Mãe-Bebé: o vínculo mais afetivo

Porque nem só de alimento vivem as crianças, foi a partir do século XX que o tema “relação de apego mãe-filho” começou a ganhar ênfase entre os psicanalistas e psiquiatras infantis.

Segundo Bowlby (1951) esta é uma relação íntima e afetiva estabelecida entre o bebé e a figura materna, e ainda a relação que qualquer mulher seria capaz de estabelecer com seu filho. Em algumas experiencias, o autor constata que os bebés que sofrem privação materna prolongada podem deixar de sorrir ou de reagir quando alguém brinca com eles, ou, apesar de serem bem nutridos, terem dificuldade em desenvolver-se. Dormem mal e não demonstraram iniciativa, podendo também apresentar atraso na fala e suscetibilidade a infeções.

Um exemplo visível na necessidade de carinho é no ato de amamentar. A maioria dos bebés, no início, mama sem focar os olhos ou tendem a fixar-se por pouco tempo. À medida que o ato de mamar se torna fácil e agradável, o bebé começa a demonstrar atenção ocular.

O bebé não pode viver só de alimento, necessita também de sentir-se seguro, compreendido e amado. Ao mesmo tempo, verificamos que crianças que não vão ao colo e não são acariciados, ou ainda que não tem cuidado materno, evidenciam hábitos de sugar em demasia, frequentemente alimentam-se em excesso e sofrem geralmente de mais distúrbios digestivos.

Este texto para o mês de Maio, o mês de “Maria” ou mês das Mães, pretende evidenciar a importância do carinho materno, em modo de homenagem a todas as mães leitoras, numa espécie de recompensa pelas 24 horas de trabalho, 7 dias por semana, todos os dias do ano, sem horário de descanso nem recompensa monetária, apenas por amor. Confirme se alguém aceitaria trabalhar nas mesmas condições de trabalho no vídeo que se segue.

Referências: BOWLBY, J. Cuidados maternos e saúde mental. 5.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1995

Marisa Figueiredo, nutricionista licenciada em Ciências da Nutrição e mestre em Nutrição Clínica, pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, iniciou atividade clínica em 2004. É doutoranda na Faculdade de Medicina de Lisboa no curso de Doenças Metabólicas e de Comportamento Alimentar. Desenvolve atividade docente desde 2007 e colabora frequentemente em ações de divulgação na promoção da saúde e prevenção das doenças crónicas. Dedica o seu trabalho à nutrição clínica, no adulto e na criança, com particular interesse pela alimentação e saúde infantil. Acredita que o seu trabalho deve assentar essencialmente na mudança de atitudes face a comportamentos que possam pôr em risco a saúde. A estratégia adoptada passa por fazer chegar a mensagem aos pais e seus educandos. A prevenção começa in útero. Colaboradora do Stop Cancer Portugal desde Janeiro de 2013. Por indicação do autor, os seus textos não obedecem ao novo acordo ortográfico.     Marisa Figueiredo is a nutritionist, graduated in Nutritional Sciences and has a Master degree in Clinical Nutrition of the Institute of Health Sciences Egas Moniz. Started her clinical activity in 2004. She is a PhD student in Metabolic Diseases and Feeding Behavior at the School of Medicine of Lisbon. Develops teaching activity since 2007 and collaborates frequently in actions and workshops for promoting health and preventing chronic diseases. His work is dedicated to clinical nutrition in adults and children, with particular interest in child´s health and nutrition. She believes that her work should be based on attitudes and behaviours’ changing and prevention begins in utero. Collaborates in Stop Cancer Portugal since January 2013.