Calorias: pequenas peças de um puzzle gigante

Quando se fala em alimentação saudável, sobretudo no contexto popular dos chamados regimes para se perder peso, geralmente a conversa não vai além do tema das calorias, limitando-se muitas vezes a: “tem mais calorias”, “tem menos calorias”, “é pouco calórico”, “é muito calórico”; mas, tão depressa é assim como, abruptamente, se salta para o campo banal das receitas, as ditas saudáveis. Portanto, parece que a ciência da alimentação saudável é como uma via de dois sentidos, pois é assim que é tratada: anda-se das calorias para as receitas de culinária e depois volta-se ao mesmo. E fica o assunto discutido! Mas não, não é bem assim. Estar informado sobre quantas calorias pode ter um alimento, um produto ou a refeição que selecionamos, não basta para se fazer uma escolha correta ou optar pelos alimentos adequados quando se seleciona um lanche ou o jantar da família. Contar calorias não é a melhor solução Quando centramos a nossa atenção nas calorias, elas são apenas pequenas peças de um puzzle gigante. O número de calorias de uma refeição não promove por si só uma escolha adequada; muito menos elimina a hipótese de cometer erros alimentares e não evita os consumos nocivos, quer por excesso ou por escassez. Emma Bryce descreve, de um modo muito simples, o que são calorias e qual é a utilidade da informação que elas encerram, colocando-as no seu contexto – o vasto campo da nutrição e a sua relação com a fisiologia humana, o que aumenta a complexidade, mas completa o tal puzzle gigante. Veja o vídeo no canal TEDEd, aqui legendado em português e compreenda melhor: contar calorias não é a única via e nem é sequer uma solução. [fonte] Créditos da imagem: http://www.wellness85034.com/calories-what-calories-are-and-why-you-need-them/[/fonte]
Simpósio “Desafios Nutricionais em Oncologia: o que há de novo?”

No próximo dia 23 de março, no IPO de Lisboa, irá decorrer o Simpósio “Desafios nutricionais em oncologia: o que há de novo?“, com entrada livre a todos os profissionais de saúde interessados em Nutrição e Oncologia. Se é o seu caso, marque a sua presença no anfiteatro da referida instituição hospitalar, entre as 14h15 e as 17h30. Consulte o programa.
Cancro da mama e flora intestinal: que relação?
Anualmente, o número de novos casos de cancro da mama varia, consoante se tratam de países desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento, sendo, nos primeiros, de cerca de 120 e, nos últimos, perto de 17 por 100 000 habitantes
Nutrição, pela vida e para a vida!
Muito se discute e se investiga acerca da importância da alimentação para a melhor nutrição da mãe ao longo da gestação e da amamentação.
Importância da nutrição no doente oncológico

O cancro tem um grande impacto na vida do doente. Tanto a doença como os tratamentos podem conduzir a alterações no organismo que afetam o estado nutricional do doente, com implicações na qualidade de vida.
Nova rubrica: “Melhor nutrição, mais vida”
“Melhor nutrição, mais vida” será uma nova rubrica do Stop Cancer Portugal, a qual terá um novo artigo na última semana de cada mês.
Na quarta-feira fomos à Escola, a Matosinhos
A Escola Secundária da Senhora da Hora, em Matosinhos, comemora todos os anos o Dia da Saúde organizado pelo Grupo da Educação para a Saúde, com o objectivo de alertar os adolescentes para a importância da promoção da saúde. A convite da organização e pelo segundo ano consecutivo o Stop Cancer Portugal desenvolveu uma acção educativa dirigida aos alunos do 10º ano do curso de Ciências e Tecnologias. Este ano, o programa abordou os seguintes temas: Treinar todos os dias para ser saudável. Margarida Vieira, Nutricionista A psicologia do comer. André Louro, Psicólogo Salva os teus Pulmões! Eles salvam a tua Vida! Mónica Castro, Enfermeira O antes, O Cancro, O agora – testemunho. Rui Pinto, Gestor Estamos disponíveis para colaborar e participar com iniciativas de carácter educativo e interventivo de forma a estimular os mais novos a praticar hábitos de vida saudável. Se é professor, gestor de uma escola ou pai e está preocupado com os comportamentos de risco dos adolescentes, contacte-nos. Poderemos ajudar a dinamizar diversas actividades em ambiente escolar.
Colóquio sobre Alimentação na Esc. Napoleão Sousa Marques – Trofa
Para a celebração do Dia Mundial da Alimentação, o Gabinete Promotor de Saúde (GPS) da Escola Napoleão Sousa Marques pediu a colaboração do Stop Cancer Portugal na dinamização de um Colóquio sobre Alimentação. Para uma melhor compreensão da relação entre a alimentação e a saúde foram propostas diversas actividades educativas que se realizaram nas disciplinas de Educação Visual e Área de Projecto, articulando conteúdos com a disciplina de Ciências Naturais contribuindo, assim, para um melhor conhecimento dos alimentos. Surgiram dezenas de trabalhos realizados pelos alunos das turmas do 9º ano que posteriormente foram apresentados e partilhados com todos os alunos para as comemorações de 16 de Outubro. Na Escola Napoleão Sousa Marques, o Dia Mundial da Alimentação não foi um dia, foram semanas. Estes Professores estão de parabéns, pela força de vontade, pela iniciativa que demonstraram para que os seus jovens alunos compreendam a importância de um comportamento alimentar saudável. Veja algumas imagens dos trabalhos realizados pelos alunos do 9º ano.
Efeito Borboleta

Já ouviu falar do Efeito Borboleta? Edward Lorenz, matemático e meteorologista norte-americano, identificou na década de 60 um fenómeno que ficou conhecido por Efeito Borboleta, simbolizado por: o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo. Esta teoria assenta no pressuposto de que, “pequenos acontecimentos num ponto do planeta podem originar grandes mudanças no ponto oposto.” Mas o efeito borboleta pode ser encontrado em qualquer sistema natural que seja dinâmico, complexo e adaptativo. O corpo humano é um sistema complexo, dinâmico e adaptável, regendo-se por esta lei básica e comportando-se da mesma forma como a teoria refere. Isto é, o corpo humano evolui, na dependência das condições a que está sujeito e responde de acordo com o impacto que sofre, adaptando-se de acordo com as suas capacidades. A ideia que este fenómeno da natureza pretende transmitir é que todas as pequenas acções no dia a dia, por mais insignificantes que possam parecer, têm consequências. Assim, aquelas pequenas “asneiras” a que sujeitamos o nosso corpo todos os dias e que, embora parecendo ser de uma insignificância tal que não lhes damos valor, vão no futuro provocar consequências irreparadoras na nossa saúde. O acto de comer, em circunstâncias normais, é repetido ao longo do dia 4, 5 e até mais vezes. A forma como comemos, a escolha dos alimentos e a quantidade dos alimentos que ingerimos têm, obviamente, consequências positivas ou negativas no nosso corpo, o que quer dizer na nossa saúde. Por isso, uma escolha alimentar monótona, desequilibrada, pobre em alimentos de origem vegetal e repetida diariamente, aumenta o risco de desenvolver uma doença como é exemplo o cancro. Pelo contrário, com hábitos alimentares baseados em escolhas saudáveis, com consumo prioritário de vegetais e fruta, podemos contribuir, da melhor forma, para construir uma protecção eficaz contra alguns tipos de cancro. É o efeito borboleta. Bibliografia consultada: Caos: A Construção de Uma Nova Ciência, James Gleick. Gradiva,1989.