Os perigos da automedicação

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Os perigos da automedicação

Quem nunca tomou um medicamento após uma dor de cabeça, dor abdominal, febre ou até por alterações intestinais como diarreia ou obstipação?

Quem nunca pediu a opinião de uma pessoa conhecida ou amiga acerca de qual o medicamento que deveria tomar perante determinado sintoma?

A impossibilidade de acesso de grande parte da população ao atendimento médico por questões financeiras, a dificuldade de deslocação dos habitantes de algumas aldeias, a dependência física ou doença mental ou até a publicidade a medicamentos na televisão e revistas, são algumas das causas que levam muitas pessoas a automedicarem-se.

A automedicação, muitas vezes entendida como uma solução para o alívio imediato de determinado sintoma, pode tornar-se um problema com consequências muito graves, nomeadamente: contribuir para erros de diagnóstico; agravamento de uma doença, uma vez que pode esconder determinados sintomas; anular ou potenciar a ação de medicamentos em uso; facilitar o aumento da resistência de microrganismos, nas situações de antibioterapia; intoxicações; dependências e em situações mais graves reações alérgicas que podem levar o individuo à morte.

Assim, para que a medicação não se torne num inimigo e tenha o máximo de eficácia, é importante que não se use os medicamentos de forma indiscriminada e irrefletida. A prescrição médica, a informação do farmacêutico ou do enfermeiro são muito importantes para a preservação da saúde e prevenção da doença.

Ana Paula Figueiredo, natural da Trofa é Licenciada em Enfermagem e Especialista em Saúde Mental e Psiquiatria pela Escola Superior de Enfermagem do Porto. Mestre em Educação, área de especialização em Educação para a Saúde pela Universidade do Minho. Actualmente exerce a sua actividade profissional na área da oncologia, no Porto. É Coordenadora do workgroup de Educação para a Saúde da Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa. Co-autora do projecto “Com um conto acrescento um ponto à minha saúde” e do Concurso “Com uma história conquisto uma vitória” é também autora de vários artigos científicos na área da oncologia e de histórias infantis na área da educação para a saúde. Colaboradora do Stop Cancer Portugal. Ana Paula Figueiredo, born in Trofa, holds a Bachelor of Science in Nursing with a specialization in Mental Health and Psychiatry awarded by the Porto School of Nursing. Master in Education, specialty subject of Health Education awarded by the University of Minho. Currently undertakes professional practice in the area of Oncology in Porto. Coordinates the Health Education workgroup of the Portuguese Oncologic Nursing Association. Coauthor of the project “With a tale I’ll add a dot to my health” and the competition “With a story I’ll conquer a victory”, she has also authored several scientific articles on the subject of oncology as well as children’s stories on the subject of health education. Collaborates in the project Stop Cancer Portugal.