Seja curioso, alopecia no doente oncológico

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O objetivo dos tratamentos no doente oncológico é a cura ou o alívio de sintomatologia da doença.

Todos os tratamentos têm efeitos colaterais, nomeadamente a quimioterapia, radioterapia, cirurgia, hormonoterapia, entre outros. Os efeitos colaterais podem variar de doente para doente, de acordo com o tipo de tratamento efetuado, do estado a pessoa, do estadio da doença e do tipo de tumor.

A alopecia, a queda de cabelo, é um dos efeitos colaterais que pode ocorrer em doentes que fazem quimioterapia e radioterapia, podendo ocorrer em todo o corpo ou apenas em algumas partes. O cabelo pode cair gradualmente ou de uma só vez, sendo esta uma situação temporária nos doentes que efetuam quimioterapia, uma vez que este volta a crescer algum tempo após terminarem os tratamentos.

Nem todos os doentes que fazem quimioterapia apresentam alopecia uma vez que esta depende do citotóxico que está a ser utilizado. A queda de cabelo geralmente é gradual e a quantidade varia de pessoa para pessoa. Nos primeiros tratamentos a queda é ligeira, tendendo a aumentar com o aumento do nº de ciclos de quimioterapia. Após terminar os tratamentos o cabelo volta a crescer, muitas vezes com características diferentes.

Nos doentes que fazem radioterapia o cabelo que cai encontra-se na área que está a ser irradiada, dependendo também da dose de radiação. Este tipo de tratamento em altas doses pode provocar alopecia permanente.

Formas de minimizar a queda do cabelo

Embora sendo uma situação desconfortável para os doentes, há várias formas de minimizar esse desconforto nomeadamente com: o uso de um champô suave, uso de protetor solar para o couro cabeludo ou de um turbante ou chapéu, evitar secar o couro cabeludo com altas temperaturas, uso de escovas de cabelo macias para o cabelo ainda existente ou que esteja a crescer, evitar frisar ou pintar o cabelo, utilizar almofadas com fronhas macias e o uso perucas confortáveis.

O cabelo tende a voltar crescer 2 a 3 meses após terminar o tratamento de quimioterapia. A cor e a textura do cabelo podem ser diferentes do original, mas com o tempo poderá voltar ao original.

Referências: Phipps; Long; Woods & Cassmeyer. (2009). Enfermagem Médico-cirurgica. Conceitos e prática clínica. Lusodidacta. Costa, C.; Magalhães, H.; Félix, R.; Costa, A. & Cordeira, S. (2005). O Cancro e a Qualidade de Vida. Novartis. Fonte da imagem:http://dochonorio.com.ar/blog/alopecia/

Ana Paula Figueiredo

Sobre Ana Paula Figueiredo

Ana Paula Figueiredo é enfermeira especialista em Saúde Mental e Psiquiatria pela Escola Superior de Enfermagem do Porto. Exerce a sua atividade profissional na área da oncologia, no Porto. É autora de histórias infantis na área da educação para a saúde.