Adoptar um estilo de vida saúdavel

Os Organismos Geneticamente Modificados, vistos de uma outra perspetiva

A evidência científica existente sobre os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) tem provas de que são seguros na alimentação e trazem benefícios ambientais, tornando a agricultura mais sustentável. Então porque há uma discrepância entre o que a ciência diz sobre os OGM e o que as pessoas pensam?

Embalagens há muitas! Reutilize-as, mas com segurança

Tudo começou quando descobrimos duas necessidades: transportar e proteger os alimentos para aumentar a qualidade do consumo alimentar. A indústria alimentar não vive sem elas e atualmente, as embalagens são parte integrante do nosso dia-a-dia, desempenhando inúmeras funções. Além da proteção do produto em si, a embalagem permite a conservação, mantendo a qualidade e segurança, atuando como uma barreira contra fatores responsáveis pela deterioração química, física e microbiológica dos produtos, além da informação e da função associada ao serviço ou à conveniência na utilização. Por isso, as embalagens não podem ser todas iguais. Elas são projetadas para uma utilização específica. No entanto, muitos de nós ganharam o hábito de guardar as embalagens para serem reutilizadas. Quando voltamos a usar essas embalagens, se as usarmos de maneira incorreta, corremos riscos porque existe a possibilidade de ocorrerem migrações de alguns dos seus componentes para os alimentos, o que é prejudicial para a saúde. A migração é a transferência de substâncias da embalagem para o alimento, por fenómenos de natureza físico-química. A inércia total não existe e os fenómenos de migração ocorrem em todos os materiais, sendo os plásticos e os papéis os mais problemáticos. Dada a natureza das moléculas destes materiais, são eles o alvo de maior atenção. Por isso, saiba como deve atuar seguindo alguns requisitos de segurança. Veja este exemplo: reutiliza as embalagens dos gelados para armazenar alimentos acabados de confecionar? A verdade é que as embalagens dos gelados são projetadas para o armazenamento de alimentos à temperatura de congelação. Armazenar alimentos quentes nessas embalagens facilita as migrações de certos componentes. Os materiais das embalagens Existem diversos materiais e artigos na produção de embalagens. O vidro é um dos materiais mais antigos. É pesado, frágil, mas tem uma elevada resistência térmica e é reciclável. É considerado o material de maior inércia química para contacto com alimentos, isto é, não cede substâncias nem absorve compostos do alimento. É por isso que é um dos melhores materiais para ser reutilizado. A contaminação dos alimentos por chumbo ou cádmio é extremamente difícil de ocorrer, uma vez que estes metais raramente entram na composição do vidro para contacto alimentar. Já para os cristais, isto não é verdade, porque têm na sua composição estes metais pesados. Costuma colocar as suas bebidas nas garrafas de cristal? É vulgar verter bebidas alcoólicas em garrafas de cristal, nomeadamente licores e vinho do Porto. No entanto, estes podem adquirir teores de chumbo elevados após tempos de contacto relativamente curtos. Vejamos agora os plásticos. As embalagens plásticas mais utilizadas atualmente são de polietileno de baixa densidade (LDPE), de polietileno de alta densidade (HDPE), de polipropileno (PP), de poliestireno (PS) e de tereftalato de polietileno (PET). O tipo de plástico utilizado na fabricação pode estar identificado na própria embalagem com símbolos que são padronizados no mercado internacional mas provavelmente desconhecidos para uma grande maioria. Já alguma vez deixou uma garrafa de plástico com água ao sol? Ou a reutilizou vezes sem conta? Tenha atenção, os plásticos são sensíveis à oxidação e a elevadas temperaturas; apresentam permeabilidade a gases, vapor de água e aromas e há a possibilidade da ocorrência de migração dos constituintes do material para os alimentos. Outro aspeto a ter em consideração é a limpeza da abertura no topo da garrafa, pois quando não são limpas de forma adequada podem desenvolver-se bactérias nocivas. Os plásticos mais seguros, quando utilizados de forma correta, para uso repetido na conservação dos alimentos são feitos de PET, HDPE, LDPE e PP. Já os plásticos de PS, PVC ou que contenham Bisfenol-A contêm componentes tóxicos que podem migrar para os alimentos. Assim, evite utilizar este tipo de embalagens plásticas. É também importante estar atento à lavagem dos plásticos. Evite lavá-los vezes sem conta na máquina de lavar loiça ou esfregá-los de forma abrasiva. Isto porque, estas situações danificam o material facilitando a migração dos constituintes do material para os alimentos. No caso dos plásticos ficarem com fendas, poderão desenvolver-se bactérias nocivas. Quanto às embalagens de metal e de papel, estas não devem ser reutilizadas para armazenar alimentos. Por exemplo, as caixas de papel de ovos, sumos ou leite, por conterem bactérias. Tenha a devida atenção quando quiser armazenar os seus alimentos. Faça-o sempre de forma correta e segura. [fonte]Referências: EcoD, 2012. Embalagens: confira como reutilizá-las com segurança. Disponível em: http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/junho/embalagens-confira-como-reutiliza-las-com. Acedido em 8 agosto de 2015; Flávio, F. J. & José, F. F. A., 2002. Considerações sobre a reciclagem de embalagens plásticas. pp. 1-10; Howdini, G. G. -., s.d. Pastics. Disponível em: http://video.nationalgeographic.com/video/green-guide-howdini/plastics-green-guide. Acedido em 8 agosto de 2015; Piergiovanni, L. & Limbo, S., 2010. Food Packaging – Materiali, tecnologie e qualità degli alimenti. Italia: Springer; Poças, M. & Moreira, R., 2003. Segurança Alimentar e Embalagem. Porto: ESB/USP; Santos, A. & Yoshida, C., 2011. Técnico em Alimentos – Embalagem. Brasil: UFRPE/CODAI; Créditos da imagem: http://www.saneamento.net/os-varios-tipos-de-plastico-cada-polimero-seu-uso/ [/fonte]

O que ainda não sabe sobre o micro-ondas

Será que preparar ou aquecer alimentos no micro-ondas põe em perigo os seus nutrientes e isso pode ter consequências para a saúde? Usar o micro-ondas na preparação ou aquecimento dos alimentos é hoje uma tarefa banal. No entanto, continuam a existir dúvidas sobre a sua interação com os alimentos. O desenvolvimento da tecnologia de micro-ondas ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial. Os fornos de micro-ondas começaram a ser utilizados para o aquecimento de alimentos na década de 50 e, a partir dos anos 80, esse tipo de energia passou a ser utilizada regularmente nos laboratórios de química. O seu funcionamento é baseado na emissão de ondas electromagnéticas que penetram nos alimentos, de 2 a 4 cm da superfície, agitando as moléculas de água que estão no seu interior, fazendo-as chocar umas com as outras, provocando atrito. O calor gera-se rapidamente como resultado da fricção interna das moléculas. O micro-ondas pode causar cancro? Sabe-se que as micro-ondas utilizadas para fazer trabalhar o micro-ondas não são as mesmas que a radiação que pode causar cancro. Tudo o que estas micro-ondas fazem é agitar as moléculas dos alimentos, aumentando a sua energia interna, como explica David Katz, diretor do Yale University’s Prevention Research Center. Segundo a American Cancer Society, as micro-ondas estão na sua maioria contidas no próprio forno quando ele está ligado e, qualquer radiação que se possa dissipar para o exterior terá níveis muito inferiores aos necessários para potenciar o aparecimento de cancro. Também está comprovado que os nutrientes presentes nos alimentos não sofrem nenhuma alteração específica quando se utiliza o micro-ondas. Na verdade, qualquer forma de cozinhar, pode alterar quimicamente a comida e o seu conteúdo em nutrientes, como acontece com a vitamina C, os ácidos gordos ómega-3 e alguns compostos bioativos, os bioflavonoides, que são mais sensíveis ao calor e perdem a sua capacidade antioxidante. Os nutrientes dos vegetais também se podem perder na água de cozedura. Por isso, para melhorar este aspeto, se usar o micro-ondas para cozinhar, deve usar menos água, como recomenda David Katz. Micro-ondas: cuidados a ter com as embalagens O maior cuidado a ter com o micro-ondas, para que seja tecnicamente seguro, está relacionado com o recipiente usado no aquecimento dos alimentos. O material mais utilizado para a produção de plásticos de policarbonato é o Bisfenol-A (BPA). De acordo com as evidências científicas, quando o BPA entra no organismo pode perturbar o funcionamento normal das células e potenciar distúrbios metabólicos como diabetes, obesidade, asma, malformações congénitas e até mesmo alguns tipos de cancro. Este composto pode mesmo prejudicar o desenvolvimento cerebral e reprodutivo em fetos, bebés e crianças. A maioria das embalagens e recipientes de plástico devem ser interditadas, uma vez que com o aquecimento, estes recipientes podem danificar-se, libertando produtos químicos como o BPA que são transferidos para os alimentos, sendo prejudicial para o corpo humano e para a saúde. Atualmente muitas empresas fabricam “recipientes seguros” para usar nos micro-ondas, livres de BPA. Existem muitos recipientes de plástico que têm indicação para o uso nos micro-ondas, no entanto, mesmo assim pode haver uma migração de compostos químicos do recipiente para os alimentos. A revista americana Environmental Health Perspectives publicou um estudo, em 2011, em que foram testados 455 tipos de produtos de plástico, desde garrafas a embalagens para colocar os alimentos e, em quase todos eles foram encontrados, mesmo nos plásticos livres de BPA, produtos químicos que têm sido associados à obesidade e a alguns tipos de cancro. Assim, para evitar esta situação, o mais seguro é utilizar um copo ou um prato de cerâmica para aquecer todos os alimentos no micro-ondas. O aquecimento por micro-ondas é uma forma atraente de preparar os alimentos, mas claro desde que sejam tomados os cuidados necessários. [fonte] Referências: Barboza, A. C., Cruz, C. V., Graziani, M. B., Lorenzetti, M. C., & Sabadini, E. (2001). Aquecimento em forno de micro-ondas / Desenvolvimento de alguns conceitos fundamentais. Quim. Nova, Volume 24, pp. 901-904;. Química Nova, 24(6), pp. 901-904; Bilbrey, J. (agosto de 2014). BPA-Free Plastic Containers May Be Just as Hazardous. Obtido de Scientific American: http://www.scientificamerican.com/article/bpa-free-plastic-containers-may-be-just-as-hazardous/; Rosini, F., Nascentes, C. C., & Nóbrega, J. A. (2004). Experimentos Didáticos Envolvendo Radiação Micro-ondas. Química Nova, 27, pp. 1012-1015; Sanseverino, A. M. (2002). Micro-ondas em síntese orgânica. Química Nova, 25(4), pp. 660-667; Swalin, R. (maio de 2015). 5 Myths and Facts About Your Microwave. Obtido de Health-News and Views: http://news.health.com/2015/02/03/5-myths-and-facts-about-your-microwave/; Créditos da imagem: http://1.bp.blogspot.com/-0dmnStxrNWg/UvkCaaRv8aI/AAAAAAAAAgw/CtJ-LzRtZqM/s1600/microondas.jpg [/fonte]  

Dia Mundial da Saúde 2015: do campo ao prato

“Do campo ao prato, tornar os alimentos seguros” é o lema da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Dia Mundial da Saúde de 2015, dedicado ao tema da Segurança Alimentar. A segurança alimentar é caraterizada por um conjunto de normas de produção, transporte e armazenamento de alimentos que visam determinadas características microbiológicas, físico-químicas e sensoriais e, segundo as quais os alimentos são adequados ao consumo. Um alimento seguro deve estar limpo e livre de micróbios, de vírus e produtos químicos. Ele é seguro porque as pessoas que o trazem até nós tomam precauções em todas as etapas do processo para mantê-lo seguro. Das quintas, da pesca e fábricas até aos nossos pratos. A segurança alimentar é importante pois contribui para a saúde, produtividade e economia da população. Mas nem todos os nossos alimentos são seguros. Todos os anos, milhões de pessoas adoecem como consequência de alimentos contaminado: podem causar doenças, desnutrição e até morte. Todos nós corremos riscos, especialmente as crianças, os idosos e pessoas doentes. De forma a garantir a segurança dos nossos alimentos, todos devemos procurar saber de onde são provenientes, como são armazenados, distribuídos, preparados e servidos. Devemos conhecer os nossos alimentos e saber como prepará-los em segurança. Todos precisamos de alimentos, como tal todos devemos tomar medidas de forma a garantir a segurança do que ingerimos. O vídeo seguinte, mostra 5 formas simples que contribuem para a segurança dos seus alimentos: mantenha a limpeza; separe os alimentos crus dos que estão cozinhados; cozinhe bem os alimentos; mantenha os alimentos a temperaturas seguras; use água e matérias primas seguras. [fonte]Fontes de informação: https://www.youtube.com/watch?v=8saaEsV0Th4; http://www.who.int/campaigns/world-health-day/2015/poster/en/; http://www.who.int/mediacentre/news/releases/2015/food-safety/en/ [/fonte]

Gorduras trans proibidas! Que produtos ainda as têm?

gorduras trans

As gorduras trans não são seguras para a saúde humana e, não devem estar presentes nos alimentos que comemos, anunciou a Food and Drug Administration (FDA) em 2013. A agência pretende limitar significativamente, ou mesmo proibir, a utilização destas gorduras nos produtos alimentares nos EUA. Depois de rever estudos científicos acerca das gorduras trans, a FDA determinou que os óleos parcialmente hidrogenados não são considerados seguros.

Aditivos Alimentares: será que precisamos mesmo deles?

aditivos alimentares

Os aditivos alimentares estão em praticamente tudo o que ingerimos. Quando lemos os rótulos nas embalagens é possível ver informação sobre corantes, conservantes e aditivos em geral. Mas será que precisamos mesmo deles? Quantas vezes já se questionou, sobre o que representam e quais os efeitos na saúde?

Algo vai mal!

No dia 12 de Setembro a TVI passou, no final do telejornal, uma reportagem intitulada “O veneno nosso de cada dia”. Veja ou reveja neste post.