Em mês de prevenção, plante e colha pela sua mão!

Outubro é o mês internacional para a prevenção do cancro da mama. Fazer prevenção é antes demais organizar a vida de modo a seguir hábitos saudáveis e, estes, passam por adquirir novos comportamentos ou por recuperar hábitos antigos. Plantar ervas aromáticas pode contribuir para começar a adotar um estilo de vida saudável. É uma atividade com duas vantagens: aproveita uma ferramenta terapêutica conhecida por hortoterapia e planta pequenas plantas que enriquecem nutricionalmente a culinária e melhoram o paladar de muitas receitas. Por isso, neste espaço «+ saúde por metro quadrado» dedicado ao cultivo doméstico de plantas e ervas comestíveis, vamos recordar algumas plantas aromáticas importantes para ter o mais perto possível da sua cozinha. O manjericão, o tomilho, a salsa e a hortelã são quatro ervas essenciais numa culinária saudável. Pode cultivá-las separadas em quatro pequenos vasos ou apenas num só vaso, maior, ou ainda, arranjar tudo num canteiro. Cultivar as suas próprias ervas aromáticas é uma alternativa mais ecológica, mais barata do que comprar no supermercado, que são distribuídos em pequenos invólucros de plástico e, por conseguinte, se estragam rapidamente. Para além disso, plantar as nossas próprias plantas aromáticas é muito recompensador. Estamos a produzir os nossos próprios ingredientes, somos nós que cuidamos deles e seguimos o seu crescimento bem de perto, para depois ajudarem a transformar por completo o sabor das nossas refeições. Estas ervas têm um modo de cultivo simples, cada uma com os seus benefícios, já referidos em textos anteriores disponíveis para consultar no arquivo “ +saúde por metro quadrado”. Estas ervas são ingredientes frescos, plantados por si e colhidos pela sua própria mão!
Manjericão: folhas frescas e perfumadas o ano inteiro

Com o verão, a vontade de comer legumes e saladas é maior, por isso fica a sugestão de um manjericão, como nova aquisição para a sua mini horta! Ocimum basilicum, nome vulgar manjericão ou basílico, planta da família Lamiaceae é uma herbácea anual. Com um desenvolvimento ereto, é uma planta muito ramificada, lenhosa na base, podendo atingir 50 cm. As suas folhas ovadas a elípticas, inteiras ou dentadas, são verdes brilhantes com cerca de 5 cm de comprimento. As suas flores tubulares pequenas e brancas, formam inflorescências e florescem de junho a setembro. No manjericão tudo se aproveita, as folhas, as flores e até mesmo as sementes. Esta planta apresenta uma atividade antioxidante devido à presença de alguns compostos aromáticos presentes nas suas folhas. São o linalol (3.94mg/g), estragol (2.03mg/g), cinamato de metilo (1.28mg/g) e eugenol (0.9 mg/g). Guia para plantar manjericão Para colher as suas folhas de mangericão , siga estas seis indicações muito simples: Instale por sementeira direta. Pode adquirir as sementes em qualquer loja de produtos agrícolas, como na Agriloja ou num Jardim Centro. Esta última dá a possibilidade da compra online. Coloque as sementes, a 30 mm de profundidade na terra a uma distância de 20 cm. Use um vaso ou escolha um entre os 10 que recomendamos ter na sua horta «+ Saúde por metro quadrado». Coloque nele 2 a 3 sementes. No metro quadrado poderá colocar até 25 sementes. É uma planta que se adapta a qualquer tipo de solo, no entanto, a terra deve ser bem drenada e rica em nutrientes. Exige luz direta, não suporta temperaturas baixas e geada. A rega deve ser feita todos os dias, de manhã cedo ou ao final da tarde. Assim vai manter sempre o solo húmido. Tenha o cuidado de ir retirando as ervas daninhas, para não competirem com o alimento da sua planta. Quando a planta atingir os 15 cm deve realizar uma poda terminal, isto é, corta as pontas da sua planta, para estimular o desenvolvimento das folhas e promover o crescimento arbustivo. Pode iniciar a colheita das folhas quando a planta estiver em pleno desenvolvimento, o que normalmente ocorre entre 60 a 90 dias depois da sementeira. Depois é só esperar pelas folhas frescas, prontas para perfumar as saladas, em molhos de tomate, ou quando servir algumas massas. Vai ver, vão ganhar outro sabor. Na pesquisa bibliográfica do presente artigo agradece-se a colaboração da Prof. Doutora Fernanda Delgado do Departamento de Ciências da Vida e dos Alimentos, da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco. [fonte] Referências: Clevely Andy, Katherine Richmond. Manual completo de Plantas e Ervas Medicinais. Lisboa: Editorial Estampa; Gajula, D. et al. Determination of total phenolics, flavonoids and antioxidant and chemopreventive potential of basil (Ocimum basilicum L. and Ocimum tenuiflorumL.).Published online Year: 2009 | Volume: 5 | Issue: 4 | Page DOI: 10.3923/ijcr.2009.130.143. Selvakkuma, C. et al. Potencial Anti-inflamatmatory properties of crude alcoholic extract of ocimum basilicum L. in umam peripheral blood monocluear cells. Journal of health science, 53(4) 500-505 (2007). Seung-Joo Lee et al. identification of volatile components in basil (Ocimum basilicum L.) and thyme leaves (Thymus vulgaris L.) and their antioxidant properties. Published online 3 August 2004. Créditos da imagem: http://freefoodphotos.com/ [/fonte]