Adoptar um estilo de vida saúdavel

O açúcar alimenta o cancro?

O açúcar alimenta o cancro? A resposta é bem mais complicada do que um “Sim” ou um “Não”. Conheça os factos baseados na evidencia científica.

O fim do consumo de açúcar

Atualmente existe uma enorme controvérsia sobre o consumo de açúcar e há uma questão que se impõe: está a chegar o fim do consumo de açúcar? Ou é o fim do consumo excessivo que se impõe?

Porque são irresistíveis os alimentos com açúcar?

É aborrecidamente verdade: o açúcar está em quase tudo o que compramos para comer e beber! E não está apenas nos doces e nas sobremesas. A maioria das crianças portuguesas, hoje, ingere diariamente doces, como confirma uma notícia recentemente publicada pelo JN, a propósito de uma investigação conduzida pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP). Por mais que isto seja referido na capa dos jornais, continuamos incapazes de conceber a extensão de uma das principais ameaças sobre a saúde futura destas crianças. Por ser um processo longo, a repetição diária do abuso de produtos alimentares que não transportam mais do que açúcar, o resultado só se vê uns anos mais tarde. A ingestão diária do açúcar acontece agora, os resultados revelam-se depois com a obesidade, a diabetes e outras doenças que se vêm a instalar em paralelo. Esclarecidos sobre os factos, com argumentos credíveis, somos capazes de fazer as alterações necessárias para transformar esta realidade. Veja o que acontece no cérebro que torna os alimentos com açúcar irresistíveis. [fonte] Créditos da imagem: Jornal de Notícias [/fonte]

Decifrando as embalagens…

Quando vai às compras, começa por ler a informação nutricional que vem escrita nos rótulos e acaba por desistir? Nem sempre é fácil decifrar o que vem lá escrito. Uma leitura correcta dos rótulos é, hoje, uma ferramenta indispensável aos bons hábitos alimentares. Quer-se por conseguinte, uma interpretação fácil, rápida e clara. Então como pode decifrar um rótulo alimentar? Comece por verificar a lista de ingredientes do produto, referidos em ordem decrescente de peso, isto é, do que está em maior quantidade para o que está em menor. Assim, se o açúcar, a gordura ou o sal forem dos primeiros da lista de ingredientes de um alimento, deve moderar o seu consumo. Atenção que o açúcar pode estar descrito como maltose, dextrose, xarope de glucose ou açúcar invertido e a gordura como óleos ou outros. De seguida deve dar importância à indicação do valor calórico do alimento, por 100 gramas ou por porção. Compare a porção que consome e a porção que é descrita na embalagem. Por exemplo, se numa embalagem de bolachas a porção se referir a uma bolacha e se comermos 3, não podemos esquecer que o valor apresentado na tabela terá que ser multiplicado por 3. Deve verificar a gordura. Quanto menos gordura saturada e hidrogenada ou trans tiver, melhor. Privilegie produtos isentos deste tipo de gordura. Verifique também a quantidade de hidratos de carbono. Prefira alimentos ricos em amido e pobres em açúcar, como é exemplo o pão, e assim ficará saciado durante mais tempo. Outro aspecto importante, na leitura dos rótulos, é a indicação das percentagens. O que é que isso significa? É a percentagem que cada nutriente atinge da sua dose diária recomendada. Por exemplo, um determinado produto alimentar apresenta na sua rotulagem 20% de vitamina E, ou seja, ao consumirmos uma porção daquele alimento é fornecido 20% das necessidades médias diárias desta vitamina. Portanto, deve comer mais alimentos ricos em vitamina E ao longo do dia, para que possa atingir 100 % das necessidades diárias desta vitamina. Agora, falemos de prazos de validade. Podem apresentar-se sob 2 formas: “Consumir até”, utilizado quando os alimentos se deterioram rapidamente (exemplos: carne, ovos e lacticínios). Todos os produtos frescos embalados têm um período de validade curto e não devem ser consumidos após a data indicada na embalagem, pois existe o perigo de intoxicação alimentar. Por exemplo: um queijo fresco é um alimento perecível, devido ao seu alto teor em água é propício ao desenvolvimento de bactérias prejudiciais para a saúde; “Consumir de preferência antes de”, utilizado em alimentos que possuem uma durabilidade maior (por exemplo, cereais, arroz, especiarias). Não é perigoso consumir um produto após esta data, mas o alimento pode ter começado a perder o seu sabor e a sua textura. Não se deixe enganar pelos rótulos À semelhança do que se faz quando comparamos os preços de produtos semelhantes, opte também por comparar os diversos constituintes entre si. Gaste alguns minutos e analise a rotulagem e não se deixe seduzir por embalagens coloridas, sem antes fazer uma correcta análise do produto. Por exemplo, existem cereais de pequeno-almoço cujas embalagens são muito apelativas ao consumidor mas, ao analisar o seu rótulo, constata-se que o segundo, ou terceiro, ingrediente mais presente naquele produto alimentar é o açúcar. Apraz referir que não existem géneros alimentícios bons nem maus. Devem ser consumidos de acordo com a quantidade adequada e de acordo com a sua finalidade. Nunca se esqueça que a sua alimentação deve ser completa e equilibrada, alicerçada em variedade.

O Balde e o Bidão – a invasão no cinema

Há uns tempos atrás, estava eu na fila do cinema, reparei que todas as pessoas à minha frente, após comprarem o bilhete, traziam nas mãos, sem excepção, uns “baldes” de pipocas e seus respectivos “bidões” de refrigerante. Chamei-lhes baldes e bidões porque fiquei impressionada com o tamanho daquelas embalagens. Decidi então continuar com a minha observação para descobrir quais os vários produtos possíveis de comprar numa simples ida ao cinema. No quadro dos refrigerantes podemos escolher entre um copo pequeno (1/2 Litro), um médio (3/4 Litro) e um grande (1 Litro). No quadro das pipocas temos as mesmas designações, isto é, “balde” pequeno, médio e “balde” grande. No final do cinema encontram-se sempre as embalagens e copos vazios pelo chão (infelizmente…) e resolvi trazer para casa um exemplar do balde e do bidão, tamanho mais pequeno de cada, para continuar a pesquisa. Já em casa, fiz os cálculos relativos às quantidades de cada um. E isto porque não se encontra nas embalagens nenhuma informação, quer em relação às pipocas, onde não há qualquer informação nutricional, quer em relação ao bidão, onde apenas é referenciado o seu peso líquido em onças (oz, no sistema métrico americano) no fundo da embalagem.