Adoptar um estilo de vida saúdavel

Marinada de cerveja reduz compostos cancerígenos na carne grelhada na brasa

Os mestres dos grelhados sabem que uma bebida fresca é uma boa companheira do churrasco. Por isso, aqui está um pouco de ciência para comemorar! Segundo um estudo recente publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, marinar a carne em cerveja preta, reduz para metade o número de compostos potencialmente causadores de cancro, que se formam quando a carne é grelhada na brasa. O estudo começou como qualquer churrasco, com costeletas de porco, carvão e cerveja. Os investigadores marinaram as costeletas durante quatro horas, utilizando cerveja normal, cerveja sem álcool e cerveja preta. De seguida, acenderam o lume. Após o grelhado estar pronto, analisaram a presença de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAPs) nas costeletas. Verificou-se, então, que a cerveja preta foi a que originou um maior efeito na diminuição nos níveis de HAPs, em comparação com os níveis presentes na carne por marinar. Estes compostos cancerígenos que são formados quando a carne é grelhada, foram reduzidos até 50% nas costeletas de porco marinadas com cerveja preta. De acordo com os investigadores, a resposta parece estar na quantidade extra de antioxidantes que a cerveja preta possui. Como os HAPs são formados com a ajuda de radicais livres, os antioxidantes podem ajudar a retardar esse processo. Os HAPs são encontrados também nas carnes defumadas e têm a capacidade de aumentar o risco de alguns tipos de cancro, sobretudo o cancro do colo-retal. Assim, se está mais consciente da importância da saúde, mas adora grelhados, uma simples marinada de cerveja pode deixá-lo ter o seu bife…e comê-lo grelhado! [fonte]Texto adaptado da Scientific American Magazine, abril 2014 em: http://www.scientificamerican.com/podcast/episode/meat-beer-marinade/?&WT.mc_id=SA_HLTH_20140408 Fonte de Imagem: http://pubs.acs.org/doi/abs/10.1021/jf404966w[/fonte]

O “Pecado” da Carne

É sabido que o consumo de carne aumentou consideravelmente nos últimos anos, sobretudo devido ao aumento do poder de compra dos portugueses. Recordo-me da minha mãe me contar que nas famílias mais pobres ou até nas ditas famílias “remediadas” era raro o dia em que se comia carne. Esta só entrava no prato em dias de festa e em pequenas porções. A carne era substituída sobretudo pelo elevado consumo de leguminosas. Pelo menos era esta a realidade naquela região do Alentejo. Hoje, na maioria das famílias portuguesas é raro o dia em que não há pelo menos uma refeição de carne, todos os dias. Muitas vezes, a carne consumida é “carne vermelha”, ou seja, vaca ou porco. O tema do consumo, ou não, de carnes vermelhas é, contudo, controverso. Para os defensores de uma dieta vegetariana a carne é perfeitamente dispensável por inúmeras razões. Para outros a carne é fundamental, sobretudo pela sua riqueza em proteínas e algumas vitaminas e minerais importantes para a saúde humana. Contudo, desde há alguns anos que inúmeros estudos têm feito referência aos malefícios da carne e à relação entre o seu consumo excessivo e o aumento de doenças como o cancro e as doenças cardiovasculares. Este tema foi novamente abordado na última terça-feira, 13 de Março, pelo jornalista Alexandre Costa, com a publicação no jornal Expresso online da notícia “Carne Vermelha é mais letal do que se pensava”. O artigo do Expresso faz referência a um amplo estudo da Harvard School of Public Health que conclui que a carne “mesmo quando comida em quantidades reduzidas, em apenas uma refeição diária, aumenta significativamente os riscos de doenças cardiovasculares e de cancro”. Estas conclusões resultam de dados recolhidos ao longo de 28 anos numa amostra de população constituída por cerca de 38 mil homens e 84 mil mulheres. Segundo os investigadores deste estudo o nosso consumo de carne vermelha deveria de ser ocasional e recomendam que esta deveria de ser substituída por outros alimentos ricos em proteínas, tais como peixes, aves domésticas, nozes e legumes.