As armadilhas da mente

Quando queremos modificar alguns aspetos do nosso comportamento e da própria personalidade somos muitas vezes confrontados com aquilo que o psiquiatra Augusto Cury chama de “armadilhas da mente” (uma visão próxima da de Eckhart Tolle, autor de “O Poder do Agora”). O médico destaca habitualmente quatro, a saber:

Conformismo – esta armadilha da mente humana e que traduz-se pela arte de se acomodar, de não reagir e de aceitar passivamente as dificuldades psicológicas, os acontecimentos sociais e as barreiras físicas. As pessoas conformistas ficam prisioneiras do passado, são inertes e mentalmente preguiçosas transformando os fracassos em medo. O conformismo amordaça, por vezes, pessoas fascinantes e com muitas potencialidades.

Coitadismo – é a prática da autocompaixão, na verdade um conformismo potencializado. A pessoa que sofre desta armadilha veste o papel de vítima, apesar de ter, por vezes, um notável potencial ao seu dispor. Torna-se numa companhia cansativa, repetitiva, pessimista e gosta de publicitar as suas misérias.

Medo de Errar – traduz-se no medo de assumir os próprios erros e aceitar que, como todo o ser humano, cada um de nós pode ter imperfeições, defeitos, fragilidades, idiotices e incoerências.

Medo de Arriscar – este tipo de medo bloqueia a criatividade, a capacidade inventiva, a liberdade e a ousadia.

Para vencer estes obstáculos e colocar a inteligência ao serviço da personalidade, Augusto Cury descreve o que ele chama de Códigos da Inteligência – chaves para o uso pleno da nossa inteligência baseando-se no princípio de que as estratégias para vivenciarmos emoções positivas e termos pensamentos brilhantes não se encontram nos nossos genes mas sim na aprendizagem e no treino da mente.

Fonte da imagem:Helpful

Nelson S. Lima

Professor Universitário e Investigador de Mental Performance (Inglaterra e Brasil). Conferencista sobre Saúde, Longevidade e Desenvolvimento. Formação superior em Neuropsicologia e Hipnologia Médica. Colaborador do Stop Cancer Portugal desde Dezembro de 2012. Por indicação do autor, os (...)