agora a sua mini mas rica horta caseira tem mais uma aquisição fundamental para as suas refeições ficarem mais completas. Inspire-se na natureza, inspire-se no seu cultivo e tenha legumes à mesa! [fonte]Referências: Alberto Gardé, Nydia Gardé. Culturas Hortícolas Nova Colecção Técnica Agrária. Vol. I. Lisboa: Clássica Editora, 1988.;Almeida, Domingos. Manual de Culturas Hortícolas. Vol. II. Lisboa: Editoral Presença, 2006.; Manual de Agricultura Biológica. Municipio de Terras de Bouro. Disponível em: http://www.ci.esapl.pt/mbrito/compostagem/Manual%20de%20AB%20%20v04.pdf [/fonte]

Cebolinho: suplemento natural de antioxidantes

O verão não tarda em chegar. Começa a época do ano em que normalmente só apetece bebidas e pratos frescos e saborosos. Frescos e saborosos vem logo à ideia as saladas. E porque não juntar cebolinho às suas saladas habituais? Se já experimentou, fica a sugestão de o cultivar em casa para o usar enquanto cozinha. Se ainda não conhece esta erva aromática encontra aqui alguns motivos para a testar. O cebolinho faz parte da vasta lista de ervas aromáticas que se consomem frescas dando um pequeno contributo para a prevenção de certas doenças, um bom motivo para arranjar um lugar para o cebolinho na sua horta “+ Saúde por Metro Quadrado”.

Cultive, prove e aprove a rúcula!

Diariamente surgem incentivos, por exemplo através de vários meios de comunicação social, para que se faça uma alimentação completa, equilibrada e variada: três palavras que definem claramente o que é uma alimentação saudável. Contudo, das três características, aquela que provavelmente pode ser a mais difícil de executar para a maioria das pessoas é fazer uma alimentação variada e que, ao mesmo tempo, seja económica. Atualmente é talvez o maior desafio para todos nós. Para variar os vegetais nas saladas, “+ Saúde por Metro Quadrado” lança-lhe um novo desafio: cultivar rúcula. Assim, pode substituir a tradicional alface e tomate ou cenoura sem pagar nada. A rúcula está na moda. Repare: foi uma planta originária do sul da Europa e do  sudoeste asiático, muito utilizada desde a antiguidade pelos povos do mediterrâneo e agora volta novamente a merecer destaque nas saladas dos chefs e nas prateleiras gourmet de algumas superfícies comerciais. Aqui, recomendamos que a cultive, para depois a usar as suas folhas frescas nas saladas. É que ficam mais ricas! A rúcula é uma planta anual, de estação fresca, de cor verde, com folhas profundamente simples e com recorte. A rúcula pode começar a tomar flor (o termo técnico é espigamento) e isso ocorre em condições de temperatura elevada, acima dos 30 graus, em dias longos. É um hortícola de fácil plantação. Quer ver? Siga-nos: Pode instalá-la na terra tanto por sementeira direta como por transplantação, ainda que para esta época do ano seja preferível fazer por transplantação. A sementeira direta é mais recomendada para o final do inverno ou no início da primavera; É uma cultura de ciclo curto de 60 a 90 dias; Plante com um espaço ou intervalo de 15 cm. Assim em cada vaso, vão nascer três rúculas. Se escolher plantar um metro quadrado ou o seu equivalente com 10 vasos (medidas de 52x20x18 cm), poderá alcançar um total de 30 rúculas; A colheita tem início 20 a 30 dias após a plantação e efetua-se cortando a parte aérea da planta a cerca de 2 cm do solo. A planta emite novas folhas que podem dar origem a uma nova colheita; Recomenda-se a rega pela manhã e ao fim da tarde. A quantidade de água vai depender da necessidade que a terra apresentar. Se estiver demasiado seca regue todos os dias. A rúcula, para além da sua riqueza em diversos minerais, vitaminas, fibras e alguns fitoquímicos, é essencialmente água: em 100 gramas de rúcula, 91,7 gramas do seu peso são moléculas de água. O que mostra claramente que o consumo deste hortícola é um contributo para o equilíbrio hídrico do nosso corpo. Com esta facilidade em cultivar, pense na qualidade nutricional que irá obter com este vegetal para o seu bem-estar físico e psicológico. Cultivar hortícolas é cuidar da terra, de si e da sua família. É uma forma de estar mais perto da natureza, de compreender o seu valor e, de alguma forma, sempre pratica algum exercício físico. Cultive, prove e aprove.   [fonte]Referencias: Alberto Gardé, Nydia Gardé. Culturas Hortícolas Nova Colecção Técnica Agrária. Vol. I. Lisboa: Clássica Editora, 1988.;Almeida, Domingos. Manual de Culturas Hortícolas. Vol. II. Lisboa: Editoral Presença, 2006.; http://www.athena.biblioteca.unesp.br/exlibris/bd/bla/33004064014P0/2005/purquerio_lfv_dr_botfca.pdf; http://stopcancerportugal.com/2012/04/06/rucula-sair-da-monotonia/ [/fonte]

Os rabanetes dão tanto por tão pouco

E em Maio, afinal o que poderá cultivar? Talvez não lhe tenha ocorrido pensar em rabanetes. É a sugestão do “+ Saúde por Metro Quadrado”. Além de dar cor, sabor e completar as saladas, que tal inovar o cardápio de sumos naturais? Sim, os rabanetes também podem ser utilizados para fazer sumos que refrescam e ao mesmo tempo nutrem! Os rabanetes são fáceis de cultivar e têm um ciclo cultural curto. Assim, dá-lhe a possibilidade de semear e colher os seus rabanetes num espaço de 20 a 70 dias. Cultivo fácil, simples e com benefícios, o que poderá pedir mais? O rabanete é uma planta da mesma família do nabo, do repolho, da mostarda, da couve, entre outras. É uma cultura de climas temperados. Requer, portanto um clima fresco e húmido para um bom desenvolvimento. Muitas cultivares de rabanete são sensíveis a geadas e as temperaturas elevadas podem prejudicar a sua qualidade por perda de rigidez. Como plantar rabanetes? Registe agora os pontos relevantes para cultivar os seus rabanetes. Adapta-se a diversos tipos de terra, mas prefere terras com texturas do tipo leves ou médias com elevada fertilidade; Os rabanetes instalam-se por sementeira direta. A sementeira faz-se em linhas espaçadas de 15 a 25 cm, com um espaçamento entre plantas na linha de cerca de 5 cm, tal como pode ver em detalhe na imagem.   É uma cultura bastante exigente em água. Para uma produção de qualidade é necessário regar em quantidades relativamente constantes. Recomenda-se de manhã e ao fim da tarde utilizando um regador. A quantidade de água vai depender da necessidade que a terra apresentar. Se estiver demasiado seca deve regar até que a terra não tenha capacidade para absorver mais água; Esta planta necessita de ter nutrientes facilmente disponíveis, devido ao ciclo relativamente curto. O equilíbrio de azoto, fosforo e potássio, recomendado em outras rubricas anteriores, continua a ser um fator importante. No caso do rabanete, até um grama de azoto por metro quadrado é o suficiente para uma boa produtividade; Após a colheita, aconselha-se a separar as folhas dos rabanetes, tornando-os menos perecíveis. Caso não os consuma de imediato, coloque no frigorífico. As folhas devem apresentar uma cor verde brilhante. Os rabanetes devem ter a casca firme e lisa, de cor uniforme e  sem pontos escuros ou rachaduras. Os rabanetes, por serem muito ricos em vitamina C, ácido fólico, potássio, cálcio e fósforo e em quantidades significativas, são uma alternativa muito válida para que faça refeições variadas, um aspeto fundamental da alimentação saudável. O seu consumo deve ser regular quando estão disponíveis e na sua máxima frescura, contribuindo assim para a proteção da saúde, nomeadamente na prevenção das doenças cancerígenas. Com apenas um vaso ou o seu equivalente, no metro quadrado de terra, consegue mais sabor e melhor nutrição. Cultive esta ideia e colha os benefícios. [fonte]Referências: Alberto Gardé, Nydia Gardé. Culturas Hortícolas Nova Colecção Técnica Agrária. Vol. I. Lisboa: Clássica Editora, 1988.; Almeida, Domingos. Manual de Culturas Hortícolas. Vol. II. Lisboa: Editoral Presença, 2006. [/fonte]

Dois pés de salsa

Ter à mão dois pés de salsa para muitas das receitas espalhadas em mil livros de culinária e mil blogs é a proposta da rubrica de hoje. Já imaginou ter o bacalhau, as batatas, os ovos, a cebola e o azeite e não ter salsa? É absolutamente possível acontecer.

Coentros: fusão de aroma e nutrição

Os coentros fazem parte da extensa família de ervas aromáticas. Em Portugal, a finalidade em cultivar coentros prende-se exclusivamente no interesse pelas suas folhas que dão aroma, sabor e cor, sendo utilizadas em diversas preparações culinárias típicas do sul do País. É uma espécie anual com um ciclo cultural de 3 a 4 meses. É uma cultura de climas temperados a temperado-quentes, adaptando-se a diversas condições ambientais. A temperatura ótima ao seu desenvolvimento está entre os 7 e os 27ºC. Por isso, esta é uma boa altura para os cultivar. Assim, estarão mesmo à mão para experimentar a cozinhar pelo menos dois pratos bem portugueses, a açorda de coentros e a carne de porco à alentejana. Os coentros podem ser ainda utilizados para temperar saladas e pratos de peixe grelhado. Além da gastronomia mediterrânea, o coentro está muito presente na cozinha indiana e tailandesa. Prepare tudo para, até ao mês de julho, os coentros ficarem disponíveis nos seus vasos ou no metro quadrado de terra e o mais perto possível da sua cozinha.

Alho-francês, o melhor é português!

O alho-francês é uma planta que apresenta um caule e dá origem a um sistema de folhas verdes escuras. É um hortícola de estação fresca, com alguma tolerância à geada. Anote as condições para a cultura do alho francês: Opte por solos frescos com uma boa drenagem (óptima filtração de água e luz) Terra rica em matéria orgânica (aplicar 30 a 60 gramas de azoto, fósforo, potássio por metro quadrado ou 3 gramas em cada vaso) As temperaturas favoráveis ao seu desenvolvimento variam entre os 13 e os 24ºC O alho-francês pode ser instalado por transplantação e por sementeira direta. Para ser mais acessível e rápido aplique a transplantação do seguinte modo:

Tomate-cereja, um cherry para partilhar em família

O tomate-cereja é uma variedade botânica que deriva do tomate comum, pesando 10 a 30 gramas. A cor superficial do fruto maduro pode ser amarela, rosada, laranja ou vermelha. As principais regiões produtoras de tomate a nível mundial situam-se em climas do tipo mediterrâneo e de savana tropical. Portugal é um exemplo de clima mediterrâneo, logo é ótimo para plantar este fruto. As fases do ciclo vegetativo do tomate-cereja passam por: germinação; desenvolvimento vegetativo; floração e frutificação. A duração do ciclo é de 90 a 120 dias após a plantação. A variedade a comprar é do tipo anã, para que se possa desenvolver tanto no vaso como num metro quadrado. O tomate é uma cultura de estação quente, exigente em temperatura e sensível à geada. A cultura ao ar livre desenvolve-se com uma temperatura média de 16°C, acima dos 30°C a qualidade do fruto é prejudicada. Como cultivar tomate-cereja? Siga as próximas instruções para executar um correto cultivo desta variedade: O tomate-cereja pode ser instalado por sementeira direta (colocar as sementes no local onde quer obter o fruto) ou por transplantação (pé de tomateiro pouco desenvolvido); Executar mobilizações superficiais cuidadosas no caso de se efetuar a sementeira; A plantação deve ocorrer nos princípios de Março e a colheita ocorrerá até meados de Junho; A distância entre as plantas na linha pode variar entre 10 a 20 cm; Durante o crescimento da cultura, num vaso deve aplicar por dia aproximadamente meio litro de água; É aconselhável terminar a rega 10 a 20 dias antes da data prevista para a colheita. O tomate por si só possui inúmeros atributos nutricionais que melhoram e completam uma alimentação variada e equilibrada. Além de todas as suas qualidades junte-lhe o facto de ser pequeno, atrativo, doce e de textura característica. Vai aperceber-se que é um alimento excelente para compor as saladas das crianças. E não só, o tomate-cereja é geralmente bem aceite e fresco, acabadinho de apanhar, conquista a família e os amigos.   [fonte] Referências: Almeida, Domingos. Manual de Culturas Hortícolas. Vol. II. Lisboa: Editoral Presença, 2006. [/fonte]

Alface, a salada da casa

Será fácil plantar uma alface? Irá ver que sim! A textura característica da alface e o espectro de cores, variam desde o verde-amarelado até ao verde-escuro ou roxo, de acordo com as inúmeras variedades que existem. Cada variedade é específica para cada época do ano ou zona do país, de estufa ou ao ar livre, e são necessários alguns cuidados básicos. Esses cuidados passam por mobilizar, nutrir e regar o terreno e o vegetal para uma boa colheita. As alfaces para a cultura ao ar livre são do tipo de folha crespa, lisa, repolhudo e tipo romano. Todas elas preferem uma boa exposição ao sol e solos bem drenados, ou seja, devem ser bem arejados, facilitando assim a deslocação e escoamento da água durante a rega. Como foi referido na primeira rubrica, o terreno deve ter presente nutrientes como o azoto, o fósforo e o potássio. Há adubos com estes três compostos. Assim, deve aplicar o adubo para nutrir o solo, com cerca de 80 g por metro quadrado ou 8 g por cada vaso.

Cultivar saúde com um metro quadrado de terra

Já pensou na possibilidade em reutilizar um canteiro abandonado do seu jardim, quintal, terraço ou varanda? Ou até mesmo aproveitar um conjunto de vasos que tenha em sua casa e cultivar alguns hortícolas? Pois bem, comece hoje mesmo a aprender como se faz! O primeiro aspeto a considerar é o de organizar um metro quadrado de terreno fértil para plantar. É um espaço pequeno, mas é suficiente para começar. Se já tem espaço e terra, então, este assunto está resolvido. Se tem, por exemplo, um terraço ou uma varanda, a sugestão vai para a aquisição de alguns vasos retangulares de terracota ou mesmo de plástico.