RevoluZionar a Vida

Descendemos de marinheiros, homens corajosos que não voltaram costas a grandes desafios, não recuaram perante o Cabo das Tormentas.

RevoluZionar a Vida prevenção

Descendemos de homens que conseguiram fazer uma revolução com flores em vez de armas. Então, porque não conseguimos tomar nas nossas mãos a responsabilidade do que acontece no nosso corpo?

Quando construímos uma casa de raiz, existe a preocupação em escolher a sua localização, os melhores pontos de luz, os materiais mais apropriados para a sua construção. Quando a casa é o nosso corpo, ele molda-se ao que fazemos com ele. É extraordinário como  ele diariamente, tal como uma máquina eficiente, nos dá indicações sobre o seu estado. No entanto, por falta de alguma informação, associada a “crises agudas de cegueira” não somos capazes de perceber que ele quer comunicar as nuances das mudanças que vamos sofrendo.

Não faz sentido um programa de prevenção sem uma população disposta a participar. Isso seria equivalente a propor o desafio de ultrapassar o dito Cabo sem marinheiros para o fazer. Não nos podemos desculpabilizar com a inércia do sistema para justificar todos os nossos problemas. Como cidadãos de direito e deveres assumidos, é do nosso interesse salvaguardar o maior bem, ou seja o nosso corpo, e rentabilizar da melhor forma o seu funcionamento. A primeira estratégia para iniciar esse percurso será assentar o primeiro alicerce da nossa “casa” numa plataforma, a Prevenção.

Esta palavra aparentemente sem maior sentido, como muitas outras do vocabulário português, pode fazer a diferença para a maioria da população portuguesa. Se não fosse este conceito (o da prevenção), por vezes utópico, de antever o que pode acontecer, não seria possível despistar tantas situações com que todos os dias sou confrontada. Se para alguns é um gasto de energia desnecessário e sem sentido, posso assegurar que através da prevenção é possível impedir que alguém se torne mais um número no sistema de saúde, tornando o desafio já ganho.

Por isso, apelo à “revoluzão” das ideias. Ideias com objectivos, com prioridades, de aceitar desafios, inspiradas na razão, porque no fundo, estou a apelar à conquista do nosso maior Bem, a própria Vida.

Mónica Castro, Enfermeira, Bacharel desde 1996, pela Escola Superior de Enfermagem de São João e Licenciada desde 2004 pela Escola Superior de Enfermagem D. Ana Guedes. A exercer funções de enfermagem desde 1996 até 2012 num serviço de internamento Medicina Oncológica/Quimioterapia em Portugal e desde 2012 a exercer funções num serviço de internamento que engloba Oncologia, Hematologia e Transplantes, no Reino Unido. Formador com CAP desde 2010. Em Portugal colaborou com a Europacolon Portugal em vários projetos relacionados com a prevenção primária nas escolas secundárias da zona Norte e num projeto de apoio a doentes com cancro Colo-Rectal e seus familiares na Área do Grande Porto. Atualmente em fase de desenvolvimento profissional com a inscrição em Cursos relacionados com Linfoma e Mieloma. Colaboradora do Stop Cancer Portugal desde Março de 2010.     Mónica Castro, Nurse, Bachelor since 1996, from São João Nursing School and Licensed since 2004 from D. Ana Guedes School of Nursing. Working as a nurse from 1996 to 2012 in a inpatient Medical Oncology / Chemotherapy in Portugal and since 2012 working in a Oncology, Hematology and Transplantation ward in the UK. In Portugal collaborated with Europacolon Portugal in various projects related to primary prevention in secondary schools in the northern area and a project to support patients with colorectal cancer and their families in the Great Oporto Area. Currently developing professional skills with courses related to Lymphoma and Myeloma area.