Esta história ilustra de forma irónica, mas irrepreensível, que independentemente das circunstâncias em que alguém se encontra, há sempre uma solução que pode beneficiar um coletivo.
Um pai escreve ao filho que se encontra preso, dizendo-lhe: – Meu filho, é uma pena que este outono estejas na prisão, eu estou velho e já não tenho forças para poder arar a terra e cultivar a horta que temos em frente à nossa casa. Este ano terei mais dificuldade em comer, mas com a ajuda de todos lá sobrevirei.
Passados poucos dias, o pai recebe a resposta do seu filho, dizendo: – Querido pai, não penses de maneira nenhuma, em cavar ou trabalhar essa horta, pois foi aí que enterrei os cadáveres.
Em poucas horas, aparece a polícia em casa do ancião e começam a cavar o terreno anteriormente mencionado, na tentativa de encontrar os cadáveres. Ao finalizar o dia, esgotados, os polícias abandonaram o lugar sem nada encontrar.
No dia seguinte, o pobre homem recebe uma nova carta de seu filho, dizendo: – Meu querido pai, daqui fiz tudo o que me era possível fazer, para te ajudar a arar a terra de acordo com as minhas circunstâncias. Boa sementeira. Beijo.
A melhor conclusão desta história é compreender que por muito adversas que sejam as circunstâncias, tudo pode ser ultrapassado através de uma leitura objetiva e pela busca de uma solução que abra uma nova perspetiva e uma nova visão sobre cada um e o mundo que o rodeia. A vida é feita de escolhas e sempre se deve procurar as escolhas que beneficiam não só o próprio, mas sobretudo o coletivo.