Este ano, não se esqueça de celebrar cada dia!

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O ano novo começa com festa e celebração, para muitos de nós, e fazemo-lo já quase sem reflectirmos no porquê. É espontâneo e habitual, por isso não questionamos. Mas a verdade é que celebrar a chegada de um novo ano é celebrar a oportunidade de recomeçar. Um novo ano surge-nos como uma imensa tela em branco onde podemos colocar as imagens do que desejamos para nós, para quem mais gostamos e até para toda a humanidade, para todos os seres e para o nosso planeta.

Este ritual, como a maioria dos rituais que praticamos há anos e às vezes há séculos, têm uma importância que vai para além do aparente, e por isso os cumprimos. Sem nos darmos conta contribuem para que adoptemos uma atitude mental de reconhecimento e gratidão que cumpre uma função essencial para o nosso bem-estar psíquico porque atribui um sentido e um significado a determinados acontecimentos e por conseguinte à nossa existência.

Assim, celebramos o novo ano, celebramos o nascimento, celebramos cada novo ano de vida, celebramos a união e o amor, a chegada da primavera, celebramos a perpetuação da memória dos que partiram e celebramos as vitórias e as etapas superadas. A lista é infindável e poderia ser ainda maior porque na verdade mesmo durante períodos de adversidade, por vezes, há razões para celebrar embora possamos não as perceber de imediato.

Cada novo dia é um motivo de celebração pois é uma nova oportunidade de fazer de novo, de fazer diferente e melhor do que fizemos no dia anterior. Cada novo dia traz mais uma oportunidade de aprender, de perdoar e de libertar o passado. Cada novo dia é mais uma hipótese de esperar que o provir nos traga mais graças e cada novo dia é mais uma oportunidade para agradecer por estarmos vivos.

Por tudo isto devemos de viver e saborear os momentos de celebração e celebrar, por tudo e por nada, sós ou acompanhados por quem amamos ou por quem acompanha a nossa jornada. Pois ao celebrar recordamos tudo o que temos para agradecer, apesar dos infortúnios que a vida nos possa já ter trazido. Afinal, como li algures:

A felicidade consiste em sermos capazes de nos libertarmos daquilo que achamos que a nossa vida, era suposto ser e sermos capazes celebrar por termos a vida que temos.

Fonte da Imagem: http://honestlywtf.com/art/phoebe-wahl/

Rita Rosado

Sobre Rita Rosado

Rita Rosado licenciou-se em Psicologia Clínica pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (1997). Concluiu o Mestrado em Ciências da Educação – Formação de Adultos em 2007. Trabalha na área de Orientação Profissional e o seu interesse pela problemática da prevenção do cancro aprofundou-se após a experiência que vivenciou enquanto familiar de doentes de cancro.