Adoptar um estilo de vida saúdavel

A banalidade do mal: confundir conforto com bem-estar

O “conforto” pode ser perigoso e nada saudável, sobretudo quando o confundimos com “bem-estar”. O autêntico “bem-estar” tem mais a ver com saúde, e, por conseguinte, é algo bem mais seguro e preferível. A filósofa Hannah Arendt chamou de “banalidade do mal” a tudo aquilo que os humanos podem acostumar-se de bom grado mesmo que, em sua justiça, tenham consciência ou conhecimento de que lhes poderá trazer malefícios (a si mesmos e aos outros). Somos seres de hábitos aprendidos (a maioria daquilo que nos faz ser quem somos é aprendido!) e, como tal, educam-nos e educamo-nos para aderir com grande facilidade às inúmeras situações de conforto que abundam na nossa sociedade. Gostamos de estar confortavelmente sentados (e isso pode ser merecido e perfeitamente justificado) como podemos gostar de alimentos super agradáveis mesmo que sejam completamente artificiais e carregados de aditivos (que provocam dependência). É óbvio que, nestas coisas, a quantidade conta mas isso leva a que, muitas vezes, facilitemos a repetição dos erros (com desculpas ao estilo de “uma só vez não faz mal” e que servem apenas para apaziguar ou enganar a consciência!). Há pessoas que fazem isso durante anos ao ponto da sua vida e o seu aspecto mudarem: engordam, desenvolvem doenças, deformam-se, tornam-se mais lentos e envelhecem mais rapidamente. A esse conforto podem chamar-lhe bem-estar (apenas porque se sentem bem) mas estão errados. Saúde e bem-estar: dois conceitos interligados O verdadeiro bem-estar tem a ver com a saúde. E todo o conforto que atente contra a saúde não é bem-estar. Para que o conforto faça parte do nosso bem-estar temos de ver as coisas de forma mais racional colocando a saúde em primeiro lugar (e não fazer disso um jogo de lotaria, confiando na sorte). Quase todo o conforto moderno contém uma dose perigosa de risco. Não dependerá apenas da dosagem mas da própria natureza e do tipo de confortos a que nos entreguemos. Isso é óbvio. Para irmos mais longe nesta curta reflexão pensemos que o nosso organismo não está adaptado ao estilo de vida actual, de que fazem parte, por exemplo, os alimentos processados industrialmente e onde impera, entre outros venenos, o açúcar refinado. Somos seres vivos preparados para ambientes completamente diferentes daqueles em que, provavelmente, viveremos toda a nossa vida. E não será nos próximos tempos que a evolução biológica (que é lenta) vai tornar-nos aptos para o mundo moderno. Basta pensar que embora tenhamos aumentado a esperança de vida (devido, sobretudo, a mais higiene e melhores medicinas) surgiram inúmeras doenças de incompatibilidade que antigamente eram mais raras com a diabetes tipo 2, certos cancros como o do cólon, a osteoporose, doenças cardíacas, obesidade mórbida, entre outras. Para contrariar as duas horas que estive aqui sentado a trabalhar, vou dar uma caminhada. [fonte] Créditos da imagem: http://www.mirror.co.uk/news/technology-science/the-obesity-epidemic—whats-going-255260 [/fonte]

“O essencial é invisível aos olhos”

A forma como os outros olham para nós é algo que marca. Pela positiva ou pela negativa, mas marca. Reequacionar modos de vida é algo que tem de partir de cada um para que essa tomada de decisão seja assumida em plenitude e “adotar um estilo de vida saudável” entranha-se no corpo com lugar de destaque no íntimo pessoal e intransmissível porque “o essencial é invisível aos olhos“. A motivação não está no que os outros vêem mas no que sinto; não está em comentários de terceiros mas na leveza com que os meus passos se sucedem; não reside no alheio mas em perceber que o meu organismo responde a excessos com pequenos alertas que nos fazem abraçar este modo de viver. A forma como o nosso corpo se levanta e desempenha os movimentos básicos com naturalidade, sem estar ‘preso’ sem se ‘prender’ libertando-se e responsabilizando-se como sendo único dá-nos liberdade para cativar. Há sempre uma forma de cuidar e é em pequenas decisões que podemos fazer a diferença e a amplitude do bem querer pessoal espelha o modo de olhar.

Crie uma agenda saudável

Numa altura de encerramento do Ano Velho e início de Ano Novo, a tradição das doze badaladas e dos doze desejos só vem contribuir ainda mais para a reflexão do que ficou para trás e verbalização dos objectivos que pretendemos atingir. Para tal, nada melhor que uma agenda onde se planeie o onde, quando e como vamos concretizar aquele nosso desejo secreto.

Prevenir? Yes, we can

A UE alberga apenas 12,5% da população mundial, no entanto, de todos os cancros diagnosticados mundialmente, 25% correspondem a pacientes de países da UE. As previsões para as próximas décadas são de um aumento de casos de cancro e uma sobrecarga dos serviços de saúde. Está na altura de prevenir e adoptar certas medidas.

Stop Cancer Portugal há 6 meses online

Depois de ultrapassar os 500 seguidores no Facebook e a fazer, hoje, 6 meses de vida online, o Stop Cancer Portugal disponibiliza informação actualizada para adoptar hábitos de vida saudável, promover a saúde e sobre a prevenção do cancro, diagnósticos e tratamentos. Agradecemos o tempo que dedica à leitura destas informações e faça por as colocar em prática. Demonstre que gosta do que escrevemos e que é válido o nosso empenho. Divulgue o Stop Cancer Portugal às pessoas que gosta, contribuindo assim para criar uma sociedade informada, responsável e saudável. Sugira aos seus amigos do Facebook através de dois simples clicks, um no ícone “Sugere aos teus amigos” localizado na região superior à direita da página e o outro no seu amigo que quer dar a conhecer o que se faz e escreve por aqui. É o melhor presente que nos pode oferecer.

As crianças veem, as crianças fazem

crianças

Em 2006, a NAPCAN lançou uma campanha nos meios de comunicação social através do vídeo “Children see, children do”, as crianças veem, as crianças fazem. O propósito dessa campanha foi demonstrar a influência que um adulto pode ter numa criança.

RevoluZionar a Vida

Descendemos de marinheiros, homens corajosos que não voltaram costas a grandes desafios, não recuaram perante o Cabo das Tormentas. Descendemos de homens que conseguiram fazer uma revolução com flores em vez de armas. Então, porque não conseguimos tomar nas nossas mãos a responsabilidade do que acontece no nosso corpo?