Como travar a epidemia da obesidade infantil? Os “diagnósticos” da OMS na Europa

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O aumento crescente do número de crianças com excesso de peso e obesidade na Europa tem sido motivo de grande preocupação.

Na Europa, uma em cada três crianças com 11 anos de idade, sofre de excesso de peso ou obesidade.  De 2002 a 2010, o número de países com mais de 20% de crianças/adolescentes de 11, 13 e 15 anos com excesso de peso, aumentou de 5 para 11, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O excesso de peso e obesidade é uma ameaça para a saúde infantil. A obesidade infantil está fortemente associada com o aumento do risco cardiovascular, diabetes tipo 2, problemas ortopédicos, distúrbios mentais, menor rendimento escolar e baixa auto estima. Torna-se imperativo definir estratégias para travar esta nova norma.

A prevenção da obesidade infantil é fundamental para evitar os riscos na saúde ao longo da vida. Mais de 60% das crianças com excesso de peso na pré adolescência, terão excesso de peso enquanto jovens adultos. Estas crianças têm 3 a 7 vezes mais probabilidade de serem adultos obesos.

A produção, distribuição e marketing de alimentos ricos em gordura, açúcar e sal e de baixo valor nutricional, combinado com estilos de vida sedentário, tem caminhado lado a lado com os aumentos de excesso de peso e obesidade nas últimas décadas.

As crianças devem ser protegidas das estratégias inescrupulosas do marketing e de ambientes obesogénicos. Governos, autarquias locais e individualidades necessitam de tomar uma posição.

As crianças necessitam de pelo menos 1h de atividade física, moderada ou intensa, por dia.

Reformular alimentos, melhorar a rotulagem e restringir o marketing alimentar dirigido às crianças, ajuda o consumidor (pais e crianças) a fazer escolhas informadas e saudáveis.

Os governos poderão criar regulamentos, e criar obrigatoriedades de rotulagem informativa, perfil nutricional e regular o marketing, exigindo que a indústria alimentar tome alguma responsabilidade.

As autarquias locais podem disponibilizar alimentos saudáveis, criar infra-estruturas, planear e incentivar estilos de vida verdadeiramente saudáveis e tornar as escolhas saudáveis mais acessíveis.

Fonte de Informação:http://www.euro.who.int/en/health-topics/disease-prevention/nutrition/country-work/photo-story-how-can-the-obesity-epidemic-in-children-be-stopped

 

Marisa Figueiredo

Sobre Marisa Figueiredo

Marisa Figueiredo é nutricionista e mestre em Nutrição Clínica, pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz. É doutoranda na Faculdade de Medicina de Lisboa no curso de Doenças Metabólicas e de Comportamento Alimentar. Dedica o seu trabalho à nutrição clínica, no adulto e na criança, com particular interesse pela alimentação e saúde infantil. A prevenção começa in útero.