Seja curioso – tratamento da dor

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A dor é um fenómeno complexo e com variantes multidimensionais, nomeadamente fisiológicas, bioquímicas, psicossociais e comportamentais. São muitas as causas que influenciam a existência da dor e a sua intensidade ao longo do tempo.

Podendo surgir como resultado de uma agressão ou lesão, é também um sintoma que acompanha de forma transversal a generalidade das situações patológicas que requerem cuidados.

Todos os tipos de dor provocam sofrimento, muitas das vezes intolerável, refletindo-se de forma negativa na qualidade de vida das pessoas, tornando-se assim uma das grandes causas de internamento.

A dor aguda é definida como uma dor de inicio recente e de duração provavelmente limitada, podendo ser superficial, somática ou visceral.

A dor crónica prolonga-se no tempo e normalmente com difícil identificação temporal e causal. O sofrimento provocado pode manifestar-se com várias características e gerar diversos estádios patológicos.

Existem várias escalas a nível internacional para medir a intensidade da dor. As mais conhecidas são a “escala numérica” e a “escala de faces”. Após explicação acerca da interpretação das escalas, a intensidade da dor deverá ser sempre referida pelo doente, e este tem que estar consciente para poder colaborar com o técnico de saúde que se encontra a fazer a avaliação. A escala de avaliação da dor deverá ser sempre a mesma para as sucessivas avaliações.

Relativamente aos tratamentos, estes são variados. Devem ser administrados ou efetuados com muito zelo. Deverão ser escolhidos de acordo com as necessidades de cada pessoa devendo-se optar pelo mais eficaz e com menos efeitos colaterais. Muitas vezes um analgésico ou anti-inflamatório são suficientes, porém noutras situações é necessário combinar vários tratamentos.

Tratamento da dor: com medicamentos e não medicamentoso

O tratamento da dor pode ser efetuado com medicamentos, nomeadamente:

– Analgésicos (mais utilizados na dor nociceptiva)

– Anti-inflamatórios (em causas inflamatórias)

– Antidepressivos (em causas emocionais)

– Ansiolíticos (para promover o relaxamento muscular)

– Anticonvulsivantes (para contraturas musculares)

– Bloqueio de nervos periféricos (quando os anteriores não são eficazes).

O tratamento não medicamentoso pode ser efetuado recorrendo a:

– Fisioterapia (alongamentos, rolfing e aparelhos elétricos)

– Apoio psicológico (situações de stress, ansiedade e depressão)

– Terapia cognitivo-comportamental (crenças, regras, emoções, aprender comportamentos adaptativos)

– Terapias complementares (acupuntura, meditação, ioga, espiritualidade, massagem, relaxamento)

– Outras estratégias (repouso, calor/frio).

Após a avaliação da dor nas suas várias vertentes, cabe aos profissionais de saúde em acordo com a pessoa com dor fazer a opção mais adequada para a situação decorrente.

Referências: K. Andreas & P. Nilesh. (2010). Guia para o tratamento da dor. ISAP.; N. Onofre. (2009).Dor: princípios e prática. Artmed Editora.;Photo by Cristian Newman on Unsplash  

Ana Paula Figueiredo

Sobre Ana Paula Figueiredo

Ana Paula Figueiredo é enfermeira especialista em Saúde Mental e Psiquiatria pela Escola Superior de Enfermagem do Porto. Exerce a sua atividade profissional na área da oncologia, no Porto. É autora de histórias infantis na área da educação para a saúde.