Ficámos os dois em silêncio!
Há tantas realidades para as quais estamos profundamente adormecidos. O cancro é uma delas, pelo menos até bater à nossa porta. Este é um mecanismo de defesa perfeitamente compreensível. É a técnica da avestruz. Porque havemos de nos importar com algo que é angustiante e que, supostamente, está bem longe de nós? Comigo, era isto que se passava até há cerca de 13 anos atrás.
Porque fumam os nossos jovens?

Pergunto-me com muita frequência: se o tabaco faz mal à saúde, porque é que os jovens fumam? É evidente a existência de uma grande curiosidade na infância e adolescência relativamente a novas experiências, assim como a aquisição por parte de muitos jovens de dinheiro fácil, a dita mesada. Estes dois factores podem facilmente conjugar-se e levar os jovens ao consumo de cigarros sem grande dificuldade. Calcula-se que entre 70 a 90 % das pessoas que “provam” quatro ou mais cigarros por dia serão no futuro, fumadores regulares. Esta é, sem dúvida uma situação preocupante na medida em que os jovens não têm este tipo de conhecimento nem controlo sobre esta situação. Mas, informação acerca dos malefícios do tabaco não falta. Se pegarmos em maços de cigarros variados, encontramos as seguintes frases “fumar mata“, “fumar faz mal à saúde“, “fumar provoca cancro“, … Então eu volto a perguntar: se o tabaco faz mal à saúde, porque é que os jovens fumam? Tabagismo na adolescência Há uns dias atrás, ao consultar um livro de Biologia do 11º ano, deparei-me com temas muito interessantes relacionados com “Crescimento, renovação celular e reprodução”. Após uma breve leitura sobre a “Universalidade e variabilidade da molécula de DNA”, “Replicação do DNA”, “Fluxo de informação genética” encontrei também e na sequência do tema “Alterações do material genético” onde foca a importância da mitose no desenvolvimento celular e possíveis alterações que podem originar o cancro, nomeadamente o cancro do pulmão. Mas para melhor compreendermos este raciocínio, passo a citar uma das frases do referido livro: “Numa neoplasia, as células dividem-se desordenadamente e podem adquirir características de malignidade: As células dos tumores malignos podem, então, invadir os tecidos vizinhos ou espalhar-se por outras partes do corpo – metastização (do grego metastasis = mudar de lugar). Sendo os mecanismos de regulação influenciados por moléculas provenientes quer do meio interno quer do meio externo, é fácil compreender o perigo que determinadas substâncias químicas, como o fumo do cigarro, poluentes, corantes e outras substâncias podem representar para a saúde”. No final desta breve consulta, mais uma vez coloquei a seguinte questão: porque é que, mesmo com informação científica acerca das alterações provocadas pelos cigarros (referenciadas nos manuais escolares) os jovens fumam? Esta é realmente uma questão de difícil resposta, à qual eu não consigo responder. No entanto, entendo como profissional de saúde e como mãe, que vale a pena lutarmos no sentido de transmitirmos aos nossos jovens informações válidas e capazes, no sentido de os esclarecer acerca da importância da aquisição de hábitos de vida saudáveis e proteger contra doenças que têm tanto de grave como de dor. [fonte]Bibliografia: Silvia, A. Santos, M. Gramaxo, F. Mesquita, A. Baldaia, L. & Félix, J. – Terra Universo de Vida. Biologia. 1ª parte. Pag. 50. Porto Editora 2009. Crédito das imagens Designed by Freepik[/fonte]
Criada a primeira associação para combater cancro do pulmão

Os doentes com cancro do pulmão em Portugal contam a partir de agora com o apoio da primeira associação criada com o objectivo de combater e prevenir a doença cancerígena que mais mata no país. De acordo com António Araújo, presidente da Pulmonale – Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão, esta “luta nasceu porque havia um vazio no apoio aos cancros com pulmão”. O objectivo é apoiar as pessoas que querem deixar de fumar, reduzir o risco de desenvolver a doença, ajudar os doentes com cancro, seus familiares e amigos, ajudar nas campanhas de prevenção de início de consumo de tabaco e ainda na investigação científica. Fonte: Lusa
Reduzir o Risco de Cancro do Pulmão

O American Institute for Cancer Research (AICR) divulgou recentemente um estudo, publicado no Journal of the American Medical Association, que sugere que níveis elevados no sangue em vitamina B e aminoácido metionina têm um efeito positivo na redução do risco de desenvolver cancro do pulmão. Susan Higginbotham, Directora de Investigação do AICR, comenta: “este estudo acrescenta evidência ao papel que a alimentação tem na redução do risco para o desenvolvimento do cancro do pulmão. Mas, o melhor conselho é, e continua a ser, não fumar“. A vitamina B6 ou piridoxina está disponível em alimentos como o feijão, o milho e o arroz integral, nas carnes e peixes, nas frutas e legumes como: uvas, banana, couve-galega, couve-flor, couve-de-bruxelas, cebola, pimento encarnado, agrião. O aminoácido metionina pode ser encontrado nos brócolos, também nas couves-de-bruxelas e cebola, no alho, arroz integral, milho, amêndoas, carnes, peixes e lacticínios. Escolher alimentos variados e inseridos numa alimentação equilibrada vai fazer refeições ricas nestes dois nutrientes, como o Stop Cancer Portugal recomenda.
Agência Internacional lança novos dados globais do cancro
A Agência Internacional de Investigação do Cancro (IARC) anunciou no passado dia 1 de Junho o novo relatório, GLOBOCAN 2008. É a maior base de dados sobre cancro existente no mundo e permite prever a incidência e a taxa de mortalidade de cancro nos próximos 20 anos, ou seja, até 2030. Em 2008 registaram-se 12,7 milhões de novos casos de cancro e 7,6 milhões de mortes resultantes da doença. Os cancros do pulmão, da mama e colo-rectal são os mais regularmente diagnosticados. As causas mais comuns de morte por cancro são: pulmão, estômago e fígado . Christopher Wild, Director da agência, afirmou: “Estes dados representam a avaliação mais rigorosa do impacto global do cancro actualmente disponíveis e podem ser úteis no estabelecer de prioridades para o controlo do cancro nas diferentes regiões do planeta”. Segundo as estimativas do IARC até 2030 vão registar-se cerca de 21,4 milhões de novos casos de cancro por ano e registar-se-ão 13,2 milhões de mortes. Portanto, relativamente à incidência e à mortalidade o número de casos vai duplicar. Pode aceder online a dados de 182 países em http://globocan.iarc.fr.