Iodo: suplementação materna no período pós parto

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O leite materno é sempre a melhor opção para a mãe e para o bebé, é por isso necessário garantir que a produção de leite é assegurada.

Uma das preocupações da mãe é garantir que o leite oferecido ao seu bebé é suficientemente rico para que o lactente aumente de peso adequadamente.

Para isso, a alimentação da mãe deve ser equilibrada em termos qualitativos e quantitativos de acordo com as recomendações observadas nos guias alimentares como a roda dos alimentos ou a pirâmide alimentar saudável, para garantir o aporte necessário de todos os macro e micronutrientes. Mas deve ainda ser compensada adicionalmente por um acréscimo energético na ordem das 500 calorias no primeiro semestre de amamentação, necessárias à produção de leite, conforme recomendação do Food and Nutrition Board (FNB) of the Institute of Medicine (IOM).

Também a Direção Geral de Saúde dá algumas orientações no que se refere a um micronutriente muito importante durante todo este período, o iodo.

– As mulheres em preconceção, grávidas ou a amamentar devem receber um suplemento diário de iodo sob a forma de iodeto de potássio – 150 a 200 µg/dia, desde o período preconcecional, durante toda a gravidez e enquanto durar o aleitamento materno exclusivo, pelo que deverá ser prescrito o medicamento com a substância ativa de iodeto de potássio na dose devidamente ajustada.

 

– Nas grávidas e mulheres a amamentar com indicação clínica para receberem suplementos vitamínicos (gestação múltipla, vegetarianas ou com uma dieta inadequada) há que contabilizar naquela dose diária recomendada de iodeto de potássio, a quantidade de iodo já existente nos suplementos vitamínicos”.

 

– Nas mulheres com patologia da tiróide o iodeto de potássio pode estar contra-indicado, devendo a decisão médica ser tomada caso a caso.

 

– De forma a contribuir para a ingestão apropriada de iodo há, naturalmente, que assegurar uma alimentação variada, incluindo alimentos que, habitualmente, são fontes de iodo, em particular: pescado, leguminosas e hortícolas e, ainda, leite e outros produtos lácteos. Recomenda-se, também, a substituição do sal comum por sal iodado.

O iodo é um dos componentes das hormonas tiróideas. Por sua vez, estas asseguram um desenvolvimento programado e coordenado do sistema nervoso central do feto e da criança, sendo a deficiência de iodo uma das causas evitáveis de distúrbios no desenvolvimento ou de doenças mentais.

Referências: Direção Geral da Saúde. Orientação nº 011/2013 Aporte de iodo em mulheres na preconceção, gravidez e amamentação; Agosto de 2013. Food and Nutrition Board, Institute of Medicine Dietary reference intakes for energy, carbohydrate, fiber, fat, fatty acids, cholesterol, protein, and amino acids. National Academy of Sciences (U.S.) 2002/2005. Fonte da imagem: http://news.medlive.cn/

Marisa Figueiredo

Sobre Marisa Figueiredo

Marisa Figueiredo é nutricionista e mestre em Nutrição Clínica, pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz. É doutoranda na Faculdade de Medicina de Lisboa no curso de Doenças Metabólicas e de Comportamento Alimentar. Dedica o seu trabalho à nutrição clínica, no adulto e na criança, com particular interesse pela alimentação e saúde infantil. A prevenção começa in útero.