Batata-doce: quanto mais roxa melhor!

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Anticancerígena, antioxidante e cardioprotetora: são estes os principais efeitos da batata-doce na promoção da saúde.

Nos últimos anos foram publicados vários estudos indicando este tubérculo como uma fonte de diferentes componentes bioativos.

Conhecem-se, pelo menos, quatrocentas variedades de batata-doce, com diferentes formas, tamanhos e cores, da pele e polpa, e, dependendo das características físicas, assim também é variado o teor em fitoquímicos e outros compostos.

No entanto, em todas as variedades estão presentes: os ácidos hidroxicinámicos (ácido cafeico e clorogénico) que exibem atividade antioxidante; as antocianinas que transmitem a tonalidade roxa e têm atividade anticancerígena e anti-inflamatória, registadas em numerosos estudos; as cumarinas, com propriedades de anti coagulação, úteis na prevenção das doenças cardiovasculares; um composto denominado inibidor da tripsina que revelou capacidade em travar a proliferação de células e induzir a apoptose das células NB4 da leucemia promielocítica.

Para além de tudo isto, a batata-doce é altamente nutritiva. Depois de cozinhada com casca, proporciona uma dose ótima de vitaminas (A, C e B6), minerais (manganésio e potássio) e fibras dietéticas, 3,3 gramas por cada 100 gramas de batata-doce. Tudo isto acompanhado de 90 calorias, o que é um valor energético razoável.

É deliciosa a batata-doce depois de simplesmente assada, cozida ou reduzida a puré para acompanhar uma fatia de carne do lombo de porco, de preferência bísaro da região transmontana.

Quanto mais roxa melhor! A batata-doce de Aljezur, variedade Lira, tem a pele roxa e polpa amarela e recebeu recentemente a certificação comunitária de Indicação Geográfica Protegida (IGP).

Referências: http://cipotato.org/sweetpotato; http://www.nal.usda.gov/; Bovell-Benjamin AC. Sweet potato: a review of its past, present, and future role in human nutrition. Adv Food Nutr Res. 2007;52:1-59.; Cambie RC, Ferguson LR. Potential functional foods in the traditional Maori diet. Mutat Res. 2003;523-524:109-17.; Huang GJ, Sheu MJ, Chen HJ, Chang YS, Lin YH. Growth inhibition and induction of apoptosis in NB4 promyelocytic leukemia cells by trypsin inhibitor from sweet potato storage roots. J Agric Food Chem. 2007;55(7):2548-53.

Este texto foi publicado pela primeira vez no Stop Cancer Portugal em dezembro de 2011

Margarida Vieira

Sobre Margarida Vieira

Margarida Vieira é nutricionista e doutorada em Estudos da Criança na especialidade de saúde infantil pela Universidade do Minho. Os seus interesses de investigação estão centrados na promoção e comunicação para a saúde e na prevenção do cancro. Autora e fundadora do Stop Cancer Portugal - adotar um estilo de vida saudável.