Adoptar um estilo de vida saúdavel

Calorias: pequenas peças de um puzzle gigante

Quando se fala em alimentação saudável, sobretudo no contexto popular dos chamados regimes para se perder peso, geralmente a conversa não vai além do tema das calorias, limitando-se muitas vezes a: “tem mais calorias”, “tem menos calorias”, “é pouco calórico”, “é muito calórico”; mas, tão depressa é assim como, abruptamente, se salta para o campo banal das receitas, as ditas saudáveis. Portanto, parece que a ciência da alimentação saudável é como uma via de dois sentidos, pois é assim que é tratada: anda-se das calorias para as receitas de culinária e depois volta-se ao mesmo. E fica o assunto discutido! Mas não, não é bem assim. Estar informado sobre quantas calorias pode ter um alimento, um produto ou a refeição que selecionamos, não basta para se fazer uma escolha correta ou optar pelos alimentos adequados quando se seleciona um lanche ou o jantar da família. Contar calorias não é a melhor solução Quando centramos a nossa atenção nas calorias, elas são apenas pequenas peças de um puzzle gigante. O número de calorias de uma refeição não promove por si só uma escolha adequada; muito menos elimina a hipótese de cometer erros alimentares e não evita os consumos nocivos, quer por excesso ou por escassez. Emma Bryce descreve, de um modo muito simples, o que são calorias e qual é a utilidade da informação que elas encerram, colocando-as no seu contexto – o vasto campo da nutrição e a sua relação com a fisiologia humana, o que aumenta a complexidade, mas completa o tal puzzle gigante. Veja o vídeo no canal TEDEd, aqui legendado em português e compreenda melhor: contar calorias não é a única via e nem é sequer uma solução. [fonte] Créditos da imagem: http://www.wellness85034.com/calories-what-calories-are-and-why-you-need-them/[/fonte]

Carbs & Cals no smartphone contabiliza hidratos de carbono e calorias

Carbs & Cals é uma aplicação para smartphones que permite gerir a ingestão de hidratos de carbono e calorias das refeições. É sobretudo muito útil para pessoas com diabetes, para quem segue um plano nutricional para perder peso ou mesmo, para aqueles que pretendem ter uma alimentação mais equilibrada. Esta aplicação permite visualizar mais de 1400 fotografias de alimentos e bebidas com a informação da quantidade, em hidratos de carbono e em calorias, em porções identificadas por peso em gramas. Permite registar os valores dos hidratos de carbono e das calorias de cada refeição e obter os totais no final de cada dia. Assim, é mais fácil aprender a escolher os alimentos, qual a porção mais indicada para as necessidades diárias do que se pretende, uma alimentação saudável. A Associação Britânica de Dietética aprova e recomenda a utilização da Carbs & Cals. Encontra-se também disponível o livro, editado em português em parceria com a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal.

Decifrando as embalagens…

Quando vai às compras, começa por ler a informação nutricional que vem escrita nos rótulos e acaba por desistir? Nem sempre é fácil decifrar o que vem lá escrito. Uma leitura correcta dos rótulos é, hoje, uma ferramenta indispensável aos bons hábitos alimentares. Quer-se por conseguinte, uma interpretação fácil, rápida e clara. Então como pode decifrar um rótulo alimentar? Comece por verificar a lista de ingredientes do produto, referidos em ordem decrescente de peso, isto é, do que está em maior quantidade para o que está em menor. Assim, se o açúcar, a gordura ou o sal forem dos primeiros da lista de ingredientes de um alimento, deve moderar o seu consumo. Atenção que o açúcar pode estar descrito como maltose, dextrose, xarope de glucose ou açúcar invertido e a gordura como óleos ou outros. De seguida deve dar importância à indicação do valor calórico do alimento, por 100 gramas ou por porção. Compare a porção que consome e a porção que é descrita na embalagem. Por exemplo, se numa embalagem de bolachas a porção se referir a uma bolacha e se comermos 3, não podemos esquecer que o valor apresentado na tabela terá que ser multiplicado por 3. Deve verificar a gordura. Quanto menos gordura saturada e hidrogenada ou trans tiver, melhor. Privilegie produtos isentos deste tipo de gordura. Verifique também a quantidade de hidratos de carbono. Prefira alimentos ricos em amido e pobres em açúcar, como é exemplo o pão, e assim ficará saciado durante mais tempo. Outro aspecto importante, na leitura dos rótulos, é a indicação das percentagens. O que é que isso significa? É a percentagem que cada nutriente atinge da sua dose diária recomendada. Por exemplo, um determinado produto alimentar apresenta na sua rotulagem 20% de vitamina E, ou seja, ao consumirmos uma porção daquele alimento é fornecido 20% das necessidades médias diárias desta vitamina. Portanto, deve comer mais alimentos ricos em vitamina E ao longo do dia, para que possa atingir 100 % das necessidades diárias desta vitamina. Agora, falemos de prazos de validade. Podem apresentar-se sob 2 formas: “Consumir até”, utilizado quando os alimentos se deterioram rapidamente (exemplos: carne, ovos e lacticínios). Todos os produtos frescos embalados têm um período de validade curto e não devem ser consumidos após a data indicada na embalagem, pois existe o perigo de intoxicação alimentar. Por exemplo: um queijo fresco é um alimento perecível, devido ao seu alto teor em água é propício ao desenvolvimento de bactérias prejudiciais para a saúde; “Consumir de preferência antes de”, utilizado em alimentos que possuem uma durabilidade maior (por exemplo, cereais, arroz, especiarias). Não é perigoso consumir um produto após esta data, mas o alimento pode ter começado a perder o seu sabor e a sua textura. Não se deixe enganar pelos rótulos À semelhança do que se faz quando comparamos os preços de produtos semelhantes, opte também por comparar os diversos constituintes entre si. Gaste alguns minutos e analise a rotulagem e não se deixe seduzir por embalagens coloridas, sem antes fazer uma correcta análise do produto. Por exemplo, existem cereais de pequeno-almoço cujas embalagens são muito apelativas ao consumidor mas, ao analisar o seu rótulo, constata-se que o segundo, ou terceiro, ingrediente mais presente naquele produto alimentar é o açúcar. Apraz referir que não existem géneros alimentícios bons nem maus. Devem ser consumidos de acordo com a quantidade adequada e de acordo com a sua finalidade. Nunca se esqueça que a sua alimentação deve ser completa e equilibrada, alicerçada em variedade.

Gigas de Calorias

Com o desenvolvimento tecnológico e a globalização informática vivemos a última década rodeados de termos como bytes (B), Kilobytes (kB), megabytes (MB), gigabytes (GB), terabytes (TB). Não há nada que não tenha a capacidade de megas, gigas, teras, petas, exas, zettas, yottas. Actualmente, as crianças, os adolescentes, senão mesmo a maioria de nós, percebemos mais de informática e de tecnologia em geral, do que do funcionamento do nosso próprio corpo e da forma como podemos ter uma relação saudável de modo a preservá-lo. Como devemos comer para melhorar a capacidade desta prodigiosa máquina, o nosso corpo? Sendo assim, muito bem, podemos então associar termos tão conhecidos entre nós como megas e gigas, para facilmente entendermos quando são referidas quantidades de calorias, gorduras, açúcares disponíveis nos alimentos. Somos seduzidos pelos mega-menus da comida fast-food e, irreflectidamente, traímos os tradicionais e bons hábitos alimentares portugueses (e temos muitos!) pela gama dos “pacotes” mega e giga de marcas cuidadosamente estudadas. Com aspecto crocante e estaladiço, estas refeições são pesadas em gorduras (saturadas e trans), portanto com gigas de colesterol. E as batatas fritas, com o seu lugar cativo nestes menus, garantem mais gigas de gordura. Um copo fechado com palhinha, para poder beber e circular em qualquer parte, permite aceder a gigas de açúcares que são absorvidos mega-rapidamente. E “verdes”, pergunto eu? São assim, que são denominados os produtos hortícolas pela classe dos mais novos. Bom, esses não fazem falta nenhuma! Pensam eles! Acham que não têm gigas nem megas de nada! Como se enganam. Têm gigas de vitaminas e minerais mas esses gigas são dos mais importantes para o melhor desempenho da máquina humana. Mas voltemos aos “pacotes”, é fácil ter uma alimentação de gigas em calorias. Há mesmo quem já consiga atingir o nível seguinte, isto é, passar dos gigas para os teras mas de gorduras e de calorias. Para isso, basta repetir este “método” de alimentação quase todos os dias. Se ter um computador com muitos gigas é bom para melhor desempenho e rapidez no contexto informático, fazer uma alimentação à base de produtos alimentares com muita gordura e açúcar é uma sobrecarga para o organismo, principalmente para o fígado. São muitos gigas de gorduras e de açúcares em simultâneo. O fígado é um órgão extraordinário, tudo o que colocamos à boca passa obrigatoriamente por lá, alimentos, bebidas, medicamentos. Mas o nosso software funciona muito melhor quando as quantidades de gorduras ou açúcares são moderadas. Teoricamente a vida média de utilização de um computador é de aproximadamente 3 a 5 anos, dizem. O seu fígado é como um verdadeiro processador, convêm que dure uma vida inteira e quanto mais melhor. É que não é fácil encontrar outro!

O Balde e o Bidão – a invasão no cinema

Há uns tempos atrás, estava eu na fila do cinema, reparei que todas as pessoas à minha frente, após comprarem o bilhete, traziam nas mãos, sem excepção, uns “baldes” de pipocas e seus respectivos “bidões” de refrigerante. Chamei-lhes baldes e bidões porque fiquei impressionada com o tamanho daquelas embalagens. Decidi então continuar com a minha observação para descobrir quais os vários produtos possíveis de comprar numa simples ida ao cinema. No quadro dos refrigerantes podemos escolher entre um copo pequeno (1/2 Litro), um médio (3/4 Litro) e um grande (1 Litro). No quadro das pipocas temos as mesmas designações, isto é, “balde” pequeno, médio e “balde” grande. No final do cinema encontram-se sempre as embalagens e copos vazios pelo chão (infelizmente…) e resolvi trazer para casa um exemplar do balde e do bidão, tamanho mais pequeno de cada, para continuar a pesquisa. Já em casa, fiz os cálculos relativos às quantidades de cada um. E isto porque não se encontra nas embalagens nenhuma informação, quer em relação às pipocas, onde não há qualquer informação nutricional, quer em relação ao bidão, onde apenas é referenciado o seu peso líquido em onças (oz, no sistema métrico americano) no fundo da embalagem.