Como podemos salvar as tradições culinárias e a nossa identidade?

O que comiam os nossos bisavós? Quantos alimentos fizeram parte da mesa da nossa família e das tradições culinárias que estão a ficar esquecidas ou simplesmente são desconhecidas?

Por todo o mundo há milhares e diferentes comunidades e, com elas, há histórias de alimentos que estão a ser esquecidas. As raízes e as tradições culinárias que foram a base da alimentação dos povos de todo o mundo estão a desaparecer rapidamente, por causa da agricultura industrializada e do conceito ocidental de dieta ideal.

Aparna Pallavi é jornalista e a sua pesquisa está ligada ao conhecimento dos alimentos que tradicionalmente fazem parte da cultura da Índia e dos seus povos indígenas. Na sua palestra para o canal TED explora as razões pelas quais as tradições culinárias dos nossos antepassados estarem a desaparecer da vida e das memórias das pessoas.

Aparna Pallavi toma o exemplo do seu país, para alertar para o desaparecimento abrupto de alimentos que sempre fizeram parte da dieta desse povo para revitalizar a nossa conexão com alimentos essenciais: “a Índia moderna está presa ao arroz, ao trigo e à diabetes. Esquecemos totalmente alguns alimentos, como uma enorme variedade de tubérculos, a seiva de árvores, peixe, mariscos, óleo de sementes, moluscos, cogumelos, insetos, carne de pequenos animais, tudo o que estava disponível à nossa volta.”

Como podemos salvar a comida e as tradições culinárias dos nossos antepassados?
Além da política económica desfavorável e das razões ecológicas, Aparna Pallavi defende que a vergonha é um fenómeno humano que contribui substancialmente para que o moderno cabaz de alimentos seja cada vez mais limitado. E qual é a solução? Um plano de revitalização dos costumes para ajudar a reintroduzir a comida indígena e os alimentos não cultivados, colhidos ou apanhados do chão que identificam povos e culturas. Assista agora ao vídeo disponibilizado pelo canal TED, com legendas em português.

Margarida Vieira, nutricionista, licenciada em Ciências da Nutrição (FCNAUP-1991), mestre em Nutrição Clínica (ISCSEM-2008). Doutorada em Estudos da Criança, na especialidade de saúde infantil pela Universidade do Minho. Membro efetivo da Ordem dos Nutricionistas com a cédula profissional nº 0052N. Investigadora na Fundação para a Ciência e Tecnologia (2011-2015). Membro do Centro de Investigação em Estudos da Criança – CIEC. Desenvolve a sua atividade na Investigação e na área da Nutrição Clínica. É autora e coordenadora de projectos de prevenção primária na área da saúde, bem como na organização e dinamização de seminários sobre hábitos alimentares saudáveis, predominantemente em ambiente escolar. Os seus atuais interesses de investigação, são no domínio da promoção e da comunicação para a saúde, na prevenção do cancro e de outras doenças crónicas. Responsável pela conceção e coordenação de campanhas para a prevenção do cancro. Trabalhou no Marketing Farmacêutico e especializou-se em Gestão e Comunicação da Marca (IPAM – 2003). Autora e fundadora do Stop Cancer Portugal, adotar um estilo de vida saudável. Usa o novo acordo ortográfico. Margarida Vieira, nutritionist, is PhD in Child Studies of the University of Minho. Member collaborator of the Research Centre for Child Studies - CIEC. 
She is author and coordinator of projects for primary prevention in health care as well as in the organization and promotion of workshops on healthy eating habits in the schools. Her current research interests are cancer prevention and other chronic diseases and health communication.
 Responsible for the design and coordination of the awareness of campaigns for the prevention of cancer. Worked in Pharmaceutical Marketing and specializes in Brand Management and Communication. Author and Founder of Stop Cancer Portugal Project.