Hortoterapia: ligue-se à natureza!

A primavera chega, e há mais vontade de realizar atividades ao ar livre. Está recordado da nossa sugestão, de com apenas um metro quadrado construir uma mini horta? Passaram 2 anos. E então, já tem? Ter uma mini horta em casa, pode ser benéfico, tanto a nível psicológico como físico. O conceito de hortoterapia surge assim, pela importância da interação entre as plantas e o ser humano. A hortoterapia mistura dois campos: horticultura, isto é, o ato de cuidar as plantas e a terapia. Portanto, como ferramenta terapêutica pode: ajudar na redução do stress. O relaxamento proporcionado pelos ambientes repletos de plantas, proporcionam às pessoas sentimentos de independência, construindo assim a sua auto estima. Ao dedicar-se à sua mini horta, está a colocar toda a sua atenção nesta tarefa, bloqueando assim os pensamentos de stress. promover o crescimento a nível cognitivo e social mas também o crescimento psicológico, físico e espiritual. Ao nível cognitivo, o ato de cultivar é associado ao aumento da atenção, bem como na melhoria da capacidade de resolver problemas e na aptidão de seguir instruções. A horticultura oferece oportunidades para que aconteçam atividades em grupo e troca de experiências, intensificando deste forma os benefícios sociais. Sobre os benefícios físicos que pode obter em ter uma mini horta em casa, alguns deles são: o fortalecimento dos músculos, maior amplitude de movimentos, e consequente melhoria da circulação sanguínea e da respiração. Cuidar das suas plantas cria uma comunhão com a natureza e uma sensação de paz e harmonia, satisfazendo desta forma o nível espiritual. O valor terapêutico das plantas não é limitado apenas aos jardins, pode- se alargar a um pequeno conjunto de vasos numa janela ou num terraço. Então é desta que constrói uma hortinha? Pense como é bom chegar a casa, depois de um longo dia de trabalho, dedicar algum do seu tempo às plantas que cultivou. Ligue-se à natureza e obtenha todos os benefícios que ela pode proporcionar. [fonte]Referências: Jenny Cecilia Pfeffer J. 2007. Horticultural Therapy in Tennessee; American Horticultural Therapy Association definitions and positions, disponivel em: http://ahta.org/sites/default/files/DefinitionsandPositions.pdfFonte da imagem: http://portalsenciente.files.wordpress.com/2013/05/projeto_arvores.png [/fonte]
A sua mini horta
Ao longo do último ano, o “+ Saúde por Metro Quadrado”, pretendeu transformar cada leitor num novo agricultor autónomo, capaz de cultivar alguns horto-frutícolas, num só metro quadrado de terra. Dirigiu-se sobretudo aos que gostariam de experimentar plantar, cuidar e colher alguns alimentos para posteriormente cozinhar e comer. O resultado deu origem a 23 artigos que conduzem à aplicação de técnicas de cultivo muito fáceis e práticas agrícolas simples na produção caseira de alguns alimentos. Sempre que quiser consultar e rever como se cultivam os horto-frutícolas que aqui elegemos, de acordo com os doze meses do ano, basta clicar nos links que se encontram no painel abaixo.
Alface, a salada da casa

Será fácil plantar uma alface? Irá ver que sim! A textura característica da alface e o espectro de cores, variam desde o verde-amarelado até ao verde-escuro ou roxo, de acordo com as inúmeras variedades que existem. Cada variedade é específica para cada época do ano ou zona do país, de estufa ou ao ar livre, e são necessários alguns cuidados básicos. Esses cuidados passam por mobilizar, nutrir e regar o terreno e o vegetal para uma boa colheita. As alfaces para a cultura ao ar livre são do tipo de folha crespa, lisa, repolhudo e tipo romano. Todas elas preferem uma boa exposição ao sol e solos bem drenados, ou seja, devem ser bem arejados, facilitando assim a deslocação e escoamento da água durante a rega. Como foi referido na primeira rubrica, o terreno deve ter presente nutrientes como o azoto, o fósforo e o potássio. Há adubos com estes três compostos. Assim, deve aplicar o adubo para nutrir o solo, com cerca de 80 g por metro quadrado ou 8 g por cada vaso.