Prevenir o cancro da mama: adote um estilo de vida protetor

É no mês de outubro que as campanhas de sensibilização na prevenção do cancro viram os holofotes para o cancro da mama.

Hoje há mais esperança, os rastreios e a deteção precoce sofreram uma enorme melhoria, os tratamentos para o cancro da mama são mais eficazes e a sobrevivência aumentou significativamente. Após o diagnóstico, a taxa de sobrevivência em 5 anos para o cancro da mama é superior a 90%.

Após décadas de análise da evidência de milhões de casos de cancro em todo o mundo, os principais fatores de risco para o cancro da mama estão identificados. As melhores estratégias para reduzir o risco de cancro da mama passam por adotar um estilo de vida protetor como evitar álcool, ter um peso saudável, ser fisicamente ativo, ter uma alimentação rica em cereais integrais, vegetais, fruta e leguminosas, alimentos densos em nutrientes essenciais.

Quatro medidas básicas para diminuir o risco de cancro da mama

Beber álcool aumenta o risco de cancro da mama. O álcool influencia os níveis sanguíneos de estrogênio e de outras hormonal, aumentando a probabilidade de ter cancro.
O álcool é um agente cancerígeno comprovado. Pode causar danos celulares que desencadeiam o desenvolvimento de células cancerígenas.

O excesso de gordura corporal aumenta o risco de cancro da mama pós-menopausa. A presença de excesso de tecido adiposo provoca inflamação, podendo levar a mutações nas células saudáveis.
Ter excesso de peso aumenta os níveis sanguíneos de insulina e de outras hormonas capazes de acelerar o crescimento cancerígeno.

comportamento sedentário está ligado ao aumento do risco de cancro. Praticar atividade física diminui o risco para este tipo de cancro. A atividade vigorosa diminui o risco de cancro da mama pré-menopausa. A atividade moderada diminui o risco de cancro da mama pós-menopausa.

Uma atividade física regular ajuda a controlar o complexo sistema hormonal.
Há, ainda, evidências de que as pessoas fisicamente ativas, antes e depois do diagnóstico, têm mais chances de sobreviver ao cancro da mama.

A amamentação também reduz o risco para este tipo de cancro através da regulação dos níveis hormonais no corpo da mãe. Parece que no final da amamentação, o corpo é capaz de se livrar das células da mama que possam ter lesões no DNA.

Fontes de informação: http://www.aicr.org/https://www.wearitpink.org/

 

Margarida Vieira

Margarida Vieira, nutricionista, licenciada em Ciências da Nutrição (FCNAUP-1991), mestre em Nutrição Clínica (ISCSEM-2008). Doutorada em Estudos da Criança, na especialidade de saúde infantil pela Universidade do Minho. Membro efetivo da Ordem dos Nutricionistas com a cédula profissional n (...)