Adoptar um estilo de vida saúdavel

O corpo está preparado para a saúde

A maioria das perturbações orgânicas, incluindo a obesidade, a diabetes e as doenças cardiovasculares deve-se à adoção e permanência de estilos de vida, hábitos, rotinas e comportamentos que, aliados a alguma ignorância e muita ingenuidade, atentam contra o estado de saúde ótimo a que todos temos direito. Muitos dos nossos hábitos, que se instalam por longos anos, são geradores de toxinas orgânicas e toxinas mentais, desequilibrando a energia que sustenta a vida da mais pequenina célula ao órgão mais complexo. Como o corpo tende naturalmente para o equilíbrio (os genes querem que nós vivamos, não porque gostem de nós mas porque precisam do nosso corpo para assegurarem a perpetuação da nossa espécie) acontece que ele tolera muitos dos nossos atentados contra a saúde pelo que é natural sentirmo-nos em muito bom estado, fortes e saudáveis durante anos. Há milhares de doenças nos seres humanos. Por causa de tão sombrio número a probabilidade (teórica) de ficarmos doentes é elevadíssima; não obstante, o nosso sistema imunitário e a natural resistência dos vários órgãos que constituem o corpo permitem-nos manter-nos com um razoável nível de saúde a maior parte da nossa vida. Vários investigadores (médicos e biólogos) consideram perfeitamente viável qualquer pessoa saudável atingir os 100 anos de idade sem incapacitações ou doenças, ou seja, num estado de saúde ótima desde que adote um conjunto básico de hábitos que lhe garanta uma alimentação equilibrada, exercício físico quanto baste e tranquilidade mental e emocional.

“O corpo humano como nunca o viu” no Porto

Todos nós possuímos um corpo fantástico, mas só teremos apenas um! Conhecer o que está dentro de si ajuda-o a entender que é fundamental cuidar todos os dias do seu corpo e assumir hábitos de vida saudáveis. Pensada para toda a família, esta exposição foi concebida para dar a conhecer o funcionamento do corpo humano. O corpo humano como nunca o viu… estará no Edifício da Alfândega do Porto até 30 de Dezembro. A exposição funciona todos os dias, das 10h00 às 21h00. Para mais informações consulte o site: www.ocorpohumano.net

Efeito Borboleta

Já ouviu falar do Efeito Borboleta? Edward Lorenz, matemático e meteorologista norte-americano, identificou na década de 60 um fenómeno que ficou conhecido por Efeito Borboleta, simbolizado por: o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo. Esta teoria assenta no pressuposto de que, “pequenos acontecimentos num ponto do planeta podem originar grandes mudanças no ponto oposto.” Mas o efeito borboleta pode ser encontrado em qualquer sistema natural que seja dinâmico, complexo e adaptativo. O corpo humano é um sistema complexo, dinâmico e adaptável, regendo-se por esta lei básica e comportando-se da mesma forma como a teoria refere. Isto é, o corpo humano evolui, na dependência das condições a que está sujeito e responde de acordo com o impacto que sofre, adaptando-se de acordo com as suas capacidades. A ideia que este fenómeno da natureza pretende transmitir é que todas as pequenas acções no dia a dia, por mais insignificantes que possam parecer, têm consequências. Assim, aquelas pequenas “asneiras” a que sujeitamos o nosso corpo todos os dias e que, embora parecendo ser de uma insignificância tal que não lhes damos valor, vão no futuro provocar consequências irreparadoras na nossa saúde. O acto de comer, em circunstâncias normais, é repetido ao longo do dia 4, 5 e até mais vezes. A forma como comemos, a escolha dos alimentos e a quantidade dos alimentos que ingerimos têm, obviamente, consequências positivas ou negativas no nosso corpo, o que quer dizer na nossa saúde. Por isso, uma escolha alimentar monótona, desequilibrada, pobre em alimentos de origem vegetal e repetida diariamente, aumenta o risco de desenvolver uma doença como é exemplo o cancro. Pelo contrário, com hábitos alimentares baseados em escolhas saudáveis, com consumo prioritário de vegetais e fruta, podemos contribuir, da melhor forma, para construir uma protecção eficaz contra alguns tipos de cancro. É o efeito borboleta. Bibliografia consultada: Caos: A Construção de Uma Nova Ciência, James Gleick. Gradiva,1989.