Tratamento do cancro: Quimioterapia

Quimioterapia

A estratégia de tratamento de um cancro pode passar por uma destas vias ou pela conjugação de várias: cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonoterapia e bioterapia. Neste texto irei abordar a quimioterapia, as restantes vias serão abordadas em futuros posts.

A quimioterapia (QT) refere-se ao uso de substâncias químicas (medicamentos) para o tratamento de doenças oncológicas. Pretende-se que estas substâncias alcancem as células tumorais e que as destruam, conduzindo assim à diminuição do tamanho do tumor ou até à remissão (cura) da doença.

Os tratamentos de quimioterapia podem ter como finalidade:

  1. curar a doença
  2. controlar a progressão da doença
  3. prevenir o crescimento de células tumorais (mais comum após tratamentos cirúrgicos ou de radioterapia)
  4. controlar os sintomas provocados pelo tumor, quando a cura já não é possível

Como qualquer substância química, as utilizadas no tratamento de quimioterapia têm efeitos secundários. O seu aparecimento e intensidade vão depender das substâncias utilizadas e da sua dose, da duração dos tratamentos e da própria tolerância de cada doente. Os efeitos secundários mais comuns são:

  • obstipação
  • diarreia
  • anorexia (perda de apetite)
  • náuseas
  • mucosite (inflamação dos tecidos que revestem a boca, garganta, recto e vagina)
  • alopécia (perda de cabelo) ou enfraquecimento do cabelo
  • fadiga
  • anemia
  • neutropenia (diminuição das defesas naturais do organismo)

Alguns efeitos secundários podem-se manifestar durante o tratamento ou durante o intervalo entre os tratamentos. Não se esqueça de que está a ser acompanhado por uma equipa que o pode ajudar a controlar os sintomas.

Bibliografia: COSTA, Cristina et all – O cancro e a qualidade de vida; OTTO, Shirley E. – Enfermagem em oncologia.

Miguel Oliveira

Miguel Oliveira, natural de Braga, licenciado em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem de Calouste Gulbenkian – Universidade do Minho (2007), com passagem por Itália na área oncológica ao abrigo do programa de intercâmbio Europeu ERASMUS. Formador com CAP (2008), Pós-Graduado em Neuro (...)