Moves: quanto caminha por dia?

Saber quanto caminha por dia, ao longo da semana e do mês, pode ser uma das respostas que procura para entender a razão de estar com alguns quilos a mais. Se nada fizer, a tendência é continuar a acumular mais. O ganho de peso é silencioso, lento mas acontece diariamente e resulta de comportamentos inadequados para o bem-estar do corpo. O movimento e o exercício são de importância vital para manter a forma, para a saúde física e mental. Não podemos gerir ou alterar nada sem primeiro ter consciência do que fazemos durante o dia. Por isso, o Stop Cancer Portugal sugere-lhe a aplicação Moves para smartphones. Esta aplicação, muito simples de utilizar, ajuda-o a monitorizar e a registar todas as suas atividades diárias, o tempo gasto e o percurso efetuado. Para isso basta que leve o seu telemóvel consigo. Tudo fica disponível, até o tempo que leva sentado nos transportes que usa. Descarregue para iPhone ou Android e experimente! Acredite, quando tiver noção do que faz, ficará surpreendido com o pouco que anda ao longo do dia. Dê atenção ao que caminha por dia! Todos os seus passos contam para perder os quilos que tem a mais e que não estão programados para que o seu corpo os aguente.
Na Crista da Onda

Como se prepara um surfista para competições de nível mundial? Há algum tempo atrás, contactei um surf camp, o Rapture Camps que é bastante procurado para treino durante todo o ano, e procurei saber como treina um surfista que ambicione competir ao mais alto nível. Josh Sward, australiano, responsável do surf camp situado em Bali, descreveu assim o dia de treino: “o dia começa por volta das 6 horas com o pequeno-almoço, normalmente constituído por cereais, torradas, fruta, leite e café. O primeiro treino de surf prolonga-se até às 9 horas. Nessa altura há um intervalo para o lanche da manhã com fruta e tostas mistas. Voltam às ondas cerca das 11 horas para o segundo treino até à hora do almoço, que acontece pelas 13h30. O almoço pode ser sanduiches de frango ou peixe, sempre com salada de alface, tomate ou outros legumes, acompanhadas por milkshakes (batido de leite com frutas). Depois é altura para fazer uma pausa e descansar. Às 16 horas fazem um lanche à base de pão e chocolate e iniciam o terceiro treino do dia – voltam a surfar ou aproveitam para ir ao ginásio. A hora do jantar está marcada para as 19h30 onde invariavelmente se come frango ou peixe acompanhado de vegetais e arroz. Ao longo do dia ingerem pelo menos 1 litro de água. A hora de dormir chega pelas 21 horas.” Melhorar o desempenho em cima da onda Não há muita informação sobre como otimizar o desempenho fisiológico neste tipo de desporto. Um estudo refere que na prática do surf são exigidas qualidades físicas como: velocidade, força e agilidade para realizar manobras; resistência aeróbia para remar; força para entrar na onda. Para isso, devem ser considerados os aspetos relacionados com o metabolismo energético. Como o tempo de duração dos treinos é de 2 a 3 horas, verifica-se um predomínio do metabolismo aeróbio, mas em alguns momentos específicos que requerem força e velocidade, é ao metabolismo anaeróbio que o organismo recorre. Em relação à nutrição, estes atletas realizam entre 4 a 6 refeições diárias e não seguem uma orientação específica sobre qual a alimentação mais adequada para prática do surf. A temperatura média da água do mar oscila muito de acordo com a zona do planeta e a estação do ano. Nesta altura do ano, a temperatura média da água ronda os 29o C no Bali, em Portugal atinge cerca de 18oC. A altura das ondas também é um fator muito variável. Portanto, um surfista deve ser capaz de competir em circunstâncias climatéricas muito variáveis e para isso deve procurar estar na melhor forma física. Uma boa alimentação rica em proteínas (carne magra, peixe, ovos e leite), em vitaminas e sais minerais (fruta e vegetais) com hidratos de carbono (massa, arroz, pão e leguminosas – feijão, ervilhas e grão) é o princípio básico de uma alimentação correta e adaptada à prática do desporto. As necessidades energéticas variam de acordo com a constituição física de cada um e o tipo de desporto que se pratica. É, por isso, recomendável um grande cuidado com a alimentação e se necessário o apoio de um especialista em nutrição. [fonte]Referências: Nutrição no Desporto Luis Horta (1996) Ed.Caminho; NETO, José Murillo da Serra Costa, et al. Aspectos do treinamento desportivo de surfistas catarinenses profissionais. Lecturas: Educación física y deportes, 2006, 100: 36. Imagem: Maggie Sward[/fonte] O texto «Na Crista da Onda» foi publicado pela primeira vez no Stop Cancer Portugal em Junho de 2010: http://stopcancerportugal.com/2010/06/16/na-crista-da-onda/
Aprender a surfar
O seu filho já lhe pediu pela quinquagésima vez para o deixar ir aprender surf? Pense se não será a altura certa para o deixar experimentar. Hoje em dia, o surf é um desporto de alta competição, que tem ganho cada vez mais espaço no panorama português, quer por ser local de uma das etapas do Circuito Mundial de Surf, em Peniche, quer por permitir eventos de ondas gigantes como recentemente vimos na Nazaré. A prática de um desporto permite colher muitos benefícios para o crescimento e desenvolvimento saudável dos adolescentes. Ao mesmo tempo prepara-os para serem responsáveis. A prática de um desporto de competição tem regras que passam por ter horas para dormir e ter que cumprir hábitos alimentares saudáveis, adequados a momentos distintos – treino e competição. Os adolescentes gostam de desafios, de estar na “onda” e têm grande atração pelo que está a dar. E o surf está a dar! Por vezes, há algum receio por parte dos pais em deixar os filhos seguirem o desporto que gostam. Esse receio é suscitado por dúvidas, pelo desconhecimento que levanta a prática de determinados desportos. O surf passou a ser conhecido há apenas algumas décadas no nosso País. Numa escola de surf o seu filho aprende a lidar com o mar e aprende muitas outras coisas, fundamentais para o seu futuro. Mas a aprendizagem do surf, a sua prática, pode também ser excelente para a manutenção da forma física à medida que os anos vão passando. Já entrou nos 40? Não pense que não vai a tempo para umas aulas de surf, sobretudo depois de um dia de trabalho. O exercício físico moderado e regular, liberta tensões, tonifica o corpo e contribui para gastar calorias. Há sempre mais vantagens em fazer exercício físico do que em não fazer rigorosamente nada. Se sempre sentiu vontade em surfar umas ondas, não deixe para o ano, procure uma escola certificada pela Federação Portuguesa de Surf e inscreva-se. Ou então junte o útil ao agradável e inscreva a família toda. [fonte]Fontes de Informação: GUIMARÃES, Rui Luís Marques Enes. Estilo de vida, saúde e Surf-Análise do contributo do Surf para o estilo de vida dos seus praticantes. 2012. [/fonte] Versão editada do texto publicado a 15.06.2010 em:http://stopcancerportugal.com/2010/06/15/aprender-a-surfar/
Não deixe a sua saúde pendurada!
A proposta que vos trago é de reflexão com base no resumo de quatro estudos referenciados no jornal electrónico New Scientist, na secção de saúde, e que considerei interessantes na medida em que nos falam de coisas simples, evidentes ao olhar e que se encontram provadas por estudos científicos. Quantos de nós não ouvimos já falar que a falta de atividade física não faz bem nenhum? Que a vida sedentária que hoje todos levamos, miúdos e graúdos, tem impactos nefastos na nossa saúde? Cada vez mais somos instigados a sair da cadeira ou do sofá e a ir dar uma caminhada de 30’. E nas escolas? O trabalho tem de ser feito pela mudança de atitude, pela perseverança e através do “eu sou capaz” e, aos poucos, tudo se torna acessível, possível e… porque não? A inatividade física mata tantas pessoas como o tabaco Se é daquelas pessoas que necessita de um tratamento de choque para alterar os seus hábitos tome nota: a falta de atividade física mata aproximadamente tantas pessoas quanto fumar. Essa é a mensagem chocante de uma série de artigos publicados esta semana sobre o impacto da saúde versus inatividade. Os documentos publicados na conceituada revista The Lancet sugerem que mais de 5,3 milhões de mortes poderiam ser evitadas a cada ano se todas aquelas pessoas inativas tivessem praticado exercício, e o mesmo quando se olha para as 5 milhões de mortes anuais por tabagismo. A prática de 150 minutos, ou mais, de exercícios moderados como é o exemplo da caminhada de que já falámos noutras partilhas poderiam evitar essas mortes. I-Min Lee, chefe de equipa da Harvard Medical School, refere num dos trabalhos publicados que pretende calcular o número de mortes que seriam evitadas se todas as pessoas no mundo fossem ativas. Assim, com base em dados de 2008, analisou as mortes causadas por doenças graves associadas à falta de exercício: doença cardíaca coronária, diabetes tipo 2, cancro do intestino, cancro de mama, e cruzou os dados dos óbitos com informação sobre os níveis de exercício em cada país. As conclusões revelaram que, se todos atingissem os seus objectivos semanais de exercício: cerca de 6 por cento dos que morreram de ataques cardíacos globalmente teriam sobrevivido; 7 por cento dos que morreram de diabetes tipo 2; 10 por cento daqueles que morreram de cancro de mama ou cólon. Saúde e a pandemia da inatividade O principal autor de outro artigo publicado também no The Lancet, Harold Kohl, considera que as transformações ocorridas nas populações que conduziram à mecanização, industrialização e à dependência de carros, relegaram a atividade física para fora das vidas das pessoas e que, agora, os resultados estão a matar-nos. Harold Kohl, da Universidade do Texas Health Sciences Center, em Houston, diz que os números significam que a inatividade criou um quotidiano moderno que se expandiu numa “pandemia“, provocada pela mecanização do trabalho diário e a vida doméstica, a facilidade de transporte e a prevalência de lazer sedentário como os jogos de computador e a permanência frente à televisão. Este autor defende uma ação global para reverter a situação. Noutro artigo, Pedro Hallal da Universidade Federal de Pelotas no Brasil constatou que, globalmente, 42 por cento dos adultos passam mais de quatro horas por dia sentados, e 2/3 dos adolescentes passam duas horas a ver televisão, sem pausa, por dia. Este autor considera que tal situação não deve ser atribuída à falta de motivação das pessoas, mas sim na escassez de ambientes que fomentem o movimento e o exercício, como andar a pé ou de bicicleta. Forçados a caminhar Mais de 100 cidades na América do Sul tiveram algum sucesso no combate à inatividade com a seguinte estratégia: periodicamente, fecham estradas de grande tráfego. O movimento “Ciclovia” começou há 30 anos em Bogotá, na Colômbia: aos domingos de manhã, “Em 72 dias do ano, 100 Km de ruas da cidade são fechadas ao trânsito”, adianta Gregory Heath, da Universidade do Tennessee em Chattanooga, que avaliou diferentes intervenções em todo o mundo que funcionassem melhor para ajudar as pessoas a retomarem a atividade física. Heath diz que pelo menos um milhão de pessoas aproveitam o “Ciclovia” em Bogotá, com uma actividade média de 140 a 180 minutos por semana, e permite a cerca de 14% da população do país cumprir os seus objectivos semanais de exercício. Heath estudou também a utilização de pedómetros, que medem o número de passos que uma pessoa faz diariamente, e concluiu que são ferramentas extremamente eficazes para motivar as pessoas a caminhar e a se exercitarem mais. “Eles dão um feedback, assim as pessoas podem ver o quanto fazem e estabelecer metas pessoais“, diz o autor. Os Jogos Olímpicos não ajudam Apesar de os Jogos Olímpicos estarem aí, é improvável que venham a inspirar as pessoas a se exercitarem mais. Adrian Bauman, da Universidade de Sidney, na Austrália, é autor de um estudo que explora o que motiva algumas pessoas a se exercitarem em detrimento de outras motivações. Ele considera que “Os desportos olímpicos são uma coisa de elite, associado ao orgulho nacional, mas não são encarados como atividade física para o quotidiano”. Na sua investigação demonstrou que os Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, não tiveram impacto sobre os níveis de atividade física na Austrália. “O desporto de alto rendimento não é o caminho para diminuir a pandemia de inatividade física”, refere o autor. Bauman considera que a resposta está na atitude a adotar nas escolas; valorizar as atividades apreciadas pelos alunos para as manter ao longo da vida, em vez de se privilegiar atletas vencedores. [fonte] Fonte de Informação: http://www.newscientist.com/article/dn22072-physical-inactivity-kills-as-many-people-as-smoking.html [/fonte]
Pistas para se manter ativo
Hoje dei por mim feliz. A tarde do dia anterior fora passada na praia. Com vento é certo mas tranquila, educacional e de alguma catarse! Tranquila pois o espaço era imenso e o barulho de terceiros inofensivo. Educacional porque assistimos à “chegada do peixe” e presenciámos todo o ritual inerente. De catarse porque me senti bem! E hoje descubro um artigo da Escola de Saúde Pública de Harvard. Após analisar as 20 pistas aí descritas para se manter ativo deparo-me com o facto de que as havia descoberto simplesmente porque acreditei! Algumas orientações para quem se quer manter ativo Aqui ficam algumas: Escolha atividades que gosta Reparta o exercício (caso não o consiga fazer de seguida sempre é melhor fazer por três vezes) Faça-o com um amigo (é das que mais gosto) Mantenha um ritmo ‘vivo’ (pense numa música algo mexida) Lanche em movimento (uma peça de fruta, por exemplo) Experimente um pedómetro Use as escadas Desligue TV, computador ou o telemóvel e mexa-se pela casa (ligue o rádio, aparelhagem … e circule!) Se usa os transportes públicos saia na paragem anterior e vá a pé Se anda de automóvel estacione um pouco mais longe e ande Considere adquirir um aparelho de ginásio para casa (em tempos de crise eu optaria por usar os jogos eletrónicos de família ou em fazer um pouco da tradicional “ginástica sueca”) Divirta-se e torne o exercício num ato social. Que tal os parques municipais com ginásios ao ar livre e com percursos de bicicleta/caminhada? E, após 4 alternativas que implicam o aumento do orçamento familiar vêm as duas últimas: Introduza o exercício na sua agenda diária Recompense-se participando em marchas/corridas solidárias ou adquirindo um adereço desportivo para mais prática física! Aqui fica um exemplo de uma das pistas referidas (Faça-o com um amigo), à boa maneira portuguesa.
iPhone: iPod? Pode!
Aqui, no Stop Cancer Portugal, uma das nossas preocupações é motivá-lo a adoptar hábitos de vida saudáveis. Queremos que mude alguns comportamentos, apenas alguns, mas que podem mudar, de facto, a sua vida. A prática de uma actividade física de forma constante é um desses comportamentos. Insistimos para que faça parte da sua vida. Desta vez, a sugestão vai para quem tem um smartphone. A aplicação Runkeeper é uma opção gratuita lançada em 2009 e permite gerir a sua actividade física. Desde duração, distância, ritmo e velocidade alcançados durante a actividade física, esta aplicação para iPhone permite ainda visualizar o caminho percorrido no mapa e desfrutar das suas músicas preferidas. Com GPS integrado, sabe por onde corre e pode fazer mesmo novos percursos. Para a natação ainda não é possível. Não há iPhones impermeáveis, mas lá chegaremos. Se segue um programa nutricional acompanhado, por exemplo, para solucionar o excesso de peso, na próxima consulta de nutrição e com o seu smartphone, pode informar a sua nutricionista da actividade física que efectuou, com os registos que esta aplicação proporciona. Também ajuda a seguir as orientações de exercício físico prescritas e assim entender que os objectivos propostos na consulta, quando acompanhados de esforços reais, são alcançados. Veja a explicação no vídeo que se segue. Runkeeper App Preview from Runkeeper on Vimeo.
Aprender a surfar
O seu filho já lhe pediu pela quinquagésima vez para o deixar ir aprender a surfar? Pense se não será a altura certa para o deixar experimentar. Hoje em dia, o surf é um desporto de alta competição e até já há portugueses bem classificados. No Circuito Mundial de Surf, o português Tiago Pires encontra-se na lista dos melhores surfistas do mundo. A prática de um desporto permite colher muitos benefícios para o crescimento e desenvolvimento saudável dos adolescentes. Ao mesmo tempo prepara-os para serem responsáveis. A prática de um desporto de competição tem regras que passam por ter horas para dormir e ter que cumprir hábitos alimentares saudáveis, adequados a momentos distintos – treino e competição.