Adoptar um estilo de vida saúdavel

Porque são irresistíveis os alimentos com açúcar?

É aborrecidamente verdade: o açúcar está em quase tudo o que compramos para comer e beber! E não está apenas nos doces e nas sobremesas. A maioria das crianças portuguesas, hoje, ingere diariamente doces, como confirma uma notícia recentemente publicada pelo JN, a propósito de uma investigação conduzida pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP). Por mais que isto seja referido na capa dos jornais, continuamos incapazes de conceber a extensão de uma das principais ameaças sobre a saúde futura destas crianças. Por ser um processo longo, a repetição diária do abuso de produtos alimentares que não transportam mais do que açúcar, o resultado só se vê uns anos mais tarde. A ingestão diária do açúcar acontece agora, os resultados revelam-se depois com a obesidade, a diabetes e outras doenças que se vêm a instalar em paralelo. Esclarecidos sobre os factos, com argumentos credíveis, somos capazes de fazer as alterações necessárias para transformar esta realidade. Veja o que acontece no cérebro que torna os alimentos com açúcar irresistíveis. [fonte] Créditos da imagem: Jornal de Notícias [/fonte]

Mãe! Bola, ali!

“Mãe! Bola, ali!” – dizia um dos miúdos do guarda-sol vizinho ao meu. O miúdo não se referia a uma simples bola, daquelas que nos fazem correr, saltar e pular para a apanhar. Todos os dias, a praia inteira esperava ansiosamente pelo homem das Bolas de Berlim.

Gigas de Calorias

Com o desenvolvimento tecnológico e a globalização informática vivemos a última década rodeados de termos como bytes (B), Kilobytes (kB), megabytes (MB), gigabytes (GB), terabytes (TB). Não há nada que não tenha a capacidade de megas, gigas, teras, petas, exas, zettas, yottas. Actualmente, as crianças, os adolescentes, senão mesmo a maioria de nós, percebemos mais de informática e de tecnologia em geral, do que do funcionamento do nosso próprio corpo e da forma como podemos ter uma relação saudável de modo a preservá-lo. Como devemos comer para melhorar a capacidade desta prodigiosa máquina, o nosso corpo? Sendo assim, muito bem, podemos então associar termos tão conhecidos entre nós como megas e gigas, para facilmente entendermos quando são referidas quantidades de calorias, gorduras, açúcares disponíveis nos alimentos. Somos seduzidos pelos mega-menus da comida fast-food e, irreflectidamente, traímos os tradicionais e bons hábitos alimentares portugueses (e temos muitos!) pela gama dos “pacotes” mega e giga de marcas cuidadosamente estudadas. Com aspecto crocante e estaladiço, estas refeições são pesadas em gorduras (saturadas e trans), portanto com gigas de colesterol. E as batatas fritas, com o seu lugar cativo nestes menus, garantem mais gigas de gordura. Um copo fechado com palhinha, para poder beber e circular em qualquer parte, permite aceder a gigas de açúcares que são absorvidos mega-rapidamente. E “verdes”, pergunto eu? São assim, que são denominados os produtos hortícolas pela classe dos mais novos. Bom, esses não fazem falta nenhuma! Pensam eles! Acham que não têm gigas nem megas de nada! Como se enganam. Têm gigas de vitaminas e minerais mas esses gigas são dos mais importantes para o melhor desempenho da máquina humana. Mas voltemos aos “pacotes”, é fácil ter uma alimentação de gigas em calorias. Há mesmo quem já consiga atingir o nível seguinte, isto é, passar dos gigas para os teras mas de gorduras e de calorias. Para isso, basta repetir este “método” de alimentação quase todos os dias. Se ter um computador com muitos gigas é bom para melhor desempenho e rapidez no contexto informático, fazer uma alimentação à base de produtos alimentares com muita gordura e açúcar é uma sobrecarga para o organismo, principalmente para o fígado. São muitos gigas de gorduras e de açúcares em simultâneo. O fígado é um órgão extraordinário, tudo o que colocamos à boca passa obrigatoriamente por lá, alimentos, bebidas, medicamentos. Mas o nosso software funciona muito melhor quando as quantidades de gorduras ou açúcares são moderadas. Teoricamente a vida média de utilização de um computador é de aproximadamente 3 a 5 anos, dizem. O seu fígado é como um verdadeiro processador, convêm que dure uma vida inteira e quanto mais melhor. É que não é fácil encontrar outro!