Criança de 3 anos vence cancro da mama

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Durante as nossas conversas do dia-a-dia, as notícias acerca do cancro em adultos causam-nos sentimentos de insegurança, angústia, medo, incompreensão, esperança. Já quando se trata de cancro numa criança surgem sentimentos de indignação, angústia, solidariedade, esperança, coragem. Nos últimos dias uma menina, de apenas 3 anos, foi notícia por ter vencido um cancro da mama.

Aleisha Hunter nasceu no Canadá, tendo uma vida normal até a mãe detectar um nódulo (“caroço”) no seu peito enquanto a secava depois do banho. A primeira avaliação médica apontava para nada de grave mas, nos dias seguintes, o nódulo foi aumentando de tamanho e causando dor. Após ser submetida a novos exames, foi diagnosticado um cancro da mama à pequena Aleisha. Como foi detectado precocemente, a mastectomia (remoção da mama por via cirúrgica) foi suficiente, uma vez que o cancro não se alastrou para as áreas circundantes. Desta forma foi evitado o tratamento com quimio e radioterapia.

Vencer o cancro na infância

Actualmente com 4 anos, a Aleisha está livre da doença, mas sob vigilância. Do alto da sua inocência a própria afirma: “I know I had cancer in my body and that the doctors made it better […] I know that cancer can make some people go to heaven, but I am better now” (“Eu sei que tive um cancro no meu corpo e que os médicos o trataram […] Eu sei que o cancro leva algumas pessoas para o céu, mas eu estou melhor agora”)

Aleisha tornou-se no caso mais novo de cancro da mama diagnosticado. A sua rápida detecção conduziu a um desfecho positivo. Os sintomas dela são iguais aos sintomas do cancro da mama na mulher e no homem adultos: aparecimento de um nódulo ou massa na mama ou axila, podendo ou não ser doloroso; alteração da coloração da pele da mama e aréola; saída de corrimento pelo mamilo; alterações no tamanho ou formato da mama. O nosso corpo também fala, cabendo a nós interpretar a sua linguagem!

Miguel Oliveira, natural de Braga, licenciado em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem de Calouste Gulbenkian – Universidade do Minho (2007), com passagem por Itália na área oncológica ao abrigo do programa de intercâmbio Europeu ERASMUS. Formador com CAP (2008), Pós-Graduado em Neuropsicologia de Intervenção pelo CRIAP/Associação Portuguesa de Neuropsicologia (2010). Colaborou no IEFP como formador. Iniciou a atividade de enfermagem em 2008 num hospital oncológico em Portugal, atualmente exerce a profissão no Reino Unido. Colaborou em vários projetos relacionados com a prevenção primária e apoio a doentes com cancro colo-rectal e seus familiares (Europacolon Portugal). Membro ativo na Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa, atualmente colaborador no Workgroup Dor. Por indicação do autor, os seus textos não obedecem ao novo acordo ortográfico.     Miguel Oliveira, born in Braga, Portugal, completed the Nursing License Degree at Calouste Gulbenkian Superior Nursing School, University of Minho (2007), with oncology experience in Italy under the European student exchange program ERASMUS. Former certified by IEFP (2008), completed the Post-Graduate Degree in Neuropsychology Intervention at CRIAP/ Portuguese Society of Neuropsychology (2010). Collaborated with IEFP as a former. Started as a Nurse Staff in 2008 in a cancer hospital in Portugal, at the moment is a Registered Nurse working in the UK. Collaborated in several projects dedicated to cancer primary prevention and support to colorectal cancer patients and its family (Europacolon Portugal). Active member of the Portuguese Association of Oncology Nursing, at the moment collaborates with the Pain Workgroup.