Refeições fora de casa

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Trabalhar longe de casa ou de alguém que possa cozinhar, coloca um sério desafio na gestão das refeições diárias. Se a empresa tiver um refeitório, parte do problema fica resolvido, apenas tem de estar atento ao horário de funcionamento. Caso contrário há quem opte por um snack ou uma sanduíche numa cafetaria, almoçar num restaurante ou por comprar refeições prontas ou pré-cozinhadas.

Em Londres encontra-se com extrema facilidade uma qualquer cafetaria, loja ou supermercado a vender sanduíches. Por isso, não é de admirar que no Reino Unido sejam vendidas 6 mil milhões de sanduíches por ano, das quais cerca de 889 milhões foram substitutas de um jantar. Falando estritamente dos supermercados, todos eles têm uma variedade considerável de refeições prontas, quer sejam refrigeradas ou congeladas. Neste caso, são vendidas por ano 1,6 mil milhões de refeições.

Comer fora de casa está associado a um risco aumentado para o excesso de peso e obesidade, a um estilo de vida sedentário, à ingestão excessiva de calorias diariamente. Por outro lado as refeições prontas ou pré-cozinhadas são, por norma, ricas em calorias, sal (cloreto de sódio) e aditivos químicos e pobres em vitaminas e nutrientes que estão presentes nas refeições preparadas com alimentos frescos.

Um estudo realizado em 2006 a 22.000 pessoas com acesso à Internet, provenientes de diversos países, tentou perceber os principais motivos para a compra de refeições prontas. Os cinco principais motivos apontados foram:

  1. A falta de tempo para cozinhar uma refeição do início ao fim;
  2. Ser mais barato que comprar todos os ingredientes de uma refeição;
  3. A qualidade das refeições prontas ser igual à qualidade do prato cozinhado pela pessoa;
  4. O sabor da refeição pronta ser melhor que o mesmo prato cozinhado pela pessoa;
  5. Não saber cozinhar.

Apesar de o estudo ter limitações, podemos verificar que os motivos essenciais estão relacionados com o processo de confecção das refeições: não saber cozinhar, não conseguir cozinhar adequadamente, não utilizar adequadamente as especiarias ou não planear as refeições. Numa vida diária cheia de horários para cumprir, cozinhar refeições do início ao fim pode parecer transcendente. Mas para isso temos algumas sugestões:

  • Invista algum tempo a pesquisar receitas: assim poderá adequar aos seus gostos pessoais. Opte por escolher as que usam produtos não processados;
  • Faça as suas refeições e congele-as: acondicione adequadamente as refeições e congele-as a pelo menos -17º celsius. Na noite anterior retire-as do congelador e coloque-as no frigorífico para descongelar lentamente;
  • Cozinhe a mais para ter sobras de comida: use as sobras para preparar outras refeições. Os mesmos ingredientes dão para preparar novos pratos. Seja criativo;
  • Use especiarias: as especiarias são perfeitas para dar sabor aos alimentos e a reduzir na quantidade de sal adicionado;
  • Envolva toda a família: dê espaço para as crianças participarem na confecção das refeições. Desta forma irão aprendendo a cozinhar e ficarão mais interessadas nas refeições em que elas próprias ajudaram a preparar.

As refeições preparadas em casa são a opção mais saudável, uma vez que têm menos calorias, sal e gorduras saturadas. Facilitam a incorporação na nossa dieta de produtos frescos, não processados, como é o caso da fruta, legumes, grãos, frutos secos, carnes brancas, peixe. Se planeadas e confeccionadas adequadamente são também mais baratas que uma refeição equivalente num qualquer restaurante. Se não ficou convencido, pense em todos os problemas de saúde que as refeições prontas, sanduíches e fast food estão associados e no quanto pode poupar em tratamentos, consultas e medicamentos.

Fonte da imagem: https://www.pressdispensary.co.uk/q991476/images/leerdammersandwich.jpg

Miguel Oliveira

Sobre Miguel Oliveira

Miguel Oliveira é licenciado em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem de Calouste Gulbenkian – Universidade do Minho (2007). Pós-Graduado em Neuropsicologia de Intervenção pelo CRIAP/Associação Portuguesa de Neuropsicologia (2010). Atualmente exerce a profissão no Reino Unido.