Yoga e massa muscular na mulher

Share on Facebook66Share on Google+1Tweet about this on Twitter

A prática de yoga promove a utilização da proteína e pode ser uma alternativa para manter o tónus e a massa muscular nas mulheres.

A prática de yoga promove a utilização da proteína, mantendo a consistência muscular durante mais tempo de acordo com um estudo realizado pela Universidade de Connecticut e publicado no “Journal of Aging and Physical Activity”. Este estudo teve o propósito de avaliar o yoga como uma prática alternativa na manutenção do tónus e da massa muscular ao longo de anos de pratica regular.

É também o primeiro estudo a procurar estabelecer a relação entre yoga e a utilização da proteína pelo corpo. O modo como a proteína é utilizada é um fator chave para que os músculos permaneçam saudáveis e fortes à medida que a idade avança. A perda de tónus e massa muscular é conhecida como sarcopenia.

O estudo acompanhou e avaliou dois grupos de mulheres saudáveis com idades entre os 50 e os 65 anos, durante 6 meses. Um dos grupos não foi sujeito a qualquer tipo de exercício durante um ano. O outro grupo englobou mulheres que praticavam yoga pelo menos duas vezes por semana e no mínimo durante um ano. A prática obedecia ao estilo Vinyasa, mais intenso que outros estilos de yoga.

Numa primeira fase do estudo, encontraram-se diferenças na utilização das proteínas, da força, do equilíbrio e da composição corporal entre os praticantes de yoga e o grupo de não praticantes. Os investigadores também analisaram diferenças na ingestão de calorias e proteínas entre os dois grupos.

O uso das proteínas pelo organismo foi avaliado através do nitrogênio do aminoácido glicina. A força dos participantes foi testada pela firmeza da mão. O equilíbrio avaliado usando testes cronometrados, ficando o praticante, sobre um pé, três vezes seguidas, por três segundos, com as mãos nos quadris. A dieta avaliada e monitorizada por registos alimentares semanais, para a ingestão energética, dos hidratos de carbono, das gorduras e das proteínas.

Embora o peso e o índice de massa corporal fossem semelhantes, o estudo indicou que o grupo de yoga apresentou uma percentagem menor de gordura corporal e uma massa muscular maior. Também apresentaram maior capacidade de equilíbrio.

Por outro lado, os praticantes de yoga queimaram mais gordura em repouso comparativamente com o outro grupo e apresentaram taxas mais baixas de síntese e de degradação das proteínas. A taxa reduzida de perda de proteínas pode estar associada à manutenção da massa muscular resultante da prática rotineira do yoga.

Os efeitos da prática do yoga relativamente ao uso das proteínas pelo organismo, parecem sugerir que o yoga oferece uma grande quantidade de benefícios para um envelhecimento saudável e ativo.

Quando se comparam os níveis de stress nas articulações, entre os praticantes de yoga e os praticantes de corrida, por exemplo, verifica-se que a prática do yoga permite uma maior consistência na capacidade da articulação, tornando-se e mais fácil e acessível para os adultos mais velhos se manterem ativos. E, é menos perigoso do que o treino com pesos, o que pode resultar em lesões se for praticado de forma incorreta.

Referências: Colletto, M., & Rodriguez, N. (2017). Routine Yoga Practice Impacts Whole Body Protein Utilization in Healthy Women. Journal of Aging and Physical Activity, 1-24. Créditos da imagem: http://www.griswoldhomecare.com/blog/stress-relief-more-yoga-for-seniors/ 

 

 

 

Alexandra Pereira

Sobre Alexandra Pereira

Alexandra Pereira é professora de yoga certificada pela Asociación Internacional de Profesores de Yoga Sananda (AIPYS). Acredita que a prática de yoga pode oferecer uma melhoria da condição física, mental e psicológica do praticante.