Cancro do testículo: uma coreografia para a vida

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on Twitter

“Trim Trim” podia ser o início de uma das muitas campanhas encabeçadas por Lance Armstrong na prevenção do cancro do testículo. Mas nem o facto de ser uma figura pública, atleta de renome ou a história contada na primeira pessoa pareceu ter grande impacto neste lado do oceano.

Para a Direcção-Geral da Saúde, este tipo de cancro está sob vigilância pelo aumento na incidência, que cresceu especialmente entre 2012 a 2014. Associado a este dado está um estudo de José Luís Passos Coelho, onde ele aponta para uma mortalidade superior à esperada neste tipo de cancro. Na União Europeia a taxa de sobrevivência é de 95%, enquanto em Portugal apenas chega aos 85%. Um importante factor é o diagnóstico tardio, associado a uma população que por desconhecimento ou aspectos culturais não efectua a palpação da zona testicular. Ao contrário do cancro da mama, onde se investe em grandes campanhas na comunicação, nas redes sociais e na saúde primária para que se aposte na palpação, o cancro do testículo não está sujeito ao mesmo tipo de atenção tornando-se invisível aos olhos da população.

Prevenir o cancro do testículo com o exame regular

É essencial instruir os jovens do sexo masculino a examinar e palpar essa parte do seu corpo regularidade (uma vez por mês, por exemplo). É igualmente essencial insistir na necessidade imediata de procurar aconselhamento médico no caso de detectarem algum tipo de anomalia como:

– aumento do volume testicular ou a presença de uma massa palpável e geralmente indolor num ou nos dois testículos;

– sensação de peso, moinha ou desconforto no escroto, região inguinal ou abdómen;

– sensação de mal-estar e cansaço.

Uma vez que o tema pode ser considerado de difícil abordagem pelos pais, professores ou até profissionais de saúde talvez um estilo mais ligeiro e direccionado para as faixas etárias mais jovens consiga entrar mais depressa no ouvido para ajudar a diminuir a incidência deste cancro: uma coreografia para a vida com a influência magistral de Michael Jackson.


Fontes de informação: Direcção-Geral da Saúde (2016) Portugal – Doenças oncológicas em números – 2015. Lisboa: DGS. Acedido a 11/07/2016. Disponível em:  http://www.dgs.pt/?cr=29496 ; Associação Portuguesa de Urologia ; Diário de Notícias ; Correio da Manhã ; Video: https://www.youtube.com/watch?v=fypm_aeR5qA ; Imagem: http://www.telegraph.co.uk/content/dam/men/2016/04/06/man-doing-testicle_3198283k-large_trans++qVzuuqpFlyLIwiB6NTmJwfSVWeZ_vEN7c6bHu2jJnT8.jpg 

Mónica Castro

Sobre Mónica Castro

Mónica Castro é enfermeira pela Escola Superior de Enfermagem D. Ana Guedes. Desde 2012 exerce funções num serviço de internamento que engloba Oncologia, Hematologia e Transplantes, no Reino Unido.