Ligue os seus “botões mentais”

O desenvolvimento da nossa personalidade no sentido da “excelência” ou da “otimização” da pessoa que somos e de como tomamos decisões e nos comportamos está muito dependente da nossa vontade. Muitas vezes temos perfeita consciência de que há aspetos em que poderemos francamente melhorar mas vamos adiando a hora de iniciarmos uma mudança efetiva. É praticamente como deixar um vício: vamos sucessivamente adiando para amanhã…. num eterno adiar. Infelizmente, até na prevenção da saúde isso acontece. O segredo talvez esteja em começarmos por pequenas operações que, a pouco e pouco, se vão-enraizando na nossa mente, estabelecendo novas configurações. Na verdade, é um processo de aprendizagem e, como tal, a melhor maneira de o fazermos é definir metas alcançáveis e introduzindo pequenas estratégias. O cérebro é nosso amigo! Afinal, ele é nosso. É nele que temos “guardadas” coisas como a nossa autoconsciência (a consciência de quem somos), a nossa memória, os nossos saberes, as nossas emoções e tudo o mais que nos permite viver plenamente! Iniciar a Mudança O investigador Ken Robinson lançou, em 2009, o livro que levaria o título de “O Elemento” na edição portuguesa (2010). Ele chama de “elemento” o ponto onde a nossa aptidão natural e a paixão pessoal se encontram. As pessoas que conseguem estar no seu “elemento” são levadas para além das experiências comuns de prazer e felicidade. Diz o autor: «quando entramos no nosso “elemento”, ligamo-nos a algo fundamental para a nossa identidade, o nosso desígnio e o nosso bem-estar. Recebemos um sentido de auto-revelação, compreendemos quem realmente somos e o que é suposto fazermos das nossas vidas». Todo o caminho de mudança passa pela conjugação de três verbos: ter, adorar e querer. “Ter” é a capacidade para fazer algo. Envolve os nossos recursos como a inteligência, a motivação, a capacidade de realizar algo, um talento ou um saber. “Adorar” é aplicar outra capacidade: a de gostar muito de algo que pode fazer-nos felizes, como o próprio desejo de crescimento pessoal. Está ligada à motivação e ao prazer de conseguirmos algo porque nos apaixonamos por ela. Finalmente, o “querer” afeta o nosso carácter, a autoestima, a perceção que temos de nós mesmo e dos outros, bem como as expetativas deles em relação a nós. Os “Botões Mentais” Imagine que temos uns botões mentais em que podemos mexer. É assim que eu faço quando quero mudar algo em mim. Tenho o “botão da saúde”, o “botão das emoções”, etc. Poderá parecer muito racional, mas não é. É uma questão de auto-disciplina pois a nossa mente é um bocado caótica se não a organizarmos. Eis os principais botões: Competências > traduz a capacidade da pessoa para lidar com os desafios e obrigações da vida e que lhe permitam ser autónomo. Envolve variáveis de tipo cognitivo, emocional e social. Com elas valorizamo-nos! Cognição > diz respeito às atividades do pensamento, do raciocínio, da perceção, da memória, da aprendizagem, da criatividade e da inteligência, entre outras. Com ela podemos desenvolver ainda mais o nosso “poder mental”! Sabedoria > forma de conhecimento extenso que depende da experiência de vida, envolvendo alguma combinação entre inteligência e criatividade, e que permite obter um discernimento pragmático sobre os problemas e situações do dia-a-dia e/ou profissionais e sociais. É mais do que simplesmente “conhecer” e torna a pessoa cativante! Saúde > estado geral do indivíduo e que está associado à noção de bem-estar. É fundamental para que a nossa vida siga reforçada por um bom funcionamento do organismo! Satisfação de Vida > avaliação que permite às pessoas refletir sobre as discrepâncias percebidas entre as aspirações e a realizações conseguidas. Bem-estar Psicológico > sentimento de satisfação que envolve a autoestima, o ânimo, o equilíbrio afetivo, a autoimagem e outras dimensões. É determinante!
Hortoterapia: ligue-se à natureza!

A primavera chega, e há mais vontade de realizar atividades ao ar livre. Está recordado da nossa sugestão, de com apenas um metro quadrado construir uma mini horta? Passaram 2 anos. E então, já tem? Ter uma mini horta em casa, pode ser benéfico, tanto a nível psicológico como físico. O conceito de hortoterapia surge assim, pela importância da interação entre as plantas e o ser humano. A hortoterapia mistura dois campos: horticultura, isto é, o ato de cuidar as plantas e a terapia. Portanto, como ferramenta terapêutica pode: ajudar na redução do stress. O relaxamento proporcionado pelos ambientes repletos de plantas, proporcionam às pessoas sentimentos de independência, construindo assim a sua auto estima. Ao dedicar-se à sua mini horta, está a colocar toda a sua atenção nesta tarefa, bloqueando assim os pensamentos de stress. promover o crescimento a nível cognitivo e social mas também o crescimento psicológico, físico e espiritual. Ao nível cognitivo, o ato de cultivar é associado ao aumento da atenção, bem como na melhoria da capacidade de resolver problemas e na aptidão de seguir instruções. A horticultura oferece oportunidades para que aconteçam atividades em grupo e troca de experiências, intensificando deste forma os benefícios sociais. Sobre os benefícios físicos que pode obter em ter uma mini horta em casa, alguns deles são: o fortalecimento dos músculos, maior amplitude de movimentos, e consequente melhoria da circulação sanguínea e da respiração. Cuidar das suas plantas cria uma comunhão com a natureza e uma sensação de paz e harmonia, satisfazendo desta forma o nível espiritual. O valor terapêutico das plantas não é limitado apenas aos jardins, pode- se alargar a um pequeno conjunto de vasos numa janela ou num terraço. Então é desta que constrói uma hortinha? Pense como é bom chegar a casa, depois de um longo dia de trabalho, dedicar algum do seu tempo às plantas que cultivou. Ligue-se à natureza e obtenha todos os benefícios que ela pode proporcionar. [fonte]Referências: Jenny Cecilia Pfeffer J. 2007. Horticultural Therapy in Tennessee; American Horticultural Therapy Association definitions and positions, disponivel em: http://ahta.org/sites/default/files/DefinitionsandPositions.pdfFonte da imagem: http://portalsenciente.files.wordpress.com/2013/05/projeto_arvores.png [/fonte]